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Condecorações

Pedro Fernando de Azeredo Rosa Falcão, Coronel de Infantaria 'Comando' na situação de reforma

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos

por um colaborador do portal UTW

5.º Volume, Tomo VI, págs. 356 e 357, da RHMCA / CECA / EME

5.º Volume, Tomo VIi, págs. 392 e 393, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 2, págs. 341 e 342, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 2, págs. 372 a 374, da RHMCA / CECA / EME

7.º Volume, Tomo III, Livro 2, págs. 380 a 382, da RHMCA / CECA / EME

 

Faleceu, no dia 31 de Outubro de 2020, em Lisboa, o veterano

 

 

Pedro Fernando de Azeredo Rosa Falcão

 

Coronel de Infantaria 'Comando' na situação de reforma

 

Comando Territorial Independente da Guiné

1967

 

 

 

Região Militar de Moçambique

 

Comandante de Grupo de Combate da

10.ª Companhia de Comandos

«COBRAS»

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

1967 a 1969

 

Comandante da

2.ª Companhia de Comandos de Moçambique

«INSACIÁVEIS»

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

1971 a 1972

 

Comandante da

Companhia de Comandos 4040/72

«LORDES»

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

1972 a 1973

 

Região Militar de Angola

 

Centro de Instrução de Comandos

Comandante da

Companhia de Comandos 2046

«A SORTE PROTEGE OS AUDAZES»

1973 a 1975

 

Cruzes de Guerra de 2.ª e 3.ª classes

 

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

Capitão de Infantaria, Comando
PEDRO FERNANDO DE AZEREDO ROSA FALCÃO
 

2.ªCCmds — RMM
MOÇAMBIQUE
 

2.ª CLASSE
 

Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 22 – 2.ª série, de 1973.
 

Por Portaria de 10 de Outubro findo:
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, o Capitão de Infantaria, Pedro Fernando de Azeredo Rosa Falcão, com a medalha de Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.
 

Transcrição do louvor que originou a condecoração.
 

(Por Portaria da mesma data publicada naquela Ordem do Exército):
 

Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, o Capitão de Infantaria, Pedro Fernando Azeredo Rosa Falcão, pela forma altamente eficiente, sensata e brilhante como conduziu a sua Companhia no teatro de operações de Moçambique, durante a sua comissão de serviço.


Oficial muito dotado, possuidor de extraordinárias qualidades de coragem, dedicação, desprezo pela vida, decisão, sangue-frio e serena energia debaixo de fogo, bastantes vezes evidenciadas em combate, conseguiu galvanizar os seus subordinados, criando-lhes um espírito de corpo notável e uma agressividade que ficaram patentes nos magníficos resultados operacionais da 2.ª Companhia de Comandos de Moçambique, desfalcando o inimigo em material, em meios de subsistência e causando-lhe elevado número de baixas.


Combatente nato, aguerrido, disciplinado e disciplinador, cioso do comando dos seus homens, sacrificando até a sua licença disciplinar para estar presente, sempre nas primeiras linhas, em todas as operações, sendo de destacar pelos brilhantes resultados as seguintes: «Faisão», «Jaguar 6» e «Libongo», séries «Tabuleta», «Serra Hotel», «Pólvora 5» e «Talião 4».


A sua indomável vontade, a excelente capacidade física, sempre demonstrada, o elevado sentido táctico e o conhecimento profundo da guerra subversiva são bem patentes nos resultados alcançados na operação «Faisão», sendo aqui de realçar as elevadas baixas causadas ao inimigo e a grande quantidade de material e de equipamento apreendido. Na sua eficiente actuação, aliada aos dotes de carácter, dignidade, honestidade e honradez, mostrou ser o Capitão Falcão um oficial muito distinto, o que sobremaneira honra a especialidade «Comando» e o Exército português, e que ganhou jus ao agradecimento da Pátria pelos altos serviços que prestou em campanha na Região Militar de Moçambique.

 

 

    
 

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