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José António
Barrilaro Fernandes Ruas, Alferes Mil.º de Infantaria
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA |
Fotos
cedidas pelo veterano Manuel Amaral
e
restantes
elementos cedidos por um colaborador do
portal UTW |
 José
António Barrilaro Fernandes Ruas
Alferes Mil.º Atirador de Infantaria
Comandante de pelotão da
Companhia de
Caçadores 117
Batalhão de Caçadores 114
«AD OMNIA PARATI»
Angola: 09Jun a
29Set1961 (data do falecimento)
Medalha de Prata de
Valor Militar com palma
(Título póstumo)
Louvor Individual e
Colectivo
(Título póstumo)
Clique
no sublinhado existente no texto que se segue para visualização do conteúdo
Brevíssima Resenha
Castrense
José António Barrilaro Fernandes
Ruas, Alferes Mil.º Atirador de Infantaria, natural da freguesia da Sé
Nova, concelho de Coimbra,
filho
de Henrique Fernandes Ruas e de Eva Adelaide Barrilaro, casado com Maria
José Coelho da Cruz Oliveira Barrilaro Ruas;
Mobilizado
pelo Regimento de Infantaria 6 (RI6 - Porto) «VALOR LEALDADE E MÉRITO»
para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola;
Em 28 de Maio de 1961, na Gare
Marítima
da
Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT 'Niassa', como
comandante de pelotão da Companhia de Caçadores 117 (CCac117) do
Batalhão de Caçadores 114 (BCac114) «AD OMNIA PARATI», rumo ao porto da
cidade de Luanda, onde desembarcou no dia 09 de Junho de 1961;
Na Gare Marítima da Rocha do Conde de
Óbidos, em Lisboa:



A sua subunidade de infantaria,
comandada pelo Capitão de Infantaria João Luís de Castro Marques
Pereira, integrada
no terceiro grande contingente de
tropas destinadas a reforço da guarnição normal da
Região Militar de Angola,
desfilou na Avenida Paulo Dias de Novais:

Após curta permanência em Luanda, o Batalhão e
respectivas subunidades ocuparam a região Caxito-Mabubas-Sassa e recebeu
aí o Plano de Operações "Viriato", conducente à abertura do itinerário
para Nambuangongo, que se iniciou em 10 de Julho de 1961; no seu
percurso para Norte, o batalhão teve que superar imensas dificuldades de
toda a ordem, sendo de destacar a passagem do rio Lifune e os combates
de Cuanda-Maúa, nos quais inflingiu pesadas baixas e sofreu outras,
comparativamente menores, mas apreciáveis; durante o seu percurso sofreu
muitas emboscadas que sempre foram repelidas com pesadas perdas para o
inimigo; todo o esforço, permitiu a passagem de comboios de
reabastecimento para Nambuangongo, além da desarticulação do adversário
que atacava com denodo e reagia disciplinadamente; reocupou, entre
outras, as povoações de Balacende, Quicabo e Beira Baixa.

Faleceu no dia 29 de Setembro de
1961, quando no decurso de uma acção integrada na "Operação Turbilhão" a
sul de Nambuangongo, veio a ser o primeiro oficial das Forças Armadas
Portuguesas mortalmente atingido em Angola por um único tiro, disparado
pelo 'sniper' António Fernandes (mercenário ao serviço da UPA e que
actuava nas imediações das picadas dos
Dembos setentrionais).
Paz à sua Alma.
Está inumado no cemitério da
localidade de Gesteira, concelho de Soure

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