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Condecorações

José Augusto Martins, Coronel de Infantaria Pára-Quedista na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

Nota de óbito

Informação do óbito prestada pelo veterano Miguel Oliveira

Elementos cedidos por um colaborador do portal UTW

e pelo PQ Pedro Castanheira

 

Faleceu no dia 28 de Dezembro de 2008 o veterano

 

José Augusto Martins

 

Coronel de Infantaria Pára-Quedista na situação de reforma

 

 

Moçambique: Dez1967 a Nov1969
 

Comandante de Pelotão da
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
 

Comandante do 1.º Pelotão da
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»
 

Adjunto do Comandante da
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»
 

Comandante da
 

2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»
 

3.ª Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»
 

Angola: 12Nov1971 a 14Jun1974


Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

Comandante da


2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

Comando da Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E GRANDEZA»

Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
 

Cruz de Guerra de 2.ª classe
 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Prémio ‘Heróis de Portugal’


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Moçambique 1967 – 69”


Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1971 – 74”

 

 

 

José Augusto Martins, Coronel de Infantaria Pára-Quedista na situação de reforma, nascido no dia 02 de Agosto de 1942, na freguesia de Cabrela, concelho de Montemor-o-Novo, distrito de Évora (Alto Alentejo), filho de Maria Francisca Palminhas Martins e de António Martins;


Em 23 de Outubro de 1961, ingressa na Academia Militar (AM) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI», no curso de Infantaria;


Em 01 de Novembro de 1965, promovido a Alferes de Infantaria;


No dia 02 de Fevereiro de 1966, no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», frequenta o 33.º Curso de Paraquedismo Militar, o qual vem a concluir no dia 04 de Março de 1966, pelo que lhe foi atribuído o brevet n.º 3535;

 

Em 01 de Novembro de 1967, promovido a Tenente Pára-Quedista;


Em Dezembro de 1967, mobilizado Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, como comandante de pelotão da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 – Beira) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», da 3.ª Região Aérea (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 17 de Janeiro de 1968, aquela 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) é transferida em bloco para o Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA», do mesmo Comando da 3.ª Região Aérea (3ªRA) «LEALDADE E CONFIANÇA», tendo ficado no comando do 1.º Pelotão daquela 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP), mas por pouco tempo, passando para adjunto do Comandante da Companhia – Capitão PQ José Alberto de Moura Calheiros;


Em 15 de Fevereiro de 1969, como Tenente Pára-Quedista, assume o comando da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA», da 3.ª Região Aéra (RA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;


Em 17 de Maio de 1969, promovido a Capitão Pára-Quedista;


Em 11 de Outubro de 1969, cessa as funções de comando da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 32 (BCP32 - Nacala) «FAMOSA GENTE A GUERRA USADA»;


Em Novembro de 1969, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Moçambique 1967 – 69”;


Louvado e agraciado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, por feitos em combate na Província Ultramarina de Moçambique, pela Portaria de 06 de Maio de 1971:


Capitão Pára-Quedista
JOSÉ AUGUSTO MARTINS
 

BCP32
Moçambique


Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª Classe


Por Portaria de 06 de Maio de 1971


Louvado, por proposta do Comandante da 3.ª Região Aérea, o Capitão pára-quedista José Augusto Martins, do Batalhão de Caçadores Pára-quedistas n.º 32, porque, durante dois anos em que prestou serviço naquele Batalhão, confirmou ser um oficial leal, dedicado e competente, com elevadas qualidades de iniciativa e organização e ainda com especial aptidão para o tipo de guerra em que foi empenhado. Possuidor de grande entusiasmo pela sua profissão, um forte sentido do dever e extremamente leal e íntegro, foi brilhante no aspecto operacional e, apesar da sua extrema modéstia, como comandante de pelotão ou de companhia, de uma eficiência e competência profissional extraordinárias.


Numa operação em que foi detectado um acampamento inimigo, atuou imediatamente com muito acerto, muita decisão e coragem, fazendo o assalto ao acampamento inimigo à frente dos seus homens, apenas com uma seção, resultando da ação a captura de elevada quantidade de material. Noutra operação teve papel relevante na forma como soube fazer a aproximação duma base inimiga extremamente difícil, não só pela elevada densidade de elementos inimigos na área, como ainda pelo ravinado do terreno. Combatente de elite, cedo transpareceram e posteriormente confirmou no mais alto grau todas as suas qualidades de espírito de sacrifício, persistência no combate, coragem, desprezo pelo perigo e, sobretudo, consciência do dever.


Oficial, possuidor de virtudes que o impõem como verdadeiro chefe, condutor de homens, particularmente em combate, combatente de escola, que honra as Tropas Pára-quedistas, merece ser apontado como exemplo para as Forças Armadas.


Em 12 de Novembro de 1971, mobilizado pelo Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, integrado no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 (COMRA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 22 de Novembro de 1971, assume o comando da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 (COMRA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 13 de Agosto de 1972, no Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» termina o Curso de Pisteiro de Combate;


Em 12 de Fevereiro de 1973, agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» - publicado no Diário do Governo n.º 43, 2.ª série, de 20 de Fevereiro de 1973;


Em 10 de Junho de 1973, Dia de Portugal, distinguido com o Prémio ‘Heróis de Portugal’;
No período de 18 de Março a 13 de Abril de 1974, instrutor do Curso de Pisteiro;


Em 14 de Junho de 1974, cessa as funções de comandante da 2.ª Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP) do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS» do Comando da Região Aérea n.º 2 (COMRA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;


Em 25 de Outubro de 1974, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;


Em 31 de Outubro de 1974, agraciado com a Medalha Comemorativa das Campanhas e Comissões de Serviços Especiais com a legenda “Angola 1971 – 74”, publicado na Ordem de Serviço n.º 253, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»;


Em 11 de Março de 1975, Capitão Pára-Quedista colocado no Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (BCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», na qualidade de adjunto do comandante do batalhão operacional (Major Pára-Quedista Joaquim Manuel Trigo de Mira Mensurado), e no cumprimento de ordens superiores, saiu daquele Unidade pouco após as 11H00 do citado dia comandando uma Companhia de Caçadores Pára-Quedistas (CCP) (120 Pára-Quedistas) transportada em autocarros e que por volta das 11H30 seguiu aerotransportada em 3 Nord-Atlas da Base Aérea n.º 3 (BA3 – Tancos) rumo ao Aeródromo Base n.º 1 (AB1 - Figo Maduro, Lisboa), «com a missão de efectuar o cerco ao Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1) imediatamente após o desembarque das forças anteriores [2 pelotões reforçados, sendo um grupo de combate comandado pelo Capitão Pára-Quedista Sebastião Martins e outro grupo de combate comandado pelo Tenente Pára-Quedista José Manuel Duarte Fernandes, tudo entretanto helitransportado da mesma Base Aérea n.º 3 (BA3), às 11H10 em 8 Allouette-III e largados junto à Portela de Sacavém]. No entanto, face aos incidentes com aquelas e dada a acumulação de civis na área que, devidamente manipulados, não permitiram qualquer acção militar sem derramamento de sangue, não chegaram a cumprir a missão».

 

 

Conversações entre os Oficiais do Regimento de Artilharia 1 (RAL1) e as Forças Pára-Quedistas

(Arquivo Histórico Militar. Álbum 4 - Efemérides e Comemorações. Jornal do Exército)

 

Em 23 de Setembro de 1976, promovido a Major Pára-Quedista;


Louvado e agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, por Despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, de 23 de Dezembro de 1976:


Capitão Pára-quedista
JOSÉ AUGUSTO MARTINS


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Despacho do Chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas, de 23 de Dezembro de 1976


“Louvado pelo Chefe do Estado-Maior-General das Forças Armadas, com base em proposta do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola, pelas invulgares qualidades de coragem, zelo e dedicação demonstradas ao longo de dois anos no comando de uma companhia operacional.


Nas múltiplas actividades inerentes a seu cargo, quer de âmbito disciplinar, administrativo e operacional, revelou esta oficial rara capacidade de comando, bem traduzida pelo excelente nível da sua sub-unidade, no quartel como em operações.


Tendo comandado a totalidade das operações em que interveio a sua companhia, só a natural modéstia impediu que se conhecesse, desde a primeira hora, toda a extensão do seu valor como comandante operacional, valor que emergia do respeitoso prestígio de que gozava entre os homens da sua companhia e dos excelentes resultados por esta alcançados.


Dotado de uma força interior que contagia quantos com ele privam, este oficial coerente e corajoso nas suas atitudes, reúnem em si as virtudes do chefe eleito e do militar sublimado na vinculação aos rigores da ética militar, constituindo um exemplo de oficial que as Tropas Pára-quedistas se orgulham de incluir nas fileiras.


Por tudo isso, bem merece o Capitão AUGUSTO MARTINS que os seus serviços sejam considerados extraordinários, relevantes e distintos.”


Em 23 de Setembro de 1976, promovido a Major Pára-Quedista;


Em 01 de Fevereiro de 1981, promovido a Tenente-Coronel Pára-Quiedista;


Em 13 de Julho de 1987, promovido a Coronel Pára-Quedista;


No período de 1987 a 1989, comandante da Base Escola de Tropas Paraquedistas (BETP)«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM».


Faleceu no dia 28 de Dezembro de 2008 e ficou inumado no cemitério da freguesia de Cabrela, concelho de Montemor-o-Novo.


Paz à sua Alma.

 

 


 


 

 

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