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ANGOLA
- IMAGENS - Cedidas por ex-Combatentes ou em
sites próprios

Fernando Ramos
2.º Sargento
Companhia de Caçadores Especiais 266
Batalhão
de Caçadores Especiais 262
Angola
1961
a 1963
Sanza Pombo -
Cuango
Angola – Companhia de Caçadores Especiais 266 – 1961 a
1963
Embarque no dia 12 de
Agosto de 1961 e desembarque em Luanda, no dia 21 de
Agosto de 1961
Regresso à Metrópole
no dia 22 de Novembro de 1963 e desembarque em Lisboa no
dia 1 de Dezembro de 1963.
Depois do desembarque
em Luanda a CCE 266 foi instalada cerca de 10 dias no
Grafanil
Percurso operacional da CCE 266
O BCE 262, marchou para o norte de Angola
até ao Negage. No dia seguinte a CCE 266, recebeu ordem
para se deslocar para Sanza Pombo, ficando adido ao BCAÇ.
92, onde ficamos instalados.
Dois dias depois toda a Companhia começou
a deslocar-se com a missão de reconstruir a picada do
Cuango, tendo pernoitado em Macacola.
Na manhã seguinte continuamos viagem até
ao desvio para o Cuango, tendo-se iniciado a recuperação
da referida picada, construindo-se 13 pontes nos rios.
Num rio mais largo, construiu-se uma jangada, com tábuas
e latas de bidões dos resguardos de protecção, colocados
nos unimogs e ainda outros materiais como bidões,
cordas, cabos de aço e ainda outros materiais. Faltou
informar que fomos acompanhados por uma máquina
niveladora e também munidos de moto-serra, para cortar
árvores.
No final de cada construção de cada
ponte, um Sargento, que tinha a especialidade de
Sapadores, minas e armadilhas, ficava na ponte com a
protecção do seu pelotão, para armadilhar a referida
ponte.
Chegamos ao Cuango com jeeps e unimogs
em 21Set61.
Nas instalações do Posto de Administração abandonados,
ficou um Pelotão, que seria rendido de mês a mês.
Aqui no Cuango tivemos e 1ª baixa, que ficou
sepultado junto a uma palmeira.
(*)
Depois da missão cumprida a CCE regressou
a Sanza Pombo. Durante o percurso da recuperação da
picada, a Companhia foi apoiada por 3 vezes por aviões
de combate, que metralhava as faixa laterais.
Em Sanza Pombo a CCE 266 começou as
várias operações, tendo conseguido que várias
populações refugiadas nas matas regressassem para as
Sanzalas, através de acções psicológicas, dando–lhes
assistência social, ajudando na construção das cubatas,
alimentos, sal e especialmente assistência médica, por
estarem muito debilitados.
Terminada a missão em Sanza Pombo, em
1MAR62, a CCE 266 começou a deslocação para a Damba,
passando por Negage e Carmona, onde ficamos adidos ao
Batalhão.
Na Damba começaram vários tipos de
operações na zona, com emboscadas, cerco a povoações
desertas e povoadas, armadilhar picadas suspeitas de
passagem do IN, etc.
Recebemos ordem para a CCE se deslocar
para Lucunga, para ocupar as instalações de uma CCAÇ.
que ia partir em operações numa Serra, com duração de
cinco dias. Com o regresso da Companhia, regressamos à
Damba.
Terminada a missão na Damba, partida da
CCE 266 para Mavoio , pertencente à área do n/BCE 262,
tendo sido instalados no Hospital, com a missão de fazer
a protecção das minas de cobre e do seu pessoal civil.
Ficamos com um Pelotão destacado no
Quibocolo. Aqui tivemos a 2ª. baixa por acidente do 1º.
Babo Guerra Garcia, tendo sido sepultado em Maquela
(*)
.
A CCE além da citada missão começou a
fazer operações na sua área, desde emboscadas,
armadilhar picadas por onde poderia passar o IN, cerco a
sanzalas abandonadas e também na Serra da Canda.
O BCE 262, instalado em Maquela do Zombo,
tinhas as suas CCE operacionais instaladas nas seguintes
localidades: Maquela do Zombo,com um Pelotão na ponte do
rio Zadi, Mavoio, com Pelotão
em Quibocolo, Roça de São
José, com Pelotão na Quibata, que fazia fronteira com o
Congo e Béu, com pelotão em Sancadica.
Todas as Companhias operacionais eram
rotativas de 3 em 3 meses.
Na Roça de S. José tivemos a 3ª
baixa, o 2 Sargento Justino Teixeira da Mota, ficando
sepultado em Maquela do Zombo
(*),
cuja trasladação para a Metrópole consta no portal do
UTW (clique
aqui para visualização)
(*) - Sublinhado da
responsabilidade da equipa do UTW
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