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Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

Em memória daqueles que tombaram em defesa de

Portugal na Guerra do Ultramar

 

Santo Tirso

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados que se seguem:

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Santo Tirso

 

Roriz-Santo-Tirso

 

Vilarinho

 

Abílio Ferreira Andrade

 

1.º Cabo Sapador, n.º 1742/65
 

Companhia de Comando e Serviços
 

Batalhão de Cavalaria 1863
«SEMPRE PRONTOS»


Angola: 23Out1965 a 21Out1966 (data do falecimento

 

Louvor Colectivo
 

Abílio Ferreira Andrade, 1.º Cabo Sapador, n.º 1742/65, nascido no ano de 1944, na freguesia de Vilarinho, concelho de Santo Tirso, filho de Aníbal da Silva Andrade e de Rosa Coelho Pereira, solteiro;


Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;


No dia 14 de Outubro de 1965, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Vera Cruz’, integrado na integrado na Companhia de Comando e Serviços (CCS) do Batalhão de Cavalaria 1863 (BCav1863) «SEMPRE PRONTOS», rumo ao porto marítimo de Luanda, onde desembarcou no dia 23 de Outubro de 1965;


A sua subunidade de cavalaria, comandada pelo Capitão SGE Fernando Zeferino Martins, foi destinado ao subsector de Cazombo, Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 477 (BCac477) «UBI GLORIA, OMNE PERICULUM DULCE»;


Faleceu no dia 21 de Outubro de 1966, a 3 Km após a passagem do rio Lufuíge, no itinerário Caripande – Lumbala, em consequência de ferimentos em combate;


Tinha 22 anos de idade;


Paz à sua Alma


Está inumado na campa n.º 7, na fileira n.º 1, do talhão militar, no cemitério de Cazombo, na Província Ultramarina de Angola

 

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Louvor Colectivo

 

BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 1863


Despacho de 6 de Junho de 1967 do

General Comandante de Região Militar de Angola


Louvo o Batalhão de Cavalaria n.º 1863, pelo entusiasmo e invulgar interesse que tem vindo a revelar no desempenho de todas as missões que lhe foram conferidas, durante cerca de dezanove meses de comissão.


Localizado durante todo este período no Saliente do Cazombo, orientou criteriosamente as suas múltiplas actividades adaptando-se às características geográficas e étnicas do sector, aquelas com terrenos difíceis de chana alagada e de montanha, estas com populações fortemente ligadas às autoridades tradicionais e sujeitas a uma activa propaganda do exterior.


Este Batalhão levou a efeito uma intensa actividade operacional por toda a sua vasta zona de acção, inicialmente com vista ao controle das populações e detecção dos primeiros indícios de subversão, e a partir de Maio de 1966, empenhando-se na luta contra bandos armados.


É justo referirem-se os bons resultados obtidos em muitas acções e várias operações realizadas com carácter vincadamente ofensivo e ainda na protecção das populações sujeitas às sevícias do inimigo.


Sobre este último aspecto, merece especial destaque a acção conduzida pelo Batalhão de Cavalaria n.º 1863, cujo comando inteligentemente tem envidado todos os seus esforços, em estreita colaboração com as autoridades civis, para o reordenamento das populações, em grande parte regressadas dos territórios limítrofes. Assim, começaram a surgir novas povoações em locais escolhidos e com as condições de vida necessárias à elevação social destas populações que reiniciaram uma nova vida, garantindo os seus meios de subsistência e de auto defesa, com completa adesão à nossa missão. Simultaneamente viu-se facilitada a acção de controle destes povos, desde então subtraídos à influência e às solicitações do inimigo.


Deste modo, o Batalhão de Cavalaria n.º 1863 tem-se creditado como uma excelente Unidade, disciplinada e com elevado espírito de missão, que bem merece o reconhecimento da Região Militar de Angola que lhe é conferido neste louvor.


(in Revista da Cavalaria do ano de 1967, pág. 206)

 

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