

“Este
monumento pretende-se simples como simples são os Homens
que honraram e lutaram pela Pátria. Esta peça
escultórica evoca sentimentos fortes e recordações
daqueles que combateram na Primeira Grande Guerra e
Ultramar.
Traduz-se
em três elementos, sendo que o primeiro representa um
sentimento de perda, um vazio que vai ser preenchido
pelo elemento posterior que simboliza as lembranças, a
saudade e o amor à Pátria. Ambos os elementos têm uma
espessura de treze centímetros, número que simboliza os
treze anos da Guerra Colonial.
O cubo
caído desta peça, pretende representar todos aqueles que
pela Pátria deram o seu bem mais valioso, a própria
vida. A face polida que suporta o brasão da Liga dos
Combatentes pretende representar a suavização que esta
entidade proporciona a todos aqueles que ainda
atualmente sofrem com as consequências da guerra. A vida
emergente no espaço resultante da queda deste cubo
pretende representar o renascer de uma sociedade,
proporcionado por todos aqueles que por ela se
sacrificaram”.


Em dia de aniversário combatentes de Rio Maior ganham
nova sede e monumento
Em dia de aniversário combatentes de Rio Maior ganham
nova sede e monumento
Ontem, 27 de Setembro, no dia em que assinalou a
passagem do seu 91.º aniversário o Núcleo de Rio Maior
da Liga dos Combatentes, presidido por José Carlos
Abadesso Santos, inaugurou a sua nova sede na Rua D.
Afonso Henriques.
De seguida, a comitiva composta por inúmeras entidades
civis e militares dirigiu-se para o Jardim Municipal de
Rio Maior, local onde foi inaugurado o tão aguardado
monumento aos combatentes riomaiorenses, construído e
oferecido pela Junta de Freguesia de Rio Maior.
“Quando este desafio nos foi colocado, rapidamente
percebemos que se tratava de uma situação urgente, há
décadas desejada pelo Núcleo de Rio Maior da Liga dos
Combatentes, pelos seus sócios e pelas famílias daqueles
que pela pátria se sacrificaram”, realçou o presidente
da Junta de Freguesia de Rio Maior.
Luís Filipe Santana Dias referiu ainda que “para a
Freguesia de Rio Maior, foi um orgulho muito grande
poder contribuir de forma ativa para o bem estar e
desenvolvimento desta tão nobre instituição”.
A obra foi criada pelo projetista riomaiorense Paulo
Evaristo Santos e nela se pode ler: “Este monumento
pretende-se simples como simples são os Homens que
honraram e lutaram pela Pátria. Esta peça escultórica
evoca sentimentos fortes e recordações daqueles que
combateram na Primeira Grande Guerra e Ultramar.
Traduz-se em três elementos, sendo que o primeiro
representa um sentimento de perda, um vazio que vai ser
preenchido pelo elemento posterior que simboliza as
lembranças, a saudade e o amor à Pátria. Ambos os
elementos têm uma espessura de treze centímetros, número
que simboliza os treze anos da Guerra Colonial.
O cubo caído desta peça, pretende representar todos
aqueles que pela Pátria deram o seu bem mais valioso, a
própria vida. A face polida que suporta o brasão da Liga
dos Combatentes pretende representar a suavização que
esta entidade proporciona a todos aqueles que ainda
atualmente sofrem com as consequências da guerra. A vida
emergente no espaço resultante da queda deste cubo
pretende representar o renascer de uma sociedade,
proporcionado por todos aqueles que por ela se
sacrificaram”.
Para além do Presidente da Junta de Freguesia de Rio
Maior e do projetista do monumento, que o concebeu a
título gratuito, usaram ainda da palavra nesta
cerimónia, o Presidente do Núcleo da Liga dos
Combatentes de Rio Maior, José Carlos Abadesso Santos, o
vogal da direção da Liga Central dos Combatentes, José
Eduardo Varandas, a Presidente da Câmara Municipal de
Rio Maior, Isaura Morais, e o Rev. Padre Diogo, pároco
de Rio Maior, que abençoou o monumento.
Para completar este dia festivo realizou-se ainda uma
missa solene em memória de todos os combatentes
riomaiorenses falecidos e um almoço convívio que
decorreu num dos restaurantes da freguesia de Rio Maior.









