Tenente
de Infantaria, Comando
PEDRO FERNANDO DE AZEREDO ROSA
FALCÃO
10.ªCCmds — RAL 1
MOÇAMBIQUE
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na Ordem do Exército n.º 3 – 2.ª
série, de 1971.
Por Portaria de 26 de Janeiro de
1971:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
3.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província de Moçambique,
o Tenente de Infantaria, Comando,
Pedro Fernando de Azeredo Rosa
Falcão, da 10.ª Companhia de
Comandos — Regimento de Artilharia
Ligeira n.º 1.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
73, de 5 de Setembro de 1970, do
Quartel General da Região
Militar de Moçambique (QG/RMM):
Que, por seu despacho de 26 de Julho
de 1970, louvou o Tenente de
Infantaria, Comando, Pedro Fernando
de Azevedo Rosa Falcão, da da 10.ª
Companhia de Comandos — Regimento de
Artilharia Ligeira n.º 1, porque, ao
longo de toda a sua permanência
nesta Companhia, desempenhou as
funções de comandante de um Grupo de
Combate, impôs a si próprio como
norma, acompanhá-lo e conduzi-lo em
todas as missões, sobretudo naquelas
que implicavam maior risco.
Oficial com o maior número de
operações efectuadas entre as da sua
Companhia, conseguiu obter do seu
Grupo de Combate um alto nível de
rendimento operacional e criou, no
pessoal que comandou, notável
espírito de corpo, eficiência e
elevado espírito de missão, que
muito influíram nos resultados
francamente positivos, traduzidos
pela captura de muito pessoal e
armamento e na destruição de várias
organizações e meios de vida do
inimigo.
Muito competente, arrojado e
voluntarioso, exemplo constante dos
seus homens nas situações mais
arriscadas ou decisivas, teve a seu
cargo, num dos Sub-sectores mais
difíceis do Norte de Moçambique, o
comando de um dos agrupamentos da
Companhia, sendo de destacar a sua
conduta na operação "Pluto" (cujos
êxitos se devem à sua acertada e
eficiente conduta de acção) e na
operação "Vulcão 3", durante a qual,
com muita decisão e sangue-frio,
desencadeou brilhante golpe de mão,
que lhe permitiu capturar à mão
dezasseis elementos que procuravam
refúgio num acampamento inimigo.
Ferido, em consequência do
accionamento de uma armadilha na
operação "Vulcano", quando, como era
sua norma, se deslocava
corajosamente à frente do seu Grupo
de Combate, mesmo incompletamente
recuperado, voltou às suas funções
pouco tempo depois, com o entusiasmo
e dinamismo que lhe são peculiares.
Pelo exposto, merece o Tenente
Falcão ser apontado corno elemento
altamente prestigiante do Exército
Português, sendo um nobre e
extraordinário exemplo para todos os
que consagram a sua vida a um maior
engrandecimento da Pátria, devendo
os seus serviços ser considerados de
muito mérito.