Discurso de
Júlio César Ferreira
Exmo
Presidente da CM Vizela;
Exmo Pres A
M Vizela;
Exmos srs
Vereadores do Município de Vizela;
Srs
Presidentes de Junta das freguesias do Concelho de
Vizela;
Exmo Sr
General Cipriano Alves;
Exmo
Presidente do Núcleo de Penafiel da Liga dos
Combatentes;
Exmo Cmdt
da GNR de Vizela,
Exmo Cmdt
dos BV Vizela;
Reverendo
Padre Constantino Matos de Sá;
Sr
Arquiteto da CM Vizela Abel Cardoso;
Entidades
representativas das coletividades, clubes, associações
de Vizela;
Familiares
aqui presentes de ex-militares mortos ao serviço da
Pátria que hoje homenageamos;
Caros
combatentes do Vale do Vizela aqui presentes e em
especial os ex. combatentes da Guiné, que hoje se
encontram em convívio;
Comunicação
social;
Minhas
senhoras e meus senhores.
Realizamos
hoje, o 15º encontro dos ex. combatente das Guiné do
Vale do Vizela, este ano com um brilho e um significado
diferente.
Com um
brilho diferente, porque concretizamos um desejo antigo
e premente, inaugurando um novo monumento de homenagem a
todos os ex. combatentes do Vale do Vizela,
particularmente aos combatentes das freguesias do nosso
Concelho, tombados nas frentes de guerra, em todas as
épocas e cantos do mundo.
Brilho e
significado diferente, porque achamos que é a altura de
darmos, todos nós, o grito do Ipiranga.
Um grito de
raiva, um grito de revolta, um grito de liberdade.
Um grito de
raiva, pelo esquecimento a temos sido votados, um grito
de revolta pela forma como todos sido tratados, um grito
de liberdade para que não sejamos esquecidos pelas
gerações futuras.
Os antigos
combatentes de Portugal têm sido vítimas de
discriminações várias. Sobretudo depois do 25 de Abril,
corporizaram a culpa com que a maioria da sociedade
portuguesa, de repente, decidiu olhar para a Guerra
Colonial. E teria sido pior se o golpe que depôs o
regime do Estado Novo e devolveu a liberdade de
expressão e política ao País não tivesse nascido a
propósito de reivindicações militares.
Os ex.
combatentes, todos os ex. combatentes, foram e serão,
soldados de Portugal e não podem ser tratados como
colonialistas, fascistas ou revolucionários ou
tão-somente homens que foram para o ultramar, para
passear, como hoje querem fazer crer. Cerca de 10 mil
mortos, mais de 20 mil feridos e cerca de 500 mil com
stress pos-traumático, desmente esta última calúnia.
São homens
que um dia partiram para uma guerra, porque o seu País
assim o determinou. E eles foram, arriscando a vida,
sacrificando as suas famílias, adiando carreiras
promissoras, sofrendo um sem número de sequelas que
hoje, mais de 40 anos passados, ainda se fazem sentir.
E, é para
que lhes seja devolvida a dignidade que um dia lhes
tiraram, que lutamos hoje, aqui, agora, festejando e
exultando de alegria, com o cumprimento de uma promessa
feita pelo Sr. Presidente da Câmara de Vizela, aquando
da receção havida no ano passado, no 14º encontro dos
ex. Combatentes da Guiné do Vale do Vizela, inaugurando
este monumento que perpetuará para todo o sempre um
período marcante na vida de todos nós, dando aos
vindouros exemplos de coragem, entrega, generosidade e
valentia.
Resta-me
agradecer á Câmara Municipal de Vizela, todo o empenho
colocado na defesa intransigente da memória dos ex.
combatentes, agradecimento extensivo ao Sr. Arquiteto
Abel Cardoso pelo esforço, dedicação, arrojo e sobretudo
o carinho, que colocou na conceção deste monumento.
Muito
obrigado
Júlio César
Ferreira.