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NOTÍCIA
- Cemitérios Militares em Moçambique
enviado por
Vítor Baião
Cemitérios Militares em Moçambique
De:
Vitor Baião [mailto:vic.cristovam@netcabo.pt]
Enviada: quinta-feira, 12 de Junho de 2008 11:57
Para: geral@ligacombatentes.org.pt
Assunto: CEMITÉRIOS MILITARES EM MOÇAMBIQUE
Exmos. Senhores
Abaixo transcrevo notícia de
hoje (12/06/2998) publicada no Jornal “Notícias” de
Maputo – Moçambique, que muito me preocupa dado o estado
de abandono a que se encontram os antigos cemitérios
militares portugueses naquele País.
Do Niassa para o Malawi: Combate-se venda de ossos
humanos
in:
http://www.jornalnoticias.co.mz/pls/notimz2/getxml/pt/contentx/183178
Maputo, Quinta-Feira, 12 de Junho de 2008
Notícias
O FENÓMENO de exumação sistemática de
ossadas humanas na província do Niassa, para posterior
comercialização no vizinho Malawi, está a merecer uma
especial atenção das autoridades policiais, que
desenvolvem um esforço suplementar com vista ao seu
combate. Os fins para os quais os ossos são vendidos
ainda continuam um mistério, especulando-se apenas que
se destinam a actos de bruxaria. Entretanto, a PRM diz
precisar de mais tempo para estancar em definitivo tal
prática.
Depois de um período bastante agitado, em
que só no ano passado foram registados cinco casos de
exumação de corpos e subsequente retirada de ossos, a
Polícia afirma ter desenvolvido um trabalho intenso com
vista a estancar a situação. Do trabalho feito, segundo
José Mahunguele, Comandante da PRM no Niassa, constam
campanhas de sensibilização e mobilização da população
para não enveredar por estes caminhos.
A acção, de acordo com a nossa fonte, fez
com que este ano apenas se registassem dois casos e com
dois indivíduos detidos acusados de serem os autores das
exumações e consequente venda dos ossos. Apontou que,
porque a população está a colaborar para acabar com o
fenómeno, outras pessoas foram detidas quando se
encontravam na iminência de protagonizar tais actos.
“Os crimes de profanação de jazigos datam
de há muitos anos e muitos deles respondem a razões
históricas de certas pessoas. Não está muito claro para
que fins levam as ossadas, mas, por aquilo que temos
vindo a ouvir das pessoas, usam-nas para actos de
obscurantismo, pois nunca se vai encontrar uma loja ou
cantina a se vender o “produto”. As pessoas retiram com
um objectivo pré-concebido e que passa por actos de
feitiçaria”, disse.
Mahunguele mostra-se esperançado em que o
combate a estas práticas chegue ao fim, e uma das vias
que se pretende usar é reunir com a contraparte
malawiana, para encontrar bases concretas para o
problema.
Apontou que alguns casos reportados
ultrapassam a componente criminal, razão pela qual serão
solicitados alguns cientistas sociais para ajudarem a
corporação a produzir juízos de valor.
“Também achamos melhor envolver os
curandeiros, porque são as pessoas que mais estão
ligadas a questões de medicamentos tradicionais usados
em muitas circunstâncias pelas pessoas que fomentam esta
prática”, disse.
Aquele oficial da Polícia explicou que
quando as pessoas são encontradas com as ossadas, nunca
assumem ser sua pertença, dizendo que pertencem a outras
que se dedicam ao assunto e que supostamente se
encontram fugitivas. Nesta ordem de ideias, é muito
difícil descobrir os propósitos para os quais os ossos
são desenterrados.
É minha opinião que a
recolha dos restos mortais dos combatentes portugueses
que ficaram dispersos naquele antigo estado deve ser uma
missão urgente que compete à Nação, para evitar o
deslustre e permitir às populações daquele novel País a
recuperação dos espaços ocupados pelos antigos
cemitérios militares portugueses.
Deverá competir à Liga dos
Combatentes dinamizar estas acções e reclamar os meios
indispensáveis, (diplomáticos e financeiros) para o
efeito o que considero um alto desiderato nacional.
Respeitosos Cumprimentos
Vítor Baião
Sócio Nº 153476
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