
Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar
Forte
do Bom Sucesso - Lisboa - Portugal
O projecto que obteve a classificação
cimeira, é de
«autoria
de uma equipa chefiada pelo arquitecto
Francisco José Ferreira Guedes de
Carvalho»
Quem foi o Autor ou Autores do projecto do
Monumento Nacional aos Combatentes do Ultramar?
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As respostas
recebidas:
Do Veterano de
Guerra
(Autor das imagens do Monumento -
Clique aqui)
Cor. Manuel Bernardo
Repto de
António Almeida
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Do Veterano de
Guerra
(Autor das imagens do Monumento -
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Correspondendo directamente ao repto
e para benefício de todos os visitantes do
Ultramar.TerraWeb, eis alguns dados, coligidos pelo
autor das fotografias que têm vindo a ser publicadas
nesta mesma subpágina.
09 de Julho de 1987
- Constituída a Comissão Executiva destinada a
coordenar acções tendentes à construção, junto ao
Forte do Bom Sucesso, de um Monumento Nacional aos
Combatentes do Ultramar. A citada CE foi
constituída, por mérito próprio, pela Liga dos
Combatentes, Sociedade de Geografia de Lisboa,
Sociedade Histórica da Independência de Portugal,
Associação de Comandos, Associação dos Deficientes
das Forças Armadas, Associação dos ex-Combatentes do
Ultramar (Guimarães), Associação da Força Aérea
Portuguesa, Associação dos Especialistas da Força
Aérea Portuguesa.
04 de Março de 1991
- A competente CE, coadjuvada por um júri -
constituído por representantes da Sociedade Nacional
de Belas-Artes, Faculdade de Arquitectura de Lisboa,
Câmara Municipal de Lisboa, Instituto Português do
Património Cultural, Administração do Porto de
Lisboa e Associação dos Arquitectos Portugueses -,
aprova o «Regulamento do concurso público, de
âmbito nacional, para o projecto do Monumento».
Fevereiro de 1992
- Primeira notícia de ter sido o projecto,
entretanto considerado vencedor, pela competente CE,
submetido à aprovação da CML, IPPC e APL, condição
prévia à abertura de concurso público para a
respectiva edificação, sendo no entanto naquela data
omissas quaisquer informações públicas respeitantes
à autoria do projecto e quando foi o mesmo aprovado
pela citada comissão executiva.
O projecto que obteve a classificação cimeira, é de
«autoria de uma equipa
chefiada pelo arquitecto Francisco José Ferreira
Guedes de Carvalho», e de cuja memória
descritiva preambular se transcreve o seguinte:
- «A concepção do Monumento baseia-se na
ideia de uma grande pureza formal e simbólica,
traduzida num pórtico de grande dimensão bem
integrado no Forte do Bom Sucesso. Com esta
simplicidade, pretende favorecer o maior consenso no
respeito e na exaltação dos valores que o Monumento
contempla, evitando eventuais melindres ou divisões
que porventura possam ser suscitadas por formas
escultóricas ou arquitectónicas mais elaboradas.
«O tratamento escultórico da face frontal do
Monumento pretende humanizar a frieza da sua
geometria, e criar um ponto de chamada mais forte,
no centro, onde é colocada a Chama da Pátria.
«Na água do lago, que simboliza o afastamento ou a
distância a que os Combatentes se encontraram, podem
ser criados pontos de movimento e de som que
emprestem vida ao Monumento e um ruído repousante à
sua volta.
«A pedra destinada a homenagens contém, apenas, a
inscrição "Aos Combatentes do Ultramar".
«A proposta de Monumento apresenta um carácter
"unitário", na intenção de favorecer ou de poder
contribuir para a unificação de todos os povos
envolvidos na guerra do Ultramar, sem
constrangimentos, nem ressentimentos, mas no
reconhecimento vivo da realidade histórica e
cultural que, em conjunto, constituímos no mundo.»
Janeiro de 1993
- Primeira notícia genérica de ter sido adjudicada a
construção do Monumento aos Combatentes do Ultramar,
mantendo-se no entanto omissas quaisquer informações
respeitantes às identidades do arquitecto
projectista, do engenheiro responsável e do
empreiteiro.
12 de Maio de 1993
- Cerimónia de lançamento oficial da primeira pedra
do Monumento, acto presidido pelo Ministro da
Presidência e da Defesa Nacional.
15 de Julho de 1993
- Publicada pela LC a primeira fotografia do
Monumento, em adiantada fase de construção.
30 de Agosto de 1993
- Publicada pela LC a segunda fotografia do
Monumento em construção, na qual - pela primeira vez
- o rio Tejo e sua margem sul são visíveis em
segundo plano.
30 de Setembro de 1993
- Publicada pela LC a terceira fotografia do
Monumento em construção, obtida ao nível térreo e no
sentido poente-nascente.
26 de Novembro de 1993
- Publicada pela LC a quarta fotografia do
Monumento, na fase final da sua construção e com
informação de inauguração programada para 15 de
Janeiro de 1994.
Dezembro de 1993
- Divulgação do programa da inauguração:
09:45 - Missa de Sufrágio na Igreja
dos Jerónimos, pelos Combatentes Falecidos;
10:30-10:50 chegada das entidades convidadas;
11:00 - Chegada de Sua Excelência o
Presidente da República, prestação de honras
militares;
11:10 - Descerramento da Placa
Evocativa dos Combatentes do Ultramar, seguida do
acender da Chama da Pátria, do hastear da Bandeira
Nacional, da salva de 21 tiros pela Armada e de
sobrevoo pela Força Aérea;
11:15 - Discursos alusivos ao acto;
11:50 - Deposição de flores junto ao
Monumento;
12:00 - Prestação de Honras Militares
à Memória dos Combatentes Falecidos;
12:10 - Desfile das Forças em
Parada.
15 de Janeiro de 1994
- Inauguração solene do Monumento aos Combatentes do
Ultramar.
- «No final da inauguração, quando
dispersou a maioria das pessoas presentes, podiam
ler-se as seguintes palavras num pequeno papel, sem
assinatura, deixado num dos muitos ramos de flores
depostos no Monumento: "Aos melhores de todos nós".
Esta frase, tão singela e simples, resume toda a
grandeza dos valores que o Monumento contempla e
inspira. Os "melhores de todos nós", os Combatentes
do Ultramar, são afinal aqueles que sem cálculos de
benefícios próprios serviram abnegadamente a nossa
Pátria, sem olharem a sacrifícios que para muitos
foram os da própria vida, nas circunstâncias
difíceis que nos foram impostas. Todos eles, os
mortos e os vivos sem qualquer excepção decorrente
de ascendência, sexo, raça, língua, território de
origem, religião, convicções políticas ou
ideológicas, condição económica ou social, são por
isso credores do nosso maior respeito e gratidão. Ao
lado dos nossos egrégios Avós, constituem exemplo
imperativo a seguirmos no cumprimento do dever
fundamental da defesa da perenidade da nossa Pátria.
São, de facto, os "melhores de todos nós".»
(extracto de editorial, assinado pelo
general Altino Amadeu Pinto de Magalhães, presidente
da direcção-central da Liga dos Combatentes e da
Comissão Executiva do Monumento Nacional aos
Combatentes do Ultramar)
Um Veterano de
Guerra
Autor das imagens do Monumento -
Clique aqui
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Cor. Manuel Bernardo
Sobre o pedido de
informação sobre o autor do "Monumento aos
Combatentes do Ultramar" posso referir ser o
Arquitecto Guedes de Carvalho,
que venceu o concurso realizado pela Liga dos
Combatentes.
Em relação a este Monumento está publicado um livro,
editado em Dezembro de 2007, com o título "Monumento
aos Combatentes do Ultramar (1961-1974), da autoria
do General Altino de Magalhães e que se encontra à
venda na recepção do Forte do Bom Sucesso, mesmo ao
seu lado.
Nele se encontra a informação acima referida, tal
como os discursos na altura da sua inauguração em 15
de Janeiro de 1994. Recordo, que estando presente,
me lembro de ter constatado que o Presidente da
República, Mário Soares, foi vaiado, na altura em
que discursava.
Cor. Manuel Bernardo
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Repto de
António Almeida:
De:
ligacombatentesoaz@sapo.pt [mailto:ligacombatentesoaz@sapo.pt]
Enviada: domingo, 28 de Setembro de 2008
16:02
Para: ultramar@terraweb.biz
Assunto: Monumento aos Combatentes do
Ultramar
Caros Amigos:
Hoje navegando pelas memórias da
Guerra Colonial, houve uma foto do Monumento acima
referido que me fez “parar”, olhar, olhar e apreciar
o sentimento que a autora da mesma lhe consegui
imprimir. Eu um simples miliciano que participou
naquela guerra e muito modesto amador de fotografia,
resolvi fazer uma pesquisa sobre este tema. Vi
centenas de fotos, mas apenas duas ou três de
gabarito (não é artista quem quer) e em sítios que
não estão ligados a esta coisa de militares.
Três fotos que me ficaram na retina e
no coração, guardei-as no meu arquivo juntamente com
o nome dos seus autores, mas há lá um espaço em
branco para mencionar o autor do projecto.
Lamentável que uma obra destas seja filha de pai
incógnito. Lamentável que Organismos com
responsabilidades na obra não se tenham dado ao
cuidado de lhe atribuírem a autoria, no entanto não
se esqueceram de dizer fomos “nós” que a
parimos.
Obs: Só um dos sítios visitados
indica a autoria do monumento, mas a informação que
eu possuo e tenho razões para acreditar, não é a que
encontrei.
Também não vou aqui dizer
agora
quem é o autor do projecto
e qual a minha fonte.
Como têm no v/site o
tema em questão lanço-lhes o repto de identificarem
o autor(s) do projecto e o mencionarem, acho que
ficava bem. (*)
Saudações amigas de um combatente
António Almeida
(*) - sublinhado nosso