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José Mesquita Freitas de
Oliveira, Tenente-Coronel Pára-Quedista
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota de óbito |
Elementos castrenses cedidos pelo
PQ
Pedro Castanheira |
Faleceu no dia 30 de
Setembro de 1995 o veterano
José
Mesquita Freitas de Oliveira
Tenente-Coronel Pára-Quedista
Angola: Jun a Nov1960
Regimento de Infantaria de Luanda
«PRA’ FRENTE»
Região
Militar de Angola
«CONSTANTE E FIEL»
«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»
Angola: 24Jun1961 a 02Out1963
3.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
Moçambique: 09Nov1967 a 04Dez1969
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Comandante da
2.ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
3.ª
Região Aérea «LEALDADE E CONFIANÇA»
Timor: 07Abr a 06Dez1975
Comandante do
Destacamento de Caçadores Pára-Quedistas
1
Zona Aérea de Timor
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Medalha de
Ouro de Valor Militar com Palma Colectiva |
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Medalha da Cruz de
Guerra de 1.ª Classe |
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Medalha da Cruz de
Guerra de 1.ª Classe Colectiva |
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Prémio 'Heróis de
Portugal' |
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2 Medalhas Comemorativas das
Campanhas das Forças
Armadas
com as legendas “Norte de Angola 1961 -
63” e
“Moçambique 1967 - 69" |

José
Mesquita Freitas de Oliveira,
Tenente-Coronel Pára-Quedista,
nascido
no dia 12 e Fevereiro de 1938, nascido
na freguesia da Campanhã, concelho do
Porto;
Em 08 de Outubro de 1957, ingressou na
Escola do Exército (EE) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Em
06 de Junho de 1960, promovido a Alferes
de Infantaria;
Em 19 de Junho de 1960, mobilizado para
servir Portugal na Província Ultramarina
de
Angola,
integrado no Regimento de Infantaria de
Luanda (RIL) «PRA’FRENTE»;
Em 21 de Novembro de 1960, regressa à
Metrópole;
No início do ano de 1961, ingressou
voluntariamente nas tropas
pára-quedistas
e
colocado no Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Em
20 de Fevereiro de 1961, naquele
batalhão, frequenta o 11.º Curso de
Paraquedismo Militar que veio a concluir
no dia 17 de Março de 1961, sendo-lhe
atribuído o brevet n.º 728;

Em Maio de 1961, aquele batalhão passou
a escalão de Regimento com a criação do
Regimento de Caçadores Paraquedistas
(RCP - Tancos), através da Portaria n.º
18462, de 05 de Maio de 1961;

Em 24 de Junho de 1961, mobilizado pelo
Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE
CONHEÇAM»
para servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola, integrado na 3.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»,
da 2.ª Região Aérea (2ªRA - Angola)
«FIDELIDADE E GRANDEZA»;

Em 02
de Outubro de 1963, regressa à
Metrópole;
Agraciado
com a Medalha Comemorativa das Forças
Armadas com a legenda “Norte de Angola
1961 – 63”, publicado na Ordem de
Serviço n.º 78, de 01 de Abril de 1964,
do Regimento de Caçadores Pára-Quedistas
(RCP - Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM»;
Em 1964, frequenta com o Tenente
Miliciano PQ Moura Martins o Curso de
Oficiais do Serviço Geral da Força Aérea
em Águeda, mas, não ingressam no Quadro
de Serviço Geral Paraquedistas (onde se
encontravam desde 1962, os Tenentes
Carlos Ferreira Morais e Eduardo Crespo
Ramos
Carreiro, e o Alferes Arlindo Godinho
Mendes), ficaram colocados no Quadro de
Caçadores Paraquedistas;
Em 09
de Novembro de 1967, como Tenente
Pára-Quedista,
mobilizado pelo Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» para servir
Portugal na Província Ultramarina de
Moçambique, integrado na
2.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
(2ªCCP), do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE», da 3.ª
Região Aérea (3ªRA - Moçambique)
«LEALDADE E CONFIANÇA»;
Em 01 de Outubro de 1968, nomeado para
exercer as funções de comandante da 2.ª
Companhia de Caçadores Pára-Quedistas
(2ªCCP), do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»;

Com a
devida vénia reproduz-se a seguir
duas
imagens, bem como as legendas, da
autoria do
1.º
Cabo PQ António Manuel Gonçalves

Foto tirada no Vale da
Miteda, durante um pequeno descanso,
dentro de um acampamento inimigo

06Jun1969: Moçambique - Mueda, Operação
'Zeta1'
Material de guerra capturado junto à
fronteira
Em
27 de Setembro de 1969, cessa as funções
de comandante da 2.ª Companhia de
Caçadores Pára-Quedistas (2ªCCP),
daquele batalhão;
Em 1969, considerado abrangido com
direito ao uso da insígnia da
condecoração colectiva da
Cruz de Guerra de
1.ª classe, concedida ao Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31 -
Beira)
«HONRA-SE
A PÁTRIA DE TAL GENTE», pelo
Decreto n.º 49109, de 9 de Julho de
1969, publicado no Diário do Governo n.º
159/1969, Série I de 9 de Julho de 1969;
Agraciado com a Medalha Comemorativa das
Forças Armadas com a legenda “Moçambique
1967 – 69”, publicado na Ordem de
Serviço n.º 270, de 18 de Novembro de
1969, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31 - Beira)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»;
Em 04 de Dezembro de 1969, regressa à
Metrópole;
Promovido a Capitão Pára-Quedista, com a
antiguidade a 10 de Maio de 1967;
Louvado e agraciado com a Medalha da
Cruz de Guerra de 1.ª classe por feitos
em combate na Província Ultramarina de
Moçambique, publicado no Diário do
Governo n.º 249 – 2.ª série, de 25 de
Outubro de 1972:
Capitão
Pára-Quedista
JOSÉ MESQUITA DE FREITAS OLIVEIRA
2ªCCP/BCP31 – RCP
Moçambique
Medalha da Cruz de Guerra de 1.ª Classe
Diário
do Governo n.º 249, 2.ª Série de 25 de
Outubro de 1972
Manda o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro da Defesa Nacional,
louvar, por proposta do Comandante-Chefe
das Forças Armadas de Moçambique, o
capitão Pára-Quedista José Mesquita de
Freitas Oliveira, porque, tendo
comandado uma companhia operacional
durante cerca de um ano, executou
inúmeras operações, mantendo uma
actuação brilhante e impecável em
combate.
Actuando em zonas onde a subversão é
mais violenta, cumpriu da maneira mais
eficiente as missões que lhe foram
atribuídas, tendo a sua subunidade
obtido resultados excelentes, traduzidos
em dezenas de baixas para o inimigo, na
apreensão de centenas de armas e várias
toneladas de munições e outro material,
bem como documentos importantes, além da
destruição de vários acampamentos e
outras organizações inimigas.
Na intensa actividade operacional que
desenvolveu sobressaíram as suas
qualidades de combatente e chefe, que
originaram numerosas referências
elogiosas para si e para a sua
subunidade. Destaca-se, entre outras, a
sua actuação nas operações “Zeta” e
“Vida Nova IV”, em que apreendeu elevada
quantidade de armamento e outro
material, “Leopardo II”, em que com uma
boa manobra da companhia conseguiu a
captura de vários elementos da população
fugida, “Vida Nova III”, em que
aniquilou vários guerrilheiros, mercê
duma manobra excelentemente conduzida
com imaginação e habilidade.
Os resultados obtidos revelam
persistência, entusiasmo, decisão,
coragem, serena energia debaixo de fogo,
temeridade e arrojo. Sendo o primeiro
nas missões mais arriscadas, e
encontrando-se sempre onde a luta era
mais acesa, evidenciou grande coragem
física e moral e desprezo pelo perigo,
tornando-se um exemplo para os seus
homens e arrastando-os ao cumprimento
das missões mais difíceis.
A par da sua eficiência em combate soube
criar na sua companhia um espírito de
corpo e disciplina fora do vulgar,
conquistando o respeito e admiração dos
seus subordinados, ao mesmo tempo que
lhes incutiu o respeito pelos elementos
nativos, sendo igualmente notável o
tacto com que sempre actuou junto destes
no campo psicológico, obtendo a melhor
colaboração, tanto dos guias e
carregadores, que disputavam a honra de
trabalhar consigo, como até dos próprios
capturados.
Por tudo isto, e porque da sua acção,
considerada brilhante e altamente
honrosa, resultaram prestígio para as
tropas Pára-quedistas e para a Força
Aérea e admiração e reconhecimento dos
outros
ramos das forças armadas, merece ser
apontado como exemplo.
Em
1972, distinguido com o Prémio “Heróis
de Portugal”;
Em 1973, considerado abrangido com
direito ao uso da insígnia da
condecoração colectiva da
Medalha de Ouro de
Valor Militar, com palma, concedida ao
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21
(BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
da 2.ª Região Aérea (2ªRA - Angola)
«FIDELIDADE E GRANDEZA», publicado no
Diário do Governo n.º 43 - 2.ª série, de
20 de Fevereiro de 1973;
Em 10
de Junho de 1973,
perante as Forças
Armadas reunidas em parada na Praça
Duarte Pacheco, em Santarém,
foi-lhe imposta a Cruz de Guerra de 1.ª
classe:


Em
07 de Abril de 1975, mobilizado pelo
Regimento
de Caçadores Pára-Quedistas (RCP -
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» para servir Portugal na
Província Ultramarina de Timor, como
comandante do Destacamento de Caçadores
Pára-Quedistas n.º 1 (DCP1 – Dili), da
Região Aérea de Timor;
Em 06 de Dezembro de 1975, regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos) «QUE NUNCA
POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Em
1976, colocado no Corpo de Tropas
Pára-Quedistas (CTP) «HONRA-SE A PÁTRIA
DE TAL GENTE»;
Membro
Honorário da Ordem Militar da Torre e
Espada, do Valor, Lealdade e Mérito
Colectiva – Corpo de Tropas
Paraquedistas «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL
GENTE», publicado no Diário da República
n.º 62 – 2.ª série, de 15 de Março de
1985;

Faleceu no dia 30 de Setembro de 1995.
Paz à sua Alma

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