Guiné 63/74 - P6583: Controvérsias (85): O ensino em Portugal após o 25 de Abril (Benjamim Durães)
1.
O nosso Camarada Benjamim Durães (ex-Fur
Mil Op Esp/RANGER do Pel Rec Inf,
CCS/BART 2917 – Bambadinca -,
1970/72), enviou-nos a seguinte
mensagem em 12 de Junho de 2010:
O
ensino em Portugal após o 25 de
Abril
Camaradas,
Depois de ler o poste P6581, em
assunto sobre o falecido Furriel
Miliciano Atirador Fernando
Pacheco dos Santos da CART 2673,
em combate na Guiné, venho dar mais
uma ajuda a todos, e em particular
ao Hélder, e informar que na antiga
Escola Industrial e Comercial de
Setúbal, hoje Escola Secundária
Sebastião da Gama, onde eu e o
Pacheco estudamos e fizemos parte da
mesma turma, existe uma lápida, a
única em Setúbal, onde constam todos
os alunos da Escola, os
ex-combatentes, que morreram na
Guerra.
Após o 25 de Abril, um certo
“movimento” de professores tentaram
retirar a lápida do local onde se
encontra, justificando que a frase
existente na mesma era de caris
fascista.
Isto mostra como o nosso ensino ia
nessa altura, pois a frase
"QUANDO A HORA SOOU, ELES ESTAVAM LÁ
ONDE O DEVER OS CHAMARA" é
uma frase constante dos Lusíadas,
mas felizmente um movimento
espontâneo de alunos, impediram que
os professores retirassem a lápida.
Os antigos alunos dirigiram-se à
Escola e obrigaram que o Director os
recebesse, e lhes prometesse que a
mesma não seria retirada.
A lápida ainda hoje continua lá.

A lápida, que fica no átrio principal da Escola, à entrada no lado direito.
Um
abraço para vós,
Benjamim Durães
Fur Mil OpEsp/RANGER da CCS/BART 2917
