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NOTÍCIA
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In:
http://inacionogueira.home.sapo.pt/
(1)
"Estava contra a Guerra Colonial, mas ela venceu-me e,
por isso, marcou-me compulsivamente.
Obrigou-me a partir e a compartilhar com ela, durante
anos, os seus desassossegos .
Cheguei e fiz com ela um concubinato sórdido. Queria
tocá-la primeiro, derrotá-la depois.
Fui contra, mas estive por dentro.
Depois jurei, que “à chegada vínhamos todos”, mas não
viemos.
Faltaram alguns.
E
é por eles, que ainda ouço, o costurar das metralhadoras
e os estrondos dos morteiros. É um silvo penetrante que
vem ao meu encontro e depois explode. Isso vem de muito
longe, de há trinta anos, é o som da memória do tempo e
da consciência da história
A espécie de clausura a céu aberto em que vivi, 1546
dias e duas horas, transformou-me noutro homem: escuto
muito, falo pouco, rio-me poucas vezes.
Não sei porquê!...
E
por não saber porquê, foi tempo de (re)visitar os mitos,
os ritos, os medos, os entusiasmos e as raivas que
tocavam os meus Cavaleiros do Maiombe. Foi chegada a
altura de vasculhar nas gavetas do esquecimento, os
papeis e as imagens que deles e de mim fui guardando.
Foi altura de tirar tudo cá para fora: espalhar pelo
chão e, do caos, (re)construir a história desses
Cavaleiros, feita de grandes e pequenos nadas.
Escrevi então o livro CAVALEIROS DO MAIOMBE, que dedico
aos ex- Combatentes da CCAV 3487 e a todos os outros
ex-combatentes de Cabinda.
Deixa, pois, aqui o teu contacto, a tua mensagem, o teu
desabafo...É preciso desamarrotar memórias e quem sabe
programar um grande (re)encontro ou um grande encontro
Nacional dos ex-combatentes de Cabinda.
Inácio Nogueira"
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In:
http://portalmilitar.net/ex_militares/exmilitares_2.htm
(2)
"De António Inácio Correia Nogueira,
Cavaleiros do Maiombe, é um testemunho
importante que retrata a guerra colonial em Cabinda e os
constrangimentos sofridos pelos ex-combatentes na
floresta do Maiombe. O livro, edição do autor, custa 7€
e pode ser adquirido através dos telefones 239822125 ou
919262179, sendo posteriormente enviado à cobrança. O
autor foi Professor do Ensino Secundário e do Ensino
Superior, tendo cumprido o serviço militar na Guiné e em
Angola como Capitão Miliciano".
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In:
http://www.bragancanet.pt/voznordeste/complecta.php3?id=3892
(3)
Os Cavaleiros do Maiombe
Um livro sobre a guerra colonial
As Memórias de Guerra da Ccav 3487/BCav 3871
“Ao Abrir...
Nos últimos três anos que antecederam o 25 de Abril de
1974, a formação de capitães a partir de instruendos do
Curso de Oficiais Milicianos, foi uma prática do Regime
Anterior e uma das tábuas de salvação para todos aqueles
que persistiam em pensar que a Guerra Colonial podia ser
ganha ou podia continuar, por tempo indeterminado, a
qualquer preço.
Em apenas cerca de 15 meses, os jovens militares
seleccionados, faziam um percurso de instrução e treino
que os levava da condição de civil ao comando de uma
Companhia. Ficaram conhecidos, nos meios militares, por
“capitães de proveta” ou “capitães de aviário”.
Eu fui um desses “capitães de proveta” e comandante de
uma das Companhias (CCav 3487) do Batalhão de Cavalaria
3871 (BCav 3871), também conhecido por Cavaleiros do
Maiombe.
Como por encanto, deixei de ser professor de Física e
Química para me transformar (por magia alquímica?) em
formador e condutor de homens de guerra. De cadete em
Mafra a comandante operacional de mais de 500 homens, em
pleno teatro de guerra, foi uma utopia que se tornou
realizável.
Regressei às origens, vão fazer trinta anos. É muito
tempo para quem gosta de continuar vivo. É pouco tempo,
para quem quer esquecer alguns dos ruídos da guerra.
Para mim, é tempo de (re)visitar os mitos, os ritos, os
medos, os entusiasmos e as raivas que tocavam os
Cavaleiros do Maiombe. É chegada a altura de vasculhar,
nas gavetas do esquecimento, os papeis e as imagens que
deles e de mim fui guardando.
É altura de tirar tudo cá para fora: espalhar pelo chão
e, do caos, (re)construir a história desses Cavaleiros,
feita de grandes e pequenos nadas: Foi o que tentei
fazer, com a ajuda de uns tantos papeis amarelados e
poeirentos que o tempo não sacudiu das memórias que os
meus neurónios não olvidaram. As fotografias
disponíveis, de cores já desmaiadas, (entre)cruzei-as
com a prosa”.
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In:
http://www.diarioinsular.com/noticias/texto.php?NID=18107&ano=2004
(4)
"“Cavaleiros do Maiombe” é o título de um
livro de Inácio Nogueira dedicado aos combatentes em
Cabinda, entre os quais estiveram “dezenas” de
açorianos.
“Tem como objectivo fundamental oferecer aos antigos
combatentes que calcorrearam comigo as matas do Maiombe
em Cabinda os instrumentos memoriais de guerra com os
quais devem, deliberadamente, ajudar outros a construir
a paz”, diz em nota.
“Na Região Autónoma dos Açores existem dezenas de
combatentes nas circunstâncias que acima descrevi”,
acrescenta.
Passados trinta anos, Inácio Nogueira resolveu
“desamarrotar as memórias e os constrangimentos” da
guerra colonial, com a qual havia feito um “concubinado
sórdido”, diz.
“Cavaleiros do Maiombe”, é uma edição de autor que
relata factos reais, episódios, ficção e narrativas do
quotidiano.
“...a espécie de clausura a céu aberto em que vivi, 1546
dias e duas horas, transformou-me noutro homem: escuto
muito, falo pouco, rio-me poucas vezes”, refere no
livro.
A edição de “Cavaleiros do Maiombe” foi acompanhada de
uma exposição, construída com imagens faladas, designada
“Conhecer a Guerra Educar para a Paz”, que tem
percorrido o país.
António Inácio Correia Nogueira tem 61 anos. Foi
professor do ensino secundário e superior e formador de
formadores em diversas regiões do país, incluindo as
ilhas. Publicou, individualmente ou em cooperação,
vários livros."
In:
http://www.adfa-portugal.com/public_html/cultura.html
(5)
"Foi
realmente estranho para este redactor, receber, para
leitura e crítica, um livro exactamente do comandante de
uma das Companhias do Batalhão (BCav.3871) que havia
substituído o seu, em 1972, no Alto Maiombe, portanto um
dos seus “maçaricos”.
E mais estranho ainda ao aperceber-se que aos seus
relativamente “pacatos” 24 meses de estadia no mesmo
sítio (sem tirar nem pôr, ou melhor, tirando e pondo
pelotões de morteiros e de artilharia…), embora alguns
(sempre 100% demasiados!) DFA, fora os mortos (só) nas
outras sub-unidades do BCaç., se tinha seguido um
período de feroz e muito organizada guerrilha, com
resultados, infelizmente, bastante trágicos.
Inácio Nogueira, o autor, e “capitão de proveta”, como
tão bem frisa, não só faz no seu livro uma pormenorizada
descrição de toda a intensa actividade operacional dos
“cavaleiros”, como também das péssimas condições das
instalações e da sobrecarga que foi também ter que
edificar um novo quartel (antes da rendição supunha-se
que seria uma empresa civil a fazê-lo), o qual nunca
seria ocupado pelos seus construtores, já que estes
abandonaram a zona dias antes da inauguração
(calcule-se, em 8 de Fevereiro de 1974…). Mas o que
torna a obra de importante leitura, ainda por cima fácil
e fluente, é também a análise político-social que vai
acompanhando o percurso militar, não só em relação ao
que se passava no “puto” e no meio castrense, em geral,
como também as interessantes observações sobre a vida na
própria “província”.
Recorrendo por vezes a transcrições desse imprescindível
“Mayombe”, uma dupla leitura/análise destas obras, só
possível pela coincidência de quem substituiu quem,
deixa uma extraordinária questão: dado como escrito em
Dolisie em 1971, época dos “Caçadores”, o livro de
Pepetela relata, até com algum pormenor, acções que não
ocorreram naquela altura, mas que muito se assemelham às
descritas nos “Cavaleiros”. Será que quando da sua
publicação, foi actualizada a parte militar? Uma
pergunta interessante para se fazer. De qualquer
maneira, o melhor é mesmo ler os dois!
JMS"
In:
http://www.classificados.universia.pt/detail.php?siteid=2624
(6)
"Cavaleiros do Maiombe é um livro
sobre a Guerra Colonial que o autor, Inácio
Nogueira, resolveu escrever para desamarrotar
memórias e constrangimentos. É um livro que já
vai na segunda edição. É um livro de sofrimento
nas matas do Maiombe. Um livro em que se
descreve a guerra em permanência contra o MPLA
em Cabinda".
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