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ANGOLA
- IMAGENS - Cedidas por ex-Combatentes ou em
sites próprios

António de Oliveira Gomes, ex- Furriel Mil.º
Companhia de
Artilharia 87
Angola 1961 / 1963
Cuanza Norte, na zona
dos Dembos
A Companhia de
Artilharia 87 fez parte do
(clique no sublinhado que se
segue)
primeiro contingente de tropas destinadas à Região
Militar de Angola. Embarcou no NTT "Niassa" no dia
21 de Abril de 1961.

Campa do Furriel
Miliciano António Moreira Varão, no cemitério de
Quiculungo que faleceu no dia 9 de Dezembro de 1961
durante uma patrulha perto de Aldeia Viçosa nos Dembos.
Os seus restos
mortais foram transladados e encontram-se sepultados em
Salvaterra do Extremo, concelho de
Idanha-a-Nova.
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ANTÓNIO MOREIRA VARÃO,
filho de Rosa Moreira Varão e de José Fernandes Varão;
sendo seus pais residentes na freguesia de Salvaterra do
Extremo, concelho de Idanha-a-Nova, ficou no entanto
registado como nascido na freguesia do Socorro (Lisboa,
seja na Maternidade do Hospital de São José), devido a
sua mãe ali o ter dado à luz.
Faleceu «na povoação de Bolongongo, no concelho de
Quiculungo» [distrito do Cuanza-Norte], em «09
de Dezembro de 1961», em consequência de
«acidente com arma de fogo». Isto, o que está
publicado pelo EME (2008).
O facto de existir uma fotografia de uma campa, cuja
lápide funerária reporta àquele (ou a outro) militar,
enquadra-se em inúmeras outras situações em que,
decorridos alguns anos (após regresso do respectivo
contingente), os corpos foram exumados e trasladados
para a Metrópole (ou outros locais indicados por
familiares). Exemplos próximos, em termos temporais
(61/62) e regionais (Dembos), podem citar-se os
casos de militares sepultados no cemitério do Quitexe,
cujas fotografias da época indiciam idêntica
localização, mas que, na realidade, foram exumados (em
data não conhecida, mas decerto devidamente registada
nos competentes cadastros militares e civis); também no
mesmo enquadramento, por exemplo, se situam alguns
militares que foram sepultados no cemitério principal de
Bissau e cujos coevos registos castrenses (vg, histórias
das unidades) registaram os factos na devida época, mas
que posteriormente foram exumados e trasladados.
Resumindo: tal como noutros domínios de investigação da
história portuguesa contemporânea, muito especialmente
nesta matéria tão sensível, o âmbito das pesquisas tem
sempre em conta os diversos e consecutivos tempos de
qualquer acção, em vista de informar - com a mínima
margem de erro e o máximo de rigor - sobre a
actualidade, seja, o momento presente.
Informação cedida por um Veterano
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