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Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas

Monumentos aos Combatentes
e Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
Para
visualização dos conteúdos clique em
cada um dos
sublinhados
Listagem dos mortos naturais do concelho
de
Torre
de Moncorvo
Torre de Moncorvo
10 de Junho de
2013
Informação do
veterano Mário Vasconcelos
Fonte: «Farrapos
de Memória»
Inauguração do Memorial aos Combatentes de Torre de
Moncorvo
A 10 de Junho de 2013,
passadas que são quatro décadas, é inaugurado, sob os
auspícios da Câmara Municipal, em Torre de Moncorvo um
memorial com os nomes dos vinte e oito jovens, naturais
deste concelho, que tombaram na guerra colonial a que se
atribui o balizamento extremo de 1961 e 1974.
Custa sempre recordar vidas
ceifadas mormente as que se finam ainda no seu pleno
vigor. Se isso sucede em serviço militar tendemos a apor
heroicidade desde logo por que não se trata de labor ao
serviço de fazenda particular e, supostamente, tal
desfecho representa o coroar de um processo em que
abnegação e espírito de corpo tiveram o seu lugar.
Os teóricos das guerras justas
não têm no seu rol esta, a que se alude. Não sendo a
nenhum título conveniente destrinçar entre caídos numas
e noutras guerras, porquanto se obedece e as mais das
vezes os decisores estão convictos da limpidez da sua
causa e para ela procuram arrastar e arrastam muita
gente, há que atribuir relevo à sublimação possível que
nestes momentos simbólicos toma lugar dando-se de certo
modo início a um outro tempo no que à matéria em causa
se refere.
A Associação dos Deficientes
das Forças Armadas fez-se representar e a Banda
Filarmónica do Felgar permitiu um ecoar mais profundo
tomando a vez e a voz, de alguma maneira, do silêncio
dos inscritos no memorial.
Texto e fotografias de: Carlos
Sambade
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Notícia de
Dez2010:
Não há
conhecimento, no concelho de Torre de Moncorvo, da
existência de algum monumento
em memória dos Moncorvenses que tombaram ao serviço
da Pátria, durante a Guerra do Ultramar, no entanto
os seus conterrâneos não os esqueceram, tanto o é, que
tal se encontra demonstrado no blogue:
"Moncorvo
- Farrapos de
Memória"
in:
http://lelodemoncorvo.blogspot.com/2010/12/mortos-na-guerra-do-ultramar-concelho.html
[...]
Este, sim, é um documento histórico
que a todos diz respeito. É, sem sombra de dúvida, o documento mais
importante que aqui foi publicado. Pela sua importância, devia sair em
todos os fóruns e blogues do concelho de Torre de Moncorvo. As noticias”
importantes” saem em todos os jornais, rádios e televisões; nós só temos
a internet para nos informar e é aí que a lista deve circular.
A lista é de todos ,são os nossos
mortos ,os nossos filhos, irmãos ,amigos que perdemos. Muitos nem num
caixão de pinho regressaram; por lá ficaram, em terra que não era a
deles, longe dos seus familiares. Quem lhes leva as flores no dia de
finados? Estão as campas abandonadas? O que fez a democracia que acabou
com a guerra? Nada! Nem o corpo dentro de um caixão de pinho ,como diz a
canção .Eram carne para canhão. Morreram jovens, sem saber porquê; só
dois andaram nas universidades, muitos, vieram das nossas aldeias, onde
ainda não havia água nem luz eléctrica, só conheciam as fragas da
Cardanha, Lousa, Mós, Felgueras, só conheciam o Roboredo, mas nada
sabiam das florestas tropicais ,das chuvas diluvianas, de terras onde
não havia vinhas, oliveiras, amendoeiras. ”Que estavam eles lá a fazer?”
Responderam-lhes com balas e abandono. Malditos sejam os que os levaram
vivos para longe da terra dos seus pais. Malditos sejam os que os
abandonaram e os deixaram ficar a milhares de quilómetros, em terra
desconhecida e longe de quem os recorda com lágrimas.
[...]
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