Alferes
de 2.ª Linha
QUEBÁ CAMARÁ
Pelotão de Milícias 157 (PelMil157)
Comando Territorial Independente da
Guiné (CTIG)
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada
na OE n.º 4 — 2.ª série, de 1970.
Por Portaria de 12 de Janeiro de
1970:
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Ministro da Defesa
Nacional, condecorar, por proposta
do Comandante-Chefe das Forças
Armadas da Guiné, o Alferes de 2.ª
Linha, Quebá Camará, do Pelotão de
Milícias n.º 157/Companhia de
Cavalaria n.º 1650, com a medalha de
Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do
Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado nas OS n.º 17, de 28 de
Maio de 1968, do CCFAG e n.º 24, de
05 de Junho do mesmo ano, do
QG/CTIG):
Que, por despacho de 24 de Maio de
1969, de Sua Ex.ª o Comodoro
Comandante-Chefe Interino, das
Forças Armadas da Guiné, foi
considerado como sendo dado por si,
o louvor que a seguir se transcreve:
"Louvo o Alferes de 2.ª Linha,
Quebá Camará, do Pelotão de Milícias
n.º 157/Companhia de Cavalaria n.º
1650, por, na qualidade de
comandante de Pelotão, de guia e de
intérprete, ter revelado em todas as
circunstâncias e em especial nas de
contacto com o inimigo, um
inexcedível brio, coragem,
determinação e desprezo pelo perigo,
descurando na maioria das vezes a
sua segurança pessoal.
Por duas vezes ferido em combate,
com certa gravidade, no decorrer das
operações "Bissilão", em 5 de
Dezembro de 1966 e "Bizarma", em 9
de Junho de 1967, nem mesmo quando
diminuído fisicamente deixou de
vincar a sua presença continuando a
comandar os seus homens e animando
os que, como ele, também se
encontravam feridos.
Quando duma forte acção do inimigo,
em 22 de Abril de 1968, contra o
aquartelamento da localidade onde
então se encontrava, o seu
procedimento mais uma vez se
revestiu de características
invulgares pois que, logo que se
iniciou o ataque, saiu de casa e
dirigiu-se imediatamente para a zona
onde o fogo do inimigo era mais
intenso e feito de muito perto, em
condições perigosas para as nossas
forças.
Jamais se abrigando, avançou a peito
descoberto sobre o adversário,
lutando com um elemento inimigo
armado de LGFog (lança
granadas-foguete), que abateu,
capturando-lhe a arma.
Incitando o seu pessoal, que
entretanto também acorrera à zona,
continuou repelindo o inimigo,
indiferente ao seu fogo, só
descansando quando este foi obrigado
a retirar em fuga e com baixas
comprovadas.
Pelas suas qualidades de combatente
valoroso, sangue-frio, coragem,
decisão, desprezo pela vida e pelo
perigo e também serena energia
debaixo de fogo demonstradas desde
sempre, merece Quebá Camará ser
apontado como exemplo de um
guerreiro de real valor que muito
honra as nossas forças em frente do
inimigo."
Jornal do Exército, ed. 103, pág.
23, de Julho de 1968
Alferes de 2.ª Linha Quebá Camará
«Pelas evidentes provas de
elevada coragem, grande espírito de
abnegação e de sacrifício e especial
aptidão para o comando de tropas em
campanha, que tem revelado no
decorrer de todas as acções em que
tem participado nas mais delicadas
situações, manifestando sempre um
alto espírito de Iniciativa na firme
determinação de aniquilar o inimigo.
No decorrer duma dessas acções, e ao
entrar num refúgio defendido por
forte grupo de adversários, à frente
dos seus homens, foi alvejado à
queima-roupa por um elemento inimigo
que seguidamente abateu dois dos
seus companheiros. Indiferente ao
perigo iminente a que se estava
expondo, lançou-se resolutamente
sobre aquele adversário, conseguindo
abatê-lo, e continuou a impulsionar
o ataque do seu grupo, evitando o
abalo moral provocado pelas baixas
sofridas no Início da luta, e
alcançando urna vitória total na
acção.
Foi por duas vezes gravemente ferido
em combate.
Foi promovido a Alferes por feitos
em combate de extraordinária
bravura.»

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(nota1)
-
7.º Volume, Tomo II, pág. 446, da
RHMCA / CECA / EME
Companhia
de Artilharia n.º 1525
Identificação:
CArt1525
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Artilharia
de Costa (RAC - Oeiras)
Comandante:
Capitão de Artilharia
Jorge Manuel Piçarra Mourão
Divisa:
"Falcões de Bissorã"
Partida:
Embarque em 20 de Janeiro
de 1966; desembarque em 26 de
Janeiro de 1966
Regresso:
Embarque em 4 de Novembro
de 1967
Síntese da
Actividade Operacional
Em 4 de Fevereiro de
1966, seguiu para Mansoa, a fim de
efectuar um curto período de
adaptação operacional e substituir a
Companhia de Artilharia 644
(CArt644) na função de reserva e
intervenção do sector do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857).
Em 21 de Fevereiro de 1966, por
rotação com a Companhia de Caçadores
1420 (CCac1420), foi transferida
para o subsector de Bissorã, em
reforço da guarnição local até 31 de
Outubro de 1966, tendo ainda actuado
em diversas operações realizadas nas
regiões do Tiligi, Biambe, Morés e
Queré e sendo também deslocada para
operações na região de Jugudul, de
23 de Julho de 1966 a 17 de Agosto
de 1966; de 18 de Junho de 1966 a 6
de Julho de 1966 destacou, ainda, um
pelotão para Ponte Maqué.
Em
31 de Outubro de 1966, assumiu a
responsabilidade do subsector de
Bissorã, após saída da Companhia de
Caçadores 1419 (CCac1419), tendo
passado a integrar o dispositivo e
manobra do Batalhão de Cavalaria 790
(BCav790), após reformulação dos
limites da zona de acção dos
sectores daquela área em 1 de
Novembro de 1966, e depois do
Batalhão de Caçadores 1876
(BCac1876). Pelos vultuosos
resultados obtidos em baixas
causadas ao inimigo e armamento
apreendido, destacam-se as operações
"Embuste" e "Bambúrrio", nas regiões
de larom e Faja.
Em 10 de Outubro de 1967, foi
rendida no subsector de Bissorã pela
Companhia de
Cavalaria 1650 (CCav1650),
recolhendo seguidamente a Bissau, a
fim de aguardar o embarque de
regresso.
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(nota2) -
7.º
Volume, Tomo II, pág.s 267 a 269, da
RHMCA / CECA / EME
Companhia
de Cavalaria n.º 1650 / Batalhão de
Cavalaria 1905

Identificação:
CCav1650
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de Cavalaria 3
(RC3 - Estremoz)
Comandante:
Capitão de Cavalaria José
Cândido de Bonnefon de Paula Santos
Alferes Mil.º de Cavalaria António
Tavares Valongo
Divisa:
"Bigodes" - "Os Dragões"
Partida:
Embarque em 1 de
Fevereiro de 1967; desembarque em 6
de Fevereiro de 1967
Regresso:
Embarque em 19 de Novembro de 1968
Síntese da
Actividade Operacional
A Companhia de Cavalaria
1650 (CCav1650) seguiu imediatamente
para o Sector O1-A com o seu
batalhão, onde ficou em missão de
intervenção em diversas operações
realizadas nas regiões de Churo, Có,
Jol e Bachile, entre outras, tendo
ainda cedido pelotões para
destacamentos em Bachile, de 24 de
Maio de 1967 a 12 de Julho de 1967,
Caió, de 29 de Julho de 1967 a 20 de
Agosto de 1967 e reforço de outras
unidades em Geba, de 13 a 17 de
Setembro de 1967 e em Mansoa, dois
pelotões de 13 a 16 de Setembro de
1967.
Em 17 de Agosto de 1967, foi
substituída em Teixeira Pinto pela
Companhia de Caçadores 1681
(CCac1681) e seguiu para Bissau (Brá),
a fim de assumir a função de
subunidade de intervenção e reserva
do Comando-Chefe; nessa situação foi
atribuída em reforço do Batalhão de
Artilharia 1914 (BArt1914), de 23 de
Agosto a 9 de Setembro de 1967, para
actuação em operações efectuadas nas
regiões de Injassane e Buba Tombo e
em reforço do BCaç 1877, de 13 a
17Set67, para actuação na região de
Sinchã Jobel, no subsector de Geba,
entre outras, tendo-se mantido nesta
situação até 3 de Outubro de 1967.
Em
seguida
foi deslocada para Bissorã, a fim
de render a
Companhia de Artilharia 1525
(CArt1525), tendo assumido a
responsabilidade do subsector de
Bissorã, em 10 de Outubro
de 1967 e ficado integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão e
Caçadores 1876 (BCac1876) e depois
do seu batalhão.
Em 18 de Julho de 1968, foi rendida
pela Companhia de Caçadores 2368
(CCac2368), tendo seguido para
Bissau em 20 de Julho de 1968, onde
substituiu a Companhia de Cavalaria
1615 (CCav1615) e ficou na
dependência do Batalhão de Caçadores
1911 (BCac1911), para actuação na
quadrícula e ainda em intervenção
nas regiões do Churo e Có-Pelundo.
Em 31 de Outubro de 1968, foi
rendida pela Companhia de Caçadores
2436 (CCac2436), e recolheu a Bissau
para o embarque de regresso.
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