Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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cada um dos sublinhados que se seguem:
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Seia
Seia
Elementos informativos de um colaborador do
portal UTW
Monumento aos
Combatentes do Ultramar
Inaugurado no dia 25 de Abril de 2008
Notícia de 22Set2017
Fonte:
Câmara Municipal de Seia
Monumento aos Combatentes da Guerra do
Ultramar requalificado.
A recuperação do monumento foi efetivada pelo autor da
escultura, Ângelo Ribeiro, e resulta de uma proposta
submetida à edição do ano passado do Orçamento
Participativo, a qual não venceu mas o Município optou
por realizar mesmo assim, conforme estipulado em
regulamento próprio, dada a pertinência, o estado de
degradação e o simbolismo do monumento.
O Monumento aos Combatentes da Guerra do Ultramar foi
inaugurado no dia 25 de abril de 2008, em memória dos 43
soldados naturais do concelho de Seia que perderam a
vida na guerra colonial em África (1961-1974).


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Inaugurado em 25
de Abril de 2008
Monumento aos 43 jovens do Concelho de
Seia que morreram em África
Monumento pretende simbolizar uma figura
ausente

Fonte:
http://artes-vivas-index3.blogspot.pt/2009/03/obras-de-arte-em-seia-5.html
A construção
de um monumento aos combatentes do Ultramar era uma
intenção da Câmara pelo menos desde 2000, quando o
Presidente Eduardo Brito propôs homenagear os 43 jovens
militares do concelho de Seia que perderam a vida na
guerra colonial em África (1961-1974).
Chegou a
realizar-se um concurso de ideias, no qual sobressaiu a
proposta de Ângelo Ribeiro, um escultor natural de Vila
Nova de Gaia cujos trabalhos de pequenas
dimensões/maquetas foram bastante apreciados na Artis
II.
No entanto, a
localização inicialmente prevista (o antigo jardim da
Casa das Obras, nas traseiras da Câmara) revelou-se
insuficiente para acolher o monumento com 12 metros de
comprimento – um longo, ondulado e maciço painel
vertical, em aço corten, que suporta os nomes dos 43
militares mortos na guerra do Ultramar. O pesado painel
não apoia directamente no solo, “criando a sensação de
levitação, reforçando assim a ideia da leveza do tempo»,
e contém uma abertura antropomórfica com 1,80 metros de
altura, representando uma ausência - “uma figura
ausente, uma figura vazia...». Destacada do painel, a
figura que representa a memória tem uma dimensão maior,
“pois a sua memória além de forte é permanente” e
encontra-se sobre uma linha de cascalho – um tapete, um
caminho orientado para sudeste, apontando a direcção do
antigo Ultramar.
Segundo
referiu o autor na memória descritiva, o monumento
pretende “simbolizar o silêncio deixado pelos nossos
soldados que caíram na guerra do Ultramar”, sendo por
isso uma “homenagem ao silêncio da omnipresença das
pessoas que deixaram o seu povo, as suas famílias, as
suas raízes. Ao silêncio da sua dor. Ao silêncio da
distância. Ao silêncio...”.
O Monumento
aos Combatentes do Ultramar foi inaugurado no dia 25 de
Abril de 2008, na Avenida dos Bombeiros Voluntários,
junto à Urbanização Martinhos, em local aberto e
relvado. Esta zona ficará brevemente mais interessante e
mais movimentada pois já está a ser construída uma
grande rotunda de acesso à via circular de Seia, que
ligará a rotunda do Pingo Doce a São Romão, passando por
Quintela.
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Publicação de 30Abr2008, in
«Portal da Estrela»
Seia homenageou militares falecidos no Ultramar
Monumento pretende simbolizar uma figura ausente
Como o PE noticiou na sua última edição, os três ramos
das Forças Armadas participaram, na passada sexta-feira,
dia 25 de Abril, numa cerimónia de homenagem aos 43
militares do Concelho de Seia que morreram durante a
guerra colonial em África (1961/1974).
A inauguração do monumento de homenagem foi presidida
pelo Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos
Assuntos do Mar, João Mira Gomes, acompanhado no acto
por Eduardo Brito, Presidente da Câmara Municipal de
Seia, e pelo Tenente-General Mimoso e Carvalho, em
representação do Chefe do Estado-Maior-General das
Forças Armadas.
À chegada do membro do Governo ao local – o jardim da
Urbanização Martinhos –, foram prestadas honras
militares por parte de uma força constituída por um
pelotão de fuzileiros da Marinha e pela fanfarra do
Exército, seguindo-se os discursos do Presidente da
Câmara e do Secretário de Estado, bem como do Reitor de
Seia.
Para Eduardo Brito, «estes 43 jovens deram o melhor de
si ao serviço de Portugal, ao serviço da nossa Pátria. É
por isso justíssima a homenagem que hoje aqui lhe
prestamos», disse. O Presidente da Câmara Municipal
sublinhou durante a cerimónia que «num momento
particularmente difícil da nossa vida, é muito
importante tirarmos força, determinação e coragem da
coragem destes valorosos rapazes, que pagaram com a vida
o amor à Pátria, essa força e essa determinação que é
precisa para ultrapassar e para vencer dificuldades.
Eles deram o melhor de si, e nós também temos que dar,
nesta época, o melhor de nós para ajudar a resolver os
nossos problemas, sendo, porventura, para além deste
monumento que aqui fica hoje o melhor exemplo e a melhor
homenagem que lhes podemos prestar».
De acordo com o autarca, a homenagem decorreu
propositadamente no dia 25 de Abril, «um dia marcante
para todos nós, num dia em que Portugal viu abertas
algumas janelas de futuro, de progresso, de
desenvolvimento, apesar das dificuldades que ainda
temos; e fazemo-lo neste dia porque também estou
absolutamente seguro de que estes jovens, os que vieram,
os que morreram e os que ainda hoje sofrem na pele
algumas das mazelas dessa época, também o fizeram em
nome do futuro, e do desenvolvimento. É por isso
justíssima esta nossa homenagem», salientou.
No final da intervenção, o edil deixou ainda uma palavra
de apreço e de conforto aos muitos familiares presentes,
dizendo que com este gesto a Câmara Municipal «também
quer estar em paz com a sua consciência», porque quatro
décadas depois «homenageámos os melhores».
Já para o Secretário de Estado da Defesa Nacional e dos
Assuntos do Mar, o monumento «é um tributo ao combatente
beirão, à sua coragem, ao seu espírito de sacrifício e à
sua generosidade». João Mira Gomes referiu que ao ser
prestado tributo ao combatente beirão «estamos
igualmente a homenagear o combatente português, todos
aqueles que serviram Portugal, independentemente de o
terem feito na Europa, em África, na Ásia, no mar, em
terra ou no ar». O governante destacou também o facto de
a inauguração do monumento, «no dia em que comemoramos a
Democracia e a Liberdade, é mais que uma feliz
coincidência. É a forma de reconhecermos o papel dos
combatentes lusitanos na preservação da liberdade»,
sublinhou.
Após a intervenção de João Mira Gomes, seguiu-se a
deposição de flores junto ao monumento e foram prestadas
honras militares aos 43 mortos, cujos nomes foram
citados pelo Reitor de Seia, Joaquim Teixeira, numa
breve alocução. Nesse momento, o local foi sobrevoado
por aparelhos da Força Aérea – um avião Dornier 27 e
dois helicópteros Alouette III; por fim, houve uma
largada de pombos e de dezenas de balões brancos.
O monumento aos combatentes do Ultramar está instalado
na Avenida dos Bombeiros Voluntários, junto à
Urbanização Martinhos. De acordo com o escultor-autor da
instalação, Ângelo Ribeiro, o monumento, com 12 metros
de comprimento, pretende «simbolizar o silêncio deixado
pelos nossos soldados que caíram na guerra do Ultramar»,
sendo por isso uma «homenagem ao silêncio». O monumento,
que tem na sua base gravados os nomes dos 43 combatentes
mortos – pouco visíveis aos olhos de quem o observa – «é
um longo, ondulado e maciço plano vertical que
representa o peso da distância do tempo». Em destaque
está uma figura recortada no plano, que simboliza «uma
figura ausente, uma figura vazia», figura essa que tem
uma escala humana, sensivelmente de 1,8 metros. Ao lado,
ganha corpo a sua presença física, maior do que a
anterior, «pois a sua memória além de forte é
permanente».
Fonte:
http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=242&id=10617&idSeccao=2161&Action=noticia
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Publicação de 21Abr2008, in
«Portal da Estrela»
Monumento tem 12 metros de comprimento e está a ser
instalado junto à Urbanização Martinhos
Forças Armadas honram combatentes de Seia que morreram
em África
Monumento aos 43 jovens do Concelho de Seia que morreram
em África
O 34º aniversário da Revolução dos Cravos vai ser
assinalado em Seia com a inauguração de um monumento aos
combatentes do Ultramar. A celebração inclui ainda um
“Tributo a Zeca Afonso”, exposições e a habitual sessão
solene da Assembleia Municipal.
Os três ramos das Forças Armadas vão participar, no
próximo dia 25 de Abril, numa cerimónia de homenagem aos
43 militares do Concelho de Seia que morreram durante a
guerra colonial em África (1961/1974).
A cerimónia militar, que terá lugar no Dia da Liberdade,
inclui a inauguração de um monumento aos combatentes do
Ultramar, que está a ser instalado na Avenida dos
Bombeiros Voluntários, junto à Urbanização Martinhos, o
qual vai ser sobrevoado por aparelhos da Força Aérea
utilizados naqueles teatros de operações: um avião
Dornier 27 e dois helicópteros Alouette III. A Marinha
participa com um pelotão de fuzileiros e o Exército com
a sua Fanfarra.
Na cerimónia, presidida por João Mira Gomes, Secretário
de Estado da Defesa Nacional e dos Assuntos do Mar, e
que decorrerá a partir das 15h30, será também efectuada
uma largada de pombos. Em aberto está a presença do
Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, ou de
um seu representante, na medida em que a agenda do
General Valença Pinto nesse dia está condicionada pelas
comemorações oficiais na Assembleia da República.
Para Eduardo Brito, que anunciou a homenagem na sessão
da Assembleia Municipal no passado mês de Fevereiro, a
inauguração do monumento «constitui um acto de justiça
ao grupo de rapazes do Concelho que deram a vida pela
Pátria». Refere também que «é igualmente um contributo,
à nossa dimensão, para a reconciliação com a nossa
história», na medida em que o tempo já permite olhar
«com serenidade» para os acontecimentos daquela época.
«E a verdade é que estes 43 rapazes morreram ao serviço
da Pátria e daquilo que entendiam ser os valores da
mesma naquela época. E nós não podemos deixar de
sublinhar isso e de termos orgulho nisso», disse o
Presidente da Câmara Municipal.
Homenagem ao silêncio
Recorde-se que a ideia de homenagear os 43 jovens (na
casa dos 20 anos) oriundos das 29 freguesias do Concelho
de Seia surgiu no ano de 2000. Nesse ano, Eduardo Brito
propôs em reunião de Câmara que fosse solicitado ao
mercado artístico a elaboração de uma proposta para a
edificação de um busto ou de uma imagem que retrate de
alguma forma a Guerra do Ultramar, querendo, assim, a
autarquia homenagear os militares do Concelho de Seia
falecidos em África. Segundo disse então, «o símbolo a
implantar deverá ser colocado no centro histórico de
Seia, uma vez que a Câmara está a valorizar aquele ponto
da Cidade».
Passados oito anos, a autarquia avançou para a execução
do projecto, tendo escolhido a proposta do escultor
Ângelo Ribeiro, do Porto. Devido à dimensão do
monumento, que tem 12 metros de comprimento, desistiu de
o colocar junto ao edifício dos Paços do Concelho, antes
tendo escolhido para o efeito a praça verde da
Urbanização Martinhos.
De acordo com o escultor, o monumento pretende
«simbolizar o silêncio deixado pelos nossos soldados que
caíram na guerra do Ultramar», sendo por isso uma
«homenagem ao silêncio». «Ao silêncio da omnipresença
das pessoas que deixaram o seu povo, as suas famílias,
as suas raízes. Ao silêncio da sua dor. Ao silêncio da
distância. Ao silêncio...», refere na memória
descritiva.
Apesar de ainda não estar totalmente concluído, o
monumento, que terá na sua base gravados os nomes dos 43
combatentes mortos, é um longo, ondulado e maciço plano
vertical que «representa o peso da distância do tempo».
Construído em aço corten, o seu acabamento será o
natural (enferrujado) e está separado do solo, «criando
a sensação de levitação, reforçando assim a ideia da
leveza do tempo», sublinha Ângelo Ribeiro. Em destaque
está também uma figura recortada no plano, que simboliza
«uma figura ausente, uma figura vazia...», figura essa
que tem uma escala humana, sensivelmente de 1,8 metros.
Ao lado, ganha corpo a sua presença física, maior do que
a anterior, «pois a sua memória além de forte é
permanente» e que estará colocada em cima de uma linha,
de um tapete, de um caminho... estrategicamente
direccionado para sudeste (Ultramar).
Fonte:
http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=241&id=10589&idSeccao=2151&Action=noticia
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Publicação de
20Mar2008, in «Portal da Estrela»
Comentário
de Alcides Henriques: "
Monumentos aos que
“tombaram” na Guerra"
A Câmara anunciou que vai ser
construído um monumento de homenagem aos militares do
concelho que morreram em combate na Guerra Colonial.
Felicitamos a Câmara pela decisão.
Este memorial só teve o defeito de
ser tão tardio. Há alguns anos sugerimos essa justa
homenagem, que não teve então seguimento.
A homenagem a todos os que tombaram
em combate merece o maior respeito e dignidade.
Recordamos que um monumento evocativo tem que ser
representativo do sacrifício dos que deixaram a vida na
guerra logo no início das suas vidas activas e do
sentimento e da dor dos familiares mais próximos.
Perdeu-se, intencionalmente, a
evocação das grandes dificuldades e sacrifícios dos
militares que tiveram de partir para a guerra. Passaram
quase só a louvar-se os que, por convicção, política ou
cobardia fugiram. Fizeram daqueles heróis e os que foram
heróis passaram a esquecidos. A grande maioria da
juventude (masculina) nascida entre 1940 e 1952 devia
ser merecedora de mais consideração, pelo que lhe foi
exigido em termos de representação do País. Hoje,
defende-se o nome do País no estrangeiro em missão de
paz, auferindo bons vencimentos, com todas as
diferencias e muito privilégios, esquecendo-se aqueles
que, voluntariamente forçados durante 13 anos, perderam
saúde, conforto e dinheiro fazendo parte das mesmas
Forças Armadas de Portugal.
Fonte:
http://www.portadaestrela.com/index.asp?idEdicao=238&id=10454&idSeccao=2117&Action=noticia