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Memoriais

Monumentos aos Combatentes, Memoriais e Campas

 

 

Monumentos aos Combatentes e Campas

(Listagens e imagens de memoriais e campas de antigos combatentes)

 

Em memória daqueles que tombaram em defesa de Portugal na Guerra do Ultramar

 

Vila Nova de Gaia

 

Para visualização dos conteúdos clique em cada um dos sublinhados

 

Listagem dos mortos naturais do concelho de Vila Nova de Gaia

 

 

Santa Marinha

 

António Fernando Sousa Moutinho

 

Soldado Atirador de Artilharia, n.º 00298665

 

Companhia de Artilharia 1542

«EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»

 

Batalhão de Artilharia 1885

«PÁTRIA CAMARADAGEM ASTÚCIA»

 

Moçambique: 13Mai a 10Jul1966 (data do falecimento)

 

In Memoriam: Soldado António Fernando Sousa Moutinho

 

«Em Perigos e Guerras Esforçados»

 

Há nomes que a história inscreve nas suas páginas não pela ambição do poder, mas pelo cumprimento supremo do dever. António Fernando Sousa Moutinho é um desses nomes. Natural da freguesia de Santa Marinha, no concelho de Vila Nova de Gaia, nasceu no seio de uma família humilde, filho de Fernando Moutinho e de Maria de Jesus Sousa. Jovem, solteiro, com o futuro por desenhar, viu a sua vida cruzar-se com o destino histórico de uma nação.

 

Recrutado para o serviço militar, foi integrado como Soldado Atirador de Artilharia (n.º 00298665) e mobilizado pelo prestigiado Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 - Sacavém), unidade que orgulhosamente carrega as divisas «Não Falta Certo nos Perigos» e «Em Perigos e Guerras Esforçados». Dali, partiria para responder ao apelo de servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique.

 

A Viagem e o Teatro de Operações

 

O dia 23 de Abril de 1966 marcou a despedida da pátria visível. Na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, António Moutinho embarcou no célebre Navio Transporte de Tropas NTT Vera Cruz. Fazia-se ao mar integrado num dos pelotões da Companhia de Artilharia 1542 (CArt1542), subunidade pertencente ao Batalhão de Artilharia 1885, cujo lema — «Pátria, Camaradagem, Astúcia» — se tornaria o guia daqueles homens em terra desconhecida.

 

Após o desembarque no porto de Lourenço Marques, a sua companhia, sob o comando do Capitão Miliciano Celestino Ferreira da Costa, permaneceu temporariamente na capital moçambicana, adstrita ao Batalhão de Caçadores 18. Contudo, as exigências do conflito ditaram a sua rápida movimentação:

 

  • 02 de Junho de 1966: Transferência para Nampula.

 

  • 13 de Junho de 1966: Posicionamento em Valadim, no fustigado distrito do Niassa, actuando em situação de intervenção no complexo Sector A (Vila Cabral).

 

O Sacrifício Supremo

 

Foi no cumprimento dessa exigente missão de soberania e protecção dos seus camaradas que, a 10 de Julho de 1966, em Meponda, o Soldado António Moutinho tombou em combate, não resistindo aos ferimentos sofridos em cenário de fogo. Tinha chegado a Moçambique há escassos dois meses; deu ali tudo o que tinha, incluindo a própria vida.

 

O seu corpo repousa em terra moçambicana, na sepultura n.º 113, da fileira n.º 3, no Talhão B do cemitério de Vila Cabral (actual Lichinga).

Homenagem Grata da Pátria Longe de Vila Nova de Gaia que o viu nascer, o Soldado António Fernando Sousa Moutinho permanece vivo na memória institucional do Exército e no coração dos que não esquecem o sacrifício da juventude portuguesa no Ultramar. Cumpriu, com audácia e sofrimento, o lema da sua companhia.

 

Paz à sua Alma. À sua memória, a nossa eterna reverência.

 

 

 

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