
Liga dos
Combatentes termina nova missão de trasladação de
militares portugueses em Moçambique
A Liga dos
Combatente trasladou nas últimas semanas 24 urnas de
militares portugueses mortos na guerra colonial da
província de Cabo Delgado para o cemitério de Nampula,
no norte de Moçambique, no âmbito do programa
Conservação das Memórias.
Fernando
Aguda, vice-presidente da Liga dos Combatentes, disse à
Lusa que a nova missão da campanha, desenvolvida em
Moçambique desde 2010, "se fez da melhor forma, com as
melhores condições para trabalhar", culminando na
trasladação de 24 urnas de militares portugueses
recrutados na então metrópole, e que se encontravam em
vários locais abandonados na província de Cabo Delgado,
para o ossário que a instituição possui em Nampula.
O general na
reserva informou que no ossário em Nampula encontram-se
43 urnas de combatentes portugueses e que a próxima
viagem, prevista para maio de 2015, acrescente entre 11
e 15 ao total. "Depois a missão em Moçambique ficará
terminada", afirmou.
Agência Lusa
No âmbito do
programa Conservação das Memórias.
A Liga dos
Combatentes trasladou nas últimas semanas 24 urnas de
militares portugueses mortos na guerra colonial da
província de Cabo Delgado para o cemitério de Nampula,
no norte de Moçambique, no âmbito do programa
Conservação das Memórias.
Fernando
Aguda, vice-presidente da Liga dos Combatentes, disse à
Lusa que a nova missão da campanha, desenvolvida em
Moçambique desde 2010, "se fez da melhor forma, com as
melhores condições para trabalhar", culminando na
trasladação de 24 urnas de militares portugueses
recrutados na então metrópole, e que se encontravam em
vários locais abandonados na província de Cabo Delgado,
para o ossário que a instituição possui em Nampula.
O general na
reserva informou que no ossário em Nampula encontram-se
43 urnas de combatentes portugueses e que a próxima
viagem, prevista para maio de 2015, acrescente entre 11
e 15 ao total. "Depois a missão em Moçambique ficará
terminada", afirmou. "Esta operação teve mais uma vez o
apoio importante, agradável e franco das autoridades
ministeriais [de Moçambique] e das autoridades
administrativas locais por onde passámos", salientou
Fernando Aguda, no fim da missão realizada na segunda
quinzena de junho, e que levou a Liga dos Combatentes a
Pemba, Palma, Mueda, Montepuez, Mocimboa da Praia e
Macomia, na província de Cabo Delgado.
O
vice-presidente da Liga dos Combatentes destacou ainda o
apoio de portugueses residentes há longa data em
Moçambique, ao fim de quatro anos da missão que levou a
instituição a realizar levantamentos do norte ao sul do
país, antes de proceder à exumação e transladação dos
restos mortais dos militares.

A Liga dos
Combatente trasladou nas últimas semanas 24 urnas de
militares portugueses mortos na guerra colonial da
província de Cabo Delgado para o cemitério de Nampula,
no norte de Moçambique, no âmbito do programa
Conservação das Memórias.
Fernando
Aguda, vice-presidente da Liga dos Combatentes, disse à
Lusa que a nova missão da campanha, desenvolvida em
Moçambique desde 2010, «se fez da melhor forma, com as
melhores condições para trabalhar», culminando na
trasladação de 24 urnas de militares portugueses
recrutados na então metrópole, e que se encontravam em
vários locais abandonados na província de Cabo Delgado,
para o ossário que a instituição possui em Nampula.
O general na
reserva informou que no ossário em Nampula encontram-se
43 urnas de combatentes portugueses e que a próxima
viagem, prevista para maio de 2015, acrescente entre 11
e 15 ao total. «Depois a missão em Moçambique ficará
terminada», afirmou.
«Esta operação
teve mais uma vez o apoio importante, agradável e franco
das autoridades ministeriais [de Moçambique] e das
autoridades administrativas locais por onde passámos»,
salientou Fernando Aguda, no fim da missão realizada na
segunda quinzena de junho, e que levou a Liga dos
Combatentes a Pemba, Palma, Mueda, Montepuez, Mocimboa
da Praia e Macumia, na província de Cabo Delgado.
O
vice-presidente da Liga dos Combatentes destacou ainda o
apoio de portugueses residentes há longa data em
Moçambique, ao fim de quatro anos da missão que levou a
instituição a realizar levantamentos do norte ao sul do
país, antes de proceder à exumação e transladação dos
restos mortais dos militares.
«Trata-se de
corpos provenientes dos locais onde tínhamos unidades,
que sepultavam os militares perto das respetivas
instalações e que ficaram abandonados desde que
Moçambique se tornou independente», afirmou o
vice-presidente da Liga dos Combatentes, em declarações
anteriores à Lusa, no início desta missão a Moçambique.
«O tempo passou por eles e queremos repor a dignidade e
direito ao descanso eterno.»
Desde 2010,
apenas uma família reclamou a trasladação para Portugal
do corpo de um militar, segundo Fernando Aguda,
lembrando que a Liga dos Combatentes não está mandatada
para este tipo de ações, apenas disponível para fornecer
informações.
«O objetivo da
nossa missão tem sido e vai continuar a ser recuperar
cemitérios, torná-los apresentáveis, restaurar e alindar
campas, proceder à exumação dos restos mortais de
combatentes e transportá-los por via terrestre para
Nampula», afirmou.
A última
missão da Liga dos Combatentes em Moçambique tinha
acontecido há um ano e incidiu nas províncias de Manica,
Tete, Sofala e Zambézia, com apoio do Ministério dos
Combatentes de Moçambique, Associação dos Combatentes da
Luta de Libertação Nacional de Moçambique e autoridades
moçambicanas locais.
A próxima
paragem do programa Conservação das Memórias, financiado
pelo Ministério da Defesa Nacional, poderá ser Angola,
estando a ser iniciados contactos com o Ministério das
Relações Exteriores angolano. "Mas se não formos para
lá, temos Macau, temos Timor, temos Goa", elencou.
Além de
Moçambique, o programa Conservação das Memórias, quer da
Guerra Colonial quer da I Grande Guerra, já levou a Liga
dos Combatentes à Guiné-Bissau, Cabo Verde e São Tomé e
Príncipe, no continente africano, e também à Bélgica,
França, Reino Unido e Alemanha, no europeu.
De acordo com
Fernando Aguda, «o programa é destinado a combatentes
vivos e tombados - aos vivos acompanhá-los física,
psicológica e materialmente, e aos mortos tornando viva
a sua memória, dignificando-a pelos atos».
Diário Digital
com Lusa