Guerra do Ultramar: Angola, Guiné e MoçambiqueAutomobilia Ibérica - Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado
(HACETS)
NOTÍCIA
- Ciclo de Encontros
- “Guerra Colonial: Realidade e Ficção"
Informação do Grupo de
Manutenção da CCaç. 2655 -"Dianas Negros"
Ciclo de
Encontros:
“Guerra Colonial: Realidade e Ficção"
23 de Maio de
2009
Biblioteca
Municipal de Alverca do Ribatejo
Info: Grupo de
Manutenção da CCaç. 2655 -"Dianas Negros"
Com Mário Beja Santos
Hora: 15h30
Biblioteca Municipal de Alverca do Ribatejo
Entrada livre!
“Era
uma vez um menino alferes que chegou à Guiné e foi
lançado no regulado do Cuor, no Leste, em 1968. A sua
missão principal era proteger o rio Geba, garantindo a
sua navegação, indispensável para a continuação da
guerra. O alferes comandava dois aquartelamentos e
alguns dos soldados mais valentes do mundo: caçadores
nativos e milícias, gente que vivia no Cuor, em Missirá
e em Finete. Mas havia outras missões, para além de
proteger o rio: emboscar, patrulhar, minar, atacar e
defender, garantir um professor para as crianças,
reconstruir os quartéis flagelados, levar os doentes ao
médico, praticar com o régulo, um destemido Soncó, neto
de Infali Soncó que derrotara Teixeira Pinto no dealbar
do século XX. Era uma vez um alferes que aprendeu a
trabalhar com um morteiro 81, a emboscar na calada da
noite, a enterrar os mortos e a se levar os moribundos
às costas. Era uma vez um alferes que deslumbrou com as
terras dos Soncó e que resolveu escrever um diário para
se manter vivo e lembrar aos entes queridos que se
estava a fazer um homem. A partir daquela guerra, Cuor e
os Soncó viveram para sempre no coração do alferes. Era
uma vez…”
In “Diário da Guiné” (1º volume), de Mário Beja Santos