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José António
Barrilaro Fernandes Ruas, Alferes Mil.º de Infantaria
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fotos
cedidas pelo veterano Manuel Amaral
e
restantes
elementos cedidos por um colaborador do
portal UTW |
 José
António Barrilaro Fernandes Ruas
Alferes Mil.º Atirador de Infantaria
Comandante de pelotão da
Companhia de
Caçadores 117
Batalhão de Caçadores 114
«AD OMNIA PARATI»
Angola: 09Jun a
29Set1961 (data do falecimento)
Medalha de Prata de
Valor Militar com palma
(Título póstumo)
Louvor Individual e
Colectivo
(Título póstumo)
Contributo do
veterano Nobre Campos:
O Alferes Barrilaro
Ruas, Oficial da CC 117, foi o Cadete melhor
classificado da Escola de Oficiais Milicianos de 1960,
na EPI.
A sua morte foi trágica, como a de todos os outros
militares mortos em combate. Mas tornou-se muito notória
pelas circunstâncias que a envolveram: a CC 117 estava
estacionada em Quissacala ou Kiptêlo, não posso precisar
bem, e ele havia beneficiado de uns dias de dispensa
para ir a Luanda receber a esposa que vinda da
Metrópole, pretendia acompanhar o marido, Alferes
Barrilaro Ruas. Porque a zona onde a sua companhia se
encontrava não oferecia segurança, a esposa teve de
ficar em Luanda e ele regressou à sua unidade.
Regressado, foi o primeiro da escala para comandar uma
patrulha de reabastecimento à CC 115 que se encontrava
na Beira Baixa. Saindo a patrulha motorizada do seu
acampamento e percorridos poucos quilómetros, ao
atravessar uma zona em que a picada era dominada por uma
colina pelo lado direito, um atirador emboscado, não
teve dificuldade em identificar o comandante da patrulha
que, imprudentemente e por estar frio, era portador de
um casaco de cabedal e com os galões dourados a brilhar.
Com um tiro certeiro atingiu o Alferes Ruas numa zona
mortal. Verificaram-se ainda mais dois feridos ligeiros.
O 3º Pelotão da CC 115 recebeu a missão de ocupar pontos
sensíveis junto à picada a percorrer pela patrulha, o
que aconteceu. Nesse dia, os elementos da patrulha
motorizada que habitualmente faziam tiros de
reconhecimento para locais ao longo da picada mais
propícios a emboscada, não fizeram um único tiro de
reconhecimento e as viaturas marchavam em velocidade
muito acelerada, apenas se ouvindo o ruído dos motores,
o que causou surpresa ao comandante do 3º Pelotão,
vigilante ao longo da referida picada. Passada a
patrulha, e regressando ao acampamento, o comandante do
3º Pelotão foi surpreendido pela notícia da morte do seu
camarada e grande amigo desde o COM em Mafra, onde
faziam parte do mesmo Pelotão de Instrução.
"We don't need another hero!"

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