
Realizou-se no
dia 16 do corrente, pelo segundo ano consecutivo, uma
homenagem aos combatentes do concelho de Leiria,
organizado pela Câmara Municipal de Leiria, com a
colaboração da Liga dos Combatentes, do Regimento de
Artilharia de Leiria e, da Base Aérea 5-Monte Real.
Estiveram
representados os 3 ramos das Forças Armadas,
mas...ninguém do governo.
Discursaram o
Vice-Presidente da Liga Central dos Combatentes em
representação do Presidente Ten. Gen. Chito Rodrigues.
O Presidente
da Câmara Municipal e o Presidente do Núcleo de Leiria
da Liga dos Combatentes, Ten. Cor. Ley Garcia.

A homenagem,
ficou marcada pelas críticas do presidente da autarquia,
Dr. Raul Castro, àqueles que querem fazer esquecer os
ex-combatentes.

Disse a determinado momento do seu discurso:
...“A nação não pode continuar a pactuar com
aqueles que querem fazer esquecê-los e, a esquecer a
parte da história da qual foram actores. Esta homenagem
vai perpetuar a vossa dedicação e o vosso sacrifício, de
que legitimamente nos orgulhamos e, que sempre esteve
acima de ideologias ou interesses".
Após a homenagem, marcharam muitos dos combatentes
presentes.
Seguidamente, foram entregues Certificados de presença,
assinados pelo Presidente da Câmara de Leiria e, pelo
Presidente do Núcleo de Leiria da Liga dos Combatentes.
Para finalizar houve um grande lanche a todos os que
quiseram participar, combatentes e familiares.
É de agradecer, a todas as entidades que nos vão
lembrando e, reconhecendo o que, por obrigação, devia
ser feito pelos governantes passados e, actuais, em nome
da Pátria, pela qual lutámos e pela qual muitos dos
nossos colegas dos 3 ramos, deram o que de mais precioso
um ser humano pode ter, a sua vida!
Muitos dos que regressaram, vegetam, ainda hoje, pelos
cantos de Portugal, totalmente abandonados e, aqueles
que deram a sua vida, ficaram abandonados pelas matas de
Angola, Moçambique e Guiné.
Alguns destes restos mortais, andam a ser transferidos
para alguns cemitérios, graças, não ao governo, mas à
Liga dos Combatentes, cujos dirigentes têm sido
incansáveis nesta batalha.
Que Pátria é esta, que abandonou e, continua a abandonar
os seus heróis?
Fabrício Marcelino