Capitão
de Infantaria, Comando
PEDRO FERNANDO DE AZEREDO ROSA
FALCÃO
2.ªCCmds — RMM
MOÇAMBIQUE
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 22 – 2.ª
série, de 1973.
Por Portaria de 10 de Outubro
findo:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, por proposta
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas de Moçambique, o Capitão de
Infantaria, Pedro Fernando de
Azeredo Rosa Falcão, com a medalha
de Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º
e 63.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 20 de Dezembro de 1971.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data
publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, louvar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas
de Moçambique, o Capitão de
Infantaria, Pedro Fernando Azeredo
Rosa Falcão, pela forma altamente
eficiente, sensata e brilhante como
conduziu a sua Companhia no teatro
de operações de Moçambique, durante
a sua comissão de serviço.
Oficial muito dotado, possuidor de
extraordinárias qualidades de
coragem, dedicação, desprezo pela
vida, decisão, sangue-frio e serena
energia debaixo de fogo, bastantes
vezes evidenciadas em combate,
conseguiu galvanizar os seus
subordinados, criando-lhes um
espírito de corpo notável e uma
agressividade que ficaram patentes
nos magníficos resultados
operacionais da 2.ª Companhia de
Comandos de Moçambique, desfalcando
o inimigo em material, em meios de
subsistência e causando-lhe elevado
número de baixas.
Combatente nato, aguerrido,
disciplinado e disciplinador, cioso
do comando dos seus homens,
sacrificando até a sua licença
disciplinar para estar presente,
sempre nas primeiras linhas, em
todas as operações, sendo de
destacar pelos brilhantes resultados
as seguintes: «Faisão», «Jaguar 6» e
«Libongo», séries «Tabuleta», «Serra
Hotel», «Pólvora 5» e «Talião 4».
A sua indomável vontade, a excelente
capacidade física, sempre
demonstrada, o elevado sentido
táctico e o conhecimento profundo da
guerra subversiva são bem patentes
nos resultados alcançados na
operação «Faisão», sendo aqui de
realçar as elevadas baixas causadas
ao inimigo e a grande quantidade de
material e de equipamento
apreendido. Na sua eficiente
actuação, aliada aos dotes de
carácter, dignidade, honestidade e
honradez, mostrou ser o Capitão
Falcão um oficial muito distinto, o
que sobremaneira honra a
especialidade «Comando» e o Exército
português, e que ganhou jus ao
agradecimento da Pátria pelos altos
serviços que prestou em campanha na
Região Militar de Moçambique.