Guerra do Ultramar: Angola, Guiné e Moçambique Automobilia Ibérica - Histórico Automóvel Clube de Entre Tejo e Sado (HACETS)

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Notícia - Jornal "ECOS", de Estremoz

 

in jornal "ECOS" de Estremoz, n.º 76, de 20Nov2009, pág. 9

Contactos: Rua Professor Egas Moniz, 1 - Apartado 78, 7100 Estremoz
Telefone: 268 107 677   E-Mail: jornalecos@sapo.pt

 

Fonte: http://www.jornalecos.com.pt/index.php?no=166

Major Velez Correia combateu em Angola e em Moçambique

Morreram milhares de homens para quê?

Iniciamos com o Major Velez Correia, 76 anos, presidente da direcção do Núcleo de Estremoz da Liga dos Combatentes, uma série de entrevistas a homens que serviram a pátria e que combateram nas terras do Ultramar.

Sábado 21 de Novembro de 2009

O Major Velez Correia, que felicitou "muito sinceramente" o ECOS por esta iniciativa, revelando que é uma forma de desmistificar a opinião de algumas pessoas que "falam dos combatentes de um modo depreciativo, como se os combatentes tivessem sido uns criminosos", combateu em Angola, como segundo-sargento de Infantaria, durante duas comissões de serviço, de 1960 a 1963 e de 1965 a 1968 e em Moçambique, de 1973 a 1975.

Velez Correia costuma dizer que "abri a porta da Guerra em Angola e fui fechá-la a Moçambique, pois estava lá quando se deu o 25 de Abril."

Dirigindo-se concretamente a todos aqueles que acham que os combatentes foram uns criminosos, disse que "só fomos para o Ultramar porque os políticos de então nos mandaram para lá. Estendemos a mão a uma bandeira, jurando servir a pátria, e obrigados tivemos que ir cumprir o nosso dever."

Não se considerando "a pessoa mais indicada" para iniciar esta série de entrevistas do ECOS, visto ter sido, segundo o próprio, "em relação a outros, um privilegiado da Guerra do Ultramar", Velez Correia recordou o facto "marcante" de ter partido para Angola em 1960, deixando em Portugal, "a minha mulher", com quem se tinha casado há um ano e "uma filha com quatro meses de idade." 

"Histórias de Guerra" tem texto de Pedro Soeiro e é mais uma das novas rubricas do ECOS nº 76, que já se encontra nas bancas. Fotos: DR / Pedro Soeiro


 

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