Soldado Atirador Explorador, n.º
421/64
Companhia de Cavalaria 743
Batalhão de Cavalaria 745
«NÓS QUEREMOS»
«NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»
Angola: 18Jan a
04Jun1965 (data do falecimento)
Biografia de Luís
Augusto Guindeira (1944 – 1965)
Luís Augusto Guindeira
foi um militar português, Soldado Atirador Explorador,
que combateu na Guerra do Ultramar em Angola. Faleceu em
combate no cumprimento do dever com apenas 21 anos de
idade.
Primeiros Anos e Vida
Pessoal
Luís Augusto Guindeira nasceu no ano de
1944, na freguesia e concelho de Vila Nova de
Foz Côa, Portugal. Era filho de Luís Augusto
Guindeira e de Maria Casimira Jerónimo. Antes de partir
para o cumprimento do serviço militar no ultramar,
casou-se com Maria Judite Gouveia Monteiro.
Percurso
Militar e Mobilização
Com a eclosão da Guerra do Ultramar, foi
recrutado e mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 3
(RC3 – Estremoz), conhecidos
historicamente
como os «Dragões de Olivença».
Com o número de identificação militar
421/64, foi integrado na Companhia de Cavalaria
743 (CCav743), que por sua vez fazia parte do
Batalhão de Cavalaria 745 (BCav745), uma unidade que
operava sob o lema «Nós Queremos» — «Na Guerra
Conduta Mais Brilhante».
Embarque para Angola
No dia 9 de Janeiro de 1965, Luís
Guindeira embarcou no Navio Transporte de Tropas (NTT)
Vera Cruz, na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa. A viagem ruma ao continente africano
terminou a 18 de Janeiro de 1965, com o
desembarque no porto de Luanda, Angola.
A sua subunidade, comandada pelo Capitão
de Cavalaria Rui da Costa Ferreira, foi inicialmente
colocada na localidade de Bela Vista.
O Combate e
Falecimento
A Companhia de Cavalaria 743 operou
numa das zonas mais complexas e fustigadas do conflito,
o Sector dos Dembos.
No dia 4 de junho de 1965, durante o
cumprimento de uma missão num morro à saída do Vale da
Camala (a caminho de Bela Vista), a subunidade de Luís
Guindeira envolveu-se em confrontos. O jovem soldado
acabou por falecer no local, em consequência dos graves
ferimentos sofridos em combate. Tinha apenas 21 anos.
O seu corpo foi transladado para a sua
terra natal, encontrando-se inumado no Cemitério de Vila
Nova de Foz Côa.
Louvor Coletivo e
Legado Posto
A
bravura e a dedicação da unidade à qual Luís Guindeira
pertencia foram normalmente reconhecidas pelas chefias
militares. Através da Ordem de Serviço n.º 23, de 18 de
março de 1966, emitida pelo Comando da Região Militar de
Angola (e mais tarde publicada na Revista da
Cavalaria de 1966), o
Batalhão de
Cavalaria 745 recebeu um Louvor Coletivo.
Extracto do
Louvor:
"O Batalhão de Cavalaria n.º 745, por
em actuação no Sector dos Dembos, designadamente nas
Operações «Assaltos Coordenados D-2», «Atoleiros»
e
«Salado D», ter agido sempre com a maior agressividade e
conseguido vibrar duros golpes no prestígio que o
inimigo poderia ter (...).
[Demonstrou] uma boa preparação
e um excelente espírito militar que tornam o Batalhão de
Cavalaria n.º 745 uma Unidade de elite, por valorosa, do
que apraz dar público louvor."
O sacrifício do Soldado Luís Augusto
Guindeira permanece vivo na memória histórica da sua
região e dos seus camaradas de armas.
Que descanse em paz.

A fotografia foi
extraída da Revista da Cavalaria do
ano de 1965, página 37,
e que foi posteriormente processada
por inteligência artificial.