Monumentos aos Combatentes,
Memoriais e Campas
Monumentos aos Combatentes e
Campas
Em
memória daqueles que tombaram em defesa
de
Portugal na Guerra do Ultramar
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Listagem dos mortos naturais do concelho
do
Mação

Mação
Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
João
José Aleixo Martins

Soldado Atirador de
Infantaria n.º 706/63
Comando de
Agrupamento 9
«UNIDOS – FORTES – VENCEREMOS»
Angola: 07Mai1963 a 10Jan1964 (data do
falecimento)
João José Aleixo
Martins, Soldado Atirador de Infantaria,
n.º 706/63, nascido no
lugar
de Santo António da freguesia-sede
concelhia de Mação, filho de Adriana
Aleixo e de Manuel Luís Gueifão Martins,
solteiro;
Mobilizado pelo Regimento de Infantaria
7 (RI7 - Leiria) «SINE SANGUINE VICTORIA
NON
EST» - «HONRA E GLÓRIA» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Angola;
No dia 25 de Abril de 1963, na Gare
Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em
Lisboa, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado no Comando de Agrupamento 9
(CmdAgr9) «UNIDOS – FORTES –
VENCEREMOS», rumo ao porto marítimo de
Luanda, onde desembarcou no dia 07 de
Maio de 1963;
O
Agrupamento foi destinado ao Comando da
Zona de Intervenção Centro (ZIC), com
sede em Nova Lisboa, que assumiu em 31
de
Maio de 1963 e cujo dispositivo
integrava o Regimento de Infantaria de
Nova Lisboa (RINL) «FERVET OPUS», da
guarnição normal, (GN) no subsector de
Nova Lisboa, o Batalhão de Caçadores 137
(BCac137) «E
DERRAMANDO
O SANGUE POR TI» no subsector de Bela
Vista e o Batalhão de Cavalaria 350
(BCav350) «GATOS BRAVOS» no subsector
de
Novo Redondo; em 02 de Setembro de 1963,
assumiu o comando do Sector A, na zona
de intervenção norte (ZIN), com sede em
Ambrizete, onde rendeu o Comando de
Agrupamento 2 (CmdAgr2)
«NON
NOBIS SED PATRIAE»; o dispositivo
englobava o subsector de Santo António
do Zaire - com o Batalhão de Caçadores
184 (BCac184)
«PELA
PÁTRIA POR ANGOLA» - o subsector de
Ambriz - com o Batalhão de Caçadores
(BCac280) «NON NOBIS» - «FIRMES E
CONSTANTES» -, o subsector de Tomboco -
com o Batalhão de
Caçadores
380 (BCac380) «FRONTEIROS DO ZAIRE» -
«SEMPRE AUDAZ» -, o subsector de Nóqui -
com o Batalhão de Caçadores 441
(BCac441) «POSSÍVEL O
IMPOSSÍVEL»
- e o subsector de Bessa Monteiro - com
o Batalhão de Artilharia 400 (BArt400)
«GATOS BRAVOS»; na zona, o inimigo era
aguerrido, bem armado e muito fluido,
procurando
forçar a colaboração das populações; são
de mencionar, pelo seu âmbito e
resultado, as operações das Nossas
Tropas "Gato Furioso", "Vai Acima",
"Ponto Final", "Gato Eriçado", "Carnaval
com os Gatos" e "Lança em Riste"; a
quadrícula do Sector implicou a ocupação
de mais de três dezenas de localidades;
registam-se pelo seu volume de fogo e
efectivos os ataques inimigos em
Dezembro de 1963, a Cabeço da Velha que
foi rechaçado, e em Janeiro de 1964, ao
longo da estrada Ambriz - Ambrizete que
envolveu vários ataques simultâneos e
provocou às Nossas Tropas sensíveis
baixas, bem como volumoso rapto de
populações; este ataque provocou a
operação "Limpeza Geral", dirigida
contra os grupos inimigos da mata Sanga,
de que resultaram pesadas baixas e
desarticulação do inimigo;
No sábado, dia 04 de
Janeiro de 1964 um bando terrorista da
FNLA, acoitado nas imediações da Sanzala
Quingombe junto à picada do itinerário
da Fazenda Loge para a vila de
Ambrizete, lançou emboscada contra uma
patrulha das Nossas Tropas a quem
causou:
Ferimentos graves, o
qual veio a falecer em Luanda no
Hospital Militar n.º 124 no dia 10 de
Janeiro de 1964 e foi inumado na campa
n.º 135 do talhão militar do cemitério
de Santana-Catete.
Paz à sua Alma
Naquele fatídico dia -
04 de Janeiro de 1964 – causou mais 3 baixas nas Nossas
Tropas:
- a morte de António Luís Inácio,
nascido na Aldeia do Bispo freguesia concelhia do
Sabugal, filho de Josefa Luís e de João Gonçalves
Inácio, solteiro, Alferes Miliciano Atirador de
Infantaria n.º 710/63 comandante de pelotão da
CCac539/BCac540/BC10-Chaves, o qual veio a ser inumado
em 03Mar1964 no cemitério paroquial da sua naturalidade.
- e a morte de Joaquim Gonçalves Dias, nascido na Serra
da Boa Viagem, freguesia de Buarcos, concelho da
Figueira da Foz, filho de Clarinda Gonçalves e de
António Dias, solteiro, Soldado Condutor-Auto n.º 541/63
do CmdAgr9/RI7-Leiria, o qual veio a ser inumado na
campa n.º 8 fileira n.º 3 do talhão militar do cemitério
de Ambrizete.
- e ferimentos graves a
João da Cunha Alves, nascido a 26 de Junho de 1942
em Marinhais freguesia concelhia de Salvaterra de Magos,
filho de Joaquina da Cunha Laveira e de Manuel Alves,
solteiro, 1.º Cabo Atirador de Infantaria nº 845/63 do
CmdAgr9/RI7-Leiria, o qual veio a falecer em Luanda no
Hospital Militar n.º 124 no dia 9 de Janeiro de 1964 e
foi inumado na campa n.º 134 do talhão militar do
cemitério de Santana-Catete.
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A
lápide da campa 135 - do 1.º Cabo
Atirador, n.º 845/63, João da Cunha
Alves - do talhão militar
português no cemitério de Santana
(Luanda) - foto tirada no dia 01 de
Abril de 2012:
Imagem extraída do facebook do sítio do veterano
Isidro
Moreira Esteves

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O seu
nome está gravado no memorial de
homenagem
aos
Militares naturais do concelho de Mação
que tombaram na Guerra do Ultramar, inaugurado no dia 25 de Abril de 2009:
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