Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar
"Aos melhores de todos nós"
Anónimo
Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar
Forte do Bom Sucesso - Lisboa - Portugal
O projecto que obteve a classificação cimeira, é de
«autoria de uma equipa chefiada pelo arquitecto Francisco José Ferreira Guedes de Carvalho»
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"Monumento aos Combatentes do Ultramar - até a ideia lhe querem fanar"
"Combatentes organizam Congresso a 10 de Junho"
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"Monumento aos Combatentes do Ultramar - até a ideia lhe querem fanar"
Fonte:
http://www.dodouro.com/noticia.asp?idEdicao=149&id=6304&idSeccao=1565&Action=noticia
Notícias do Douro
Arquivo: Edição de 30-11-2006
SECÇÃO: Opinião
"Monumento aos Combatentes do Ultramar - até a ideia lhe querem fanar"
Na edição 91 de A Voz do Combatente, referente a
Agosto/Novembro últimos [2006], aparece uma
pequena-grande notícia, com muita oportunidade e
cujo conteúdo constitui mais um atentado à dignidade
de quase um milhão de jovens (os melhores do seu
tempo) que foi à guerra do Ultramar.
Por Ultramar deve entender-se todo o império que foi
português, desde a Guiné a Timor, passando pela
Índia. Nessa local pergunta-se: «De quem e a quem é
o Monumento»? Trata-se de um reparo que o Dr.
António Ferraz não deixou passar em claro, porque
sabe ele que o Monumento que foi inaugurado dia 15
de Janeiro de 1994, nasceu com o seguinte propósito
de: honrar todos aqueles que foram chamados a
cumprir o dever cívico de defender os interesses de
Portugal, entre a guerra de Goa, Damião e Diu, até à
entrega de Timor, passando pela Guiné, Cabo Verde,
S. Tomé e Príncipe, Angola e Moçambique. E,
sobretudo para lembrar aqueles que tombaram no
cumprimento desse dever cívico, fosse em combate,
fosse em acidente, fosse em que circunstâncias
fosse, desde que enquanto militar destacado com essa
missão. A ideia nasceu em Guimarães, em 1983, de uma
conversa entre o fundador da Associação Nacional dos
Combatentes do Ultramar (nº1) e o associado (nº 17),
Duval d’Oliveira Gomes. O resultado desse diálogo
entre os dois, foi posto à consideração da primeira
Assembleia Geral, que decorreu dia 23 de Junho de
1984. O propósito de criar essa Associação nasceu em
18 de Março de 1982. Inicialmente constituiu-se a
Comissão Instaladora que dia 23 de Junho foi
apresentada como elenco dos primeiros órgãos
sociais. A esses três órgãos passaram a presidir:
Barroso da Fonte (direcção), Luís Teixeira e Melo (A.Geral)
e Miguel Ângelo T. Melo (C. Fiscal) que foram
sucessivamente reeleitos, em todos os seis mandatos
que decorreram até 2002, ano em que, por consenso de
todos, se alteraram os estatutos e se mudou a sede
de Guimarães para Tondela, onde está. No primeiro
plano de actividades para esse mandato inicial podia
ler-se: «c) Designar um grupo de associados que
tenha como tarefa essencial angariar meios e
apresentar estudos tendentes à construção de um
Monumento Nacional em homenagem aos Combatentes do
Ultramar». Sentinela era o Boletim oficioso da
Associação. E, ao longo dos seus 52 números, mais os
39 que se lhe seguiram, com a mudança do titulo para
«A Voz do Combatente», está noticiada, passo a
passo, a constituição da Comissão Organizadora, a
elaboração do projecto, a abertura do concurso, a
escolha do júri e a Inauguração. Quem tiver dúvidas
sobre a paternidade do sonho, a forma como ele se
consubstanciou no Monumento e as razões que ditaram
essa «memória em hora de todos os soldados que
morrem no Ultramar ao serviço de Portugal», leia e
releia as 91 edições do Jornal da ANCU (inicialmente
chamada Associação dos ex-Combatentes do Ultramar).
A assembleia-geral que alterou o nome associativo
também alterou o título do Boletim oficioso. Mas
quer aquela, quer este, sempre foram a mesma
realidade.
A ANCU entendeu dar conhecimento, em primeira
instância, à Liga dos Combatentes por ser a mais
antiga e mais representativa Associação. Presidia o
General Altino de Magalhães que também se associara
à ANCU. Entenderam as duas, convidar outras para a
Comissão Promotora: Comandos, A. Deficientes das F.
Armadas, Força Aérea Portuguesa, Especialistas da
Força Aérea, Sociedade da Independência de Portugal
e Sociedade de Geografia de Lisboa. Lamentavelmente
a ANCU que teve a ideia, apareceu em penúltimo lugar
na legenda junto ao Monumento.
E, desse facto, só nos apercebemos dia 4 de Novembro
último [2006], quando revisitámos o Monumento para
confirmar se era verdade que o actual Presidente da
Liga, General Chito Rodrigues, mandara acrescentar,
arbitrariamente, aos cerca de 9 mil nomes que
tombaram no Ultramar, nomes de outros voluntários
que faleceram entre 1995 e 2005, não ao serviço de
Portugal, nem do Ultramar, mas nas (impropriamente
chamadas) missões de «paz», na Bósnia, no Kosovo, na
Afeganistão, no Líbano… talvez (amanhã) nas
Malvinas… Nesse estranho painel (que apesar de tudo
nos merece o maior respeito) já lá constam, «numa
homenagem de Portugal», 13 (que azar!) nomes que
registámos, desde Américo Dias a João Rosa Ribeiro.
O Presidente da Liga exorbitou da administração que
lhe foi confiada. Nunca deveria ter, de motu
próprio, sem ouvir as restantes sete associações que
com ela projectaram o Monumento, afrontar quem teve
a ideia, quem sob impropérios de muitos milhares de
discordantes e com sacrifícios sem conta de quem
trabalhou por amor à causa, ergueu essa memória aos
Combatentes do Ultramar.
O autor desta nota, também autor da ideia, lamenta,
profundamente, tão estranha decisão,
solidarizando-se com o Dr. António Ferraz.
Barroso da Fonte
(Sócio número 1da ANCU, sócio nº 46618 da Liga e autor da ideia do Monumento)

Imagem extraída de http://flickr.com/photos/lupan/71561434/ (LuPan59)
Imagem cedida por um Veterano
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"Combatentes organizam Congresso a 10 de Junho"
Fonte: http://dn.sapo.pt/2009/02/06/nacional/combatentes_organizam_congresso_a_de.html
Diário de Notícias, de 6 de Fevereiro de 2009
Defesa. General
Tomé Pinto prepara homenagem militar no Dia de
Portugal
Combatentes organizam congresso a 10 de Junho
Associações profissionais de militares no activo
envolvidas na iniciativa
Diversas associações de antigos combatentes e de
militares dos actuais quadros permanentes estão a
preparar um "Congresso dos Combatentes", em Lisboa,
e que é o primeiro desde o fim da guerra colonial.
"Pretendemos que se comece a tratar as coisas
frontalmente. Não podemos esquecer os veteranos que
ainda estão vivos" e muitos deles deficientes de
guerra, explicou ao DN o presidente da Federação
Portuguesa das Associações de Combatentes, António
Ferraz. A sessão de abertura do Congresso, que vai
centrar-se no "reconhecimento e dignidade aos que
serviram e servem as Forças Armadas", está marcada
para o dia 10 de Junho, em Lisboa, data em que são
homenageados - à margem das comemorações oficiais do
Dia de Portugal - os mortos junto ao Monumento dos
Combatentes do Ultramar (na Torre de Belém). Esta
cerimónia, este ano, está a cargo de uma comissão
presidida pelo general Tomé Pinto.
Conhecendo-se as dificuldades de relacionamento
institucional e pessoal existentes no universo dos
veteranos de guerra, diferentes fontes sublinharam
ao DN que há um esforço de aproximação e unidade
entre todos os intervenientes, nos bastidores, para
evitar que a lógica reivindicativa do Congresso
afecte a homenagem aos mortos - e para que a defesa
dos interesses dos combatentes deixe de se cingir
aos da guerra colonial, passando a incluir os que
têm participado nas chamadas "novas missões de paz"
(Bósnia, Kosovo, Afeganistão, Timor) desde a década
de 90.
"Combatentes são todos" e o 10 de Junho "não é o
momento de fazer reivindicações", referiu ontem o
general Tomé Pinto, que agendou uma reunião para
acertar agulhas e pedir sugestões, no próximo dia
18, com as associações de combatentes e as
socio-profissionais de oficiais (AOFA), sargentos (ANS)
e praças da Armada (APA).
Esta reunião vai dar sequência ao encontro que
juntou aquelas associações - mas não a Liga dos
Combatentes (LC) - no final de Janeiro, em Oeiras, e
onde se formalizou a realização do Congresso. Noutro
exemplo do esforço de união em curso, António Ferraz
adiantou que já foi decidido convidar a quase
centenária LC para se associar aos trabalhos do
Congresso - o que dará ao evento, segundo uma das
fontes, outra dimensão e importância.
(Manuel Carlos Freire)


