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Condecorações

Nuno Flaviano Macedo Bigotes, Alferes Mil.º, da CCav703/BCav705: Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação

do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"
 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos edidos potr um colaborador do portal UTW

 

Faleceu antes do mês de Setembro de 2014 o veterano

 

Nuno Flaviano Macedo Bigotes

 

Alferes Mil.º de Cavalaria

 

Comandante de pelotão da

Companhia de Cavalaria 703

 

Batalhão de Cavalaria 705

«CAVALEIROS MARINHOS»

«SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»
 

Guiné: 24Jul1964 a 14Mai1966

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Louvor Individual e Coletivo

 

Nuno Flaviano Macedo Bigotes, Alferes Mil.º Atirador de Cavalaria, natural da freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa;

 

Em 6 de Janeiro de 1964 Soldado-Cadete n.º 3801/63 da Escola Prática de Infantaria (EPI - Mafra) «AD UNUM»), promovido a Aspirante-a-Oficial Miliciano Atirador de Infantaria e colocado no Batalhão de Caçadores 8 (BC8 - Elvas) «DISTINTOS VÓS SEREIS NA LUSA HISTÓRIA COM OS LOUROS QUE COLHESTE NA VITÓRIA»;

 

Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOGANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné;

 

No dia 18 de Julho de 1964, na Gare Marítima da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Índia’, como comandante de pelotão da Companhia de Cavalaria 703, comandada pelo Capitão de Cavalaria Fernando Manuel dos Santos Barrigas Lacerda, do Batalhão de Artilharia 705 «CAVALEIROS MARINHOS» - «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ», , rumo ao estuário do Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 24 de Julho de 1964;

 

A sua subunidade de cavalaria na função de intervenção como reserva do Comando-Chefe e com a sua base em Bissau e após cumprir um curto período de treino operacional no sector de Bula, sob orientação do Batalhão de Caçadores (BCac507), foi utilizada em diversas operações de maior vulto, nomeadamente na operação "Tornado", realizada na região do Cantanhez, na dependência do Comando da Defesa Marítima da Guiné (CDMG), de 19 a 21 de Setembro de 1964, na operação "Base", realizada na região do Óio, na dependência do Batalhão de Artilharia 645 (BArt645) «ÁGUIAS NEGRAS» -«BRAVOS, LEAIS E FIÉIS» de 04 a 07 de Outubro de 1964 e nas operações "Rescaldo", "Flores" e "Notável", realizadas na região do Morés-Óio sob comando directo do seu batalhão, de 04 a 23 de Novembro de 1964; para além das operações de intervenção já referidas, foi atribuída em reforço do Batalhão de Caçadores 507 (BCac507) para emprego na operação "Fisga", já atrás indicada e seguidamente em reforço do Batalhão de Caçadores 619 (BCac619) «SENTINELA DO SUL», na região de Catió, de 19 a 22 de Dezembro de 1964 e depois na operação "Campo" com consequente ocupação e instalação em Cufar, onde se manteve de 17 de Janeiro a 18 de Março de 1965, sendo substituída pela Companhia de Caçadores 763 (CCac763) «NOBRES NA PAZ E NA GUERRA»; recolheu em 18 de Março de 1965 a Bissau e deslocou-se, em 1 de Abril de 1965 para Bolama, tendo cedido dois Grupos de Combate (GC) ao Batalhão de Caçadores 513 (BCac513) «CEDER NUNCA» para operações em Fulacunda; tomou, ainda, parte na operação "Razia", na região de Cufar, de 09 a 23 de Abril de 1965, em reforço do Batalhão de Caçadores 619 CArt731-280(BCac619) «SENTINELA DO SUL», após o que recolheu a Bissau; em 28 de Maio de 1965, foi colocada em Nova Lamego, para intervenção em proveito do Batalhão de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA» e depois do seu batalhão; em 24 de Junho de 1965, rendendo a Companhia de Artilharia 731 (CArt731) do Batalhão de Artilharia 733 (BArt733) VALOROSOS AUDAZES CORAJOSOS», assumiu a responsabilidade do subsector de Buruntuma, igualmente integrada no dispositivo e manobra do seu batalhão.

 

Louvado por feitos em combate no teatro de operações na Província Ultramarina da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 94, de 16 de Novembro de 1965, do Quartel- General do Comando Territorial Independente da Guiné e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, página 95;

 

Em 8 de Maio de 1966, rendida pela Companhia de Caçadores 1418 (CCac1418) do Batalhão e Caçadores 1856 (BCac1856) «UBI GLORIA OMNE PERICULUM DULCE», recolheu a Bissau para embarque de regresso.

 

Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 705 – publicado na Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24 (CmdAgr24) «PREVISÃO E ACÇÃO» e na Revista da Cavalaria do ano de 1966, páginas 173 e 174;

 

Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 20 de Setembro de 1966, publicado na Ordem do Exército n.º 20 - 2.ª série, de 1966;

 

No dia 10 de Junho de 1967, perante as Forças Armadas Portugueses reunidas em parada, no Terreiro de Paço, em Lisboa, foi-lhe imposta a condecoração.

 

Em 1 de Dezembro de 1967 considerado Tenente Mmiliciano na situação de disponibilidade.


Faleceu antes de Setembro de 2014.

 

Paz à sua Alma.
 

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Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

Alferes Miliciano de Cavalaria
NUNO FLAVIANO MACEDO BIGOTES
 

CCav703/BCav705 - RC7
GUINÉ
 

3.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 20 - 2.ª série, de 15 de Outubro de 1966.


Por Portaria de 20 de Setembro de 1966:
 

Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Alferes Miliciano de Cavalaria, Nuno Flaviano Macedo Bigotes, da Companhia de Cavalaria n.º 703 do Batalhão de Cavalaria n.º 705 - Regimento de Cavalaria n.º 7.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado na Ordem de Serviço n.º 94, de 16 de Novembro de 1965, do Quartel-General do Comando Territorial Independente da Guiné:


Louvo o Alferes Miliciano, Nuno Flaviano Macedo Bigotes, da Companhia de Cavalaria n.º 703 do Batalhão de Cavalaria n.º 705, porque tendo tomado parte em todas as operações em que a Companhia entrou desde a sua chegada à Província, nomeadamente nas operações "Dedal", "Tornado", "Base", "Confiança", "Fisga", 'Ferro", "Campo", "Faena" e "Açor", mostrou, mesmo nas situações mais difíceis de combate, sob o fogo intenso inimigo, ser possuidor de uma calma e coragem que lhe permitem comandar com acerto e decisão dignos de nota.


Durante um ataque levado a efeito pelo inimigo ao aquartelamento de Cufar, estando nas matas anexas e sob um fogo intenso de armas ligeiras e morteiros, percorreu, indiferente ao fogo, de pé e com grande à-vontade, todo o dispositivo do seu Pelotão, não só a impulsionar e animar o seu pessoal como, ainda, a tomar contacto com a situação a fim de poder comandar eficientemente e informar o comando.

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Louvor Colectivo


BATALHÃO DE CAVALARIA N.º 705


(Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de Maio de 1966, do Comando de Agrupamento 24)


Louvo o Comando do Batalhão de Cavalaria n.º 705 pela forma proficiente e a todos os títulos exemplar como organizou e accionou os diversos serviços que se processaram ou correram através dele.


Comando em que todos os seus órgãos revelaram o melhor interesse no exercício das suas funções especificas, a que cabalmente satisfizeram, constituiu um todo homogéneo à altura da missão recebida não obstante a complexidade inerente ao grande número de subunidades a orientar, accionar e a controlar, o que lhe mereceu encómios e o testemunho da sua eficiência por parte das diferentes Chefias e Comandos das Armas do Comando Territorial Independente da Guiné, e foi motivo para receber, no campo social, a solidariedade das autoridades administrativas, e o agradecimento e consagração por parte das populações e autoridades nativas, pela assistência morai, religiosa, sanitária, educativa e económica prestadas, em reconhecimento da protecção que sempre lhes foi garantida.


Comando que concebeu e impulsionou uma actividade operacional a todos os títulos notável perseguindo o inimigo e impedindo-lhe sua fixação no sector, em tudo fez aflorar a qualidade dos seus oficiais, sargentos e praças havendo-se de dar relevo muito justamente ã pessoa do seu Comandante, Tenente-Coronel de Cavalaria, Manuel Maria Pereira Coutinho Correia de Freitas, oficial com dotes excepcionais de Comando, que conseguiu galvanizar à sua volta compenetradas vontades e o melhor espírito de cooperação dos seus subordinados no que constituíram um todo digno de apreço e de muita simpatia, marcando uma presença exemplar na Guiné que me apraz referir e apontar à consideração das Unidades do Sector Leste.


(
Revista da Cavalaria do ano de 1966, páginas 173 e 174)

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Notícia da partida do NTT 'Índia', com destino à Província Ultramarina da Guiné

 

 

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No dia 10 de Junho de 1967, perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro de Paço (Lisboa), foi condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

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Notícia do falecimento:

 

A equipa do UTW teve conhecimento do falecimento do HERÓI NACIONAL, Nuno Flaviano Macedo Bigotes, através de «a folha», n.º 11, de Setembro de 2014, da Associação Reformados e Pensionistas Bancários.

 

Foi solicitada àquela Associação informação sobre a data do falecimento daquele veterano, só que até à presente data, não se obteve qualquer resposta.

 

 

 

 

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