Nelson
Xavier, Furriel Mil.º de Infantaria
Mobilizado pelo
Regimento de Infantaria 2 (RI2 -
Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola;
No dia 29 de Novembro de 1967, na
Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, embarcou no NTT ‘Niassa’,
integrado na Companhia de Caçadores
1785 do Batalhão de Caçadores 1931
«RUMO À PAZ JUNTOS NA GUERRA», rumo
ao porto de Luanda, onde desembarcou
no
dia 10 de Dezembro de 1967;
A sua subunidade de infantaria foi
colocada em Quibala e, em Agosto de
1969, rodou para Lêmboa;
Louvado
por feitos em combate no teatro de
operações de Angola, publicado na
Ordem de Serviço n.º 13, de 12 de
Fevereiro de 1969, do Quartel
General da Região Militar de Angola;
Agraciado com a Medalha da Cruz de
Guerra de 4.ª classe, por
despacho
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Angola, de 01 de Abril de
1969, publicado na Ordem do Exército
n.º 15 - 3.ª série de 1969;
Agraciado com o Prémio
Governador-Geral de Angola,
publicado no Jornal do Exército n.º
116, página 22, de Agosto de 1969;
No dia 13 de Janeiro de 1970,
embarcou no NTT Uíge’ de regresso à
Metrópole, onde desembarcou no dia
27 de Janeiro de 1970.

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Cruz de Guerra de 4.ª classe
Furriel
Miliciano de Infantaria
NELSON XAVIER
CCac1785/BCac 1931 - RI 2
ANGOLA
4.ª CLASSE
Transcrição do Despacho publicado
na Ordem do Exército n.º 15 — 3.ª série, de 1969.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 01 de
Abril de 1969, o Furriel Miliciano
de Infantaria, Nelson Xavier, da
Companhia de Caçadores n.º
1785/Batalhão de Caçadores n.º 1931
— Regimento de Infantaria n.º 2.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 13, de 12 de
Fevereiro de 1969, do Quartel
General da Região Militar de Angola):
Louvado o Furriel Mil.ª de
Infantaria, Nelson Xavier, da
CCac1785 (Companhia de Caçadores
1785), porque durante a reacção à
emboscada feita pelo In (inimigo) a
uma coluna auto daquela Companhia,
como Comandante de Secção,
conseguiu, sob intenso fogo In
(inimigo) e dentro da zona de morte,
reuni-la e coordená-la.
Vendo que a metralhadora pesada
Breda tinha ficado inoperante porque
o pessoal da guarnição da mesma
havia sido ferido, tentou ocupar o
lugar do apontador, no que foi
impedido pelo fogo In (inimigo) que
o feriu em ambas as mãos.
Depois de ter conseguido a evacuação
da zona de morte dos feridos da sua
Secção, manobrou até ser obrigado a
retirar por falta de munições.
Durante a retirada foi novamente
atacado e só a sua decisão, calma e
coragem, conseguiu evitar que os
seus subordinados ficassem caídos no
campo de luta.
Toda a sua consciente, valiosa e
lúcida acção, merece ser apontada
como exemplo, por revelar perfeita
noção das responsabilidades
inerentes ao seu cargo de chefia.