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ANGOLA - Esquadrão de Cavalaria 253 do Grupo de Cavalaria 345: 1961 a 1964

 

                  

 

 

Para visualizar os conteúdos clique nos sublinhados que se seguem:

 

Elementos cedidos pelo veterano João Carlos Abreu dos Santos

 

A todos aqueles que caíram no Campo da Honra

 

...12 anos antes do 25A: uma hecatombe militar no noroeste dos Dembos...

 

Na manhã de quarta-feira, dia 25 de Abril de 1962, sob coordenação do comandante do Grupo de Cavalaria 345 / Regimento de Cavalaria 3, o Tenente-Coronel de Cavalaria António Sebastião Ribeiro de Spínola, decorria a Operação Santo Humberto.

 

No itinerário para o litoral, em Ambrizete, a oeste da vila de Bessa Monteiro — durante a travessia de um riacho a 5 km da sanzala do Quidilo — o Esquadrão de Cavalaria 253 (acantonado desde 10 de Janeiro de 1962 nas imediações da sanzala do Quiavanga) foi cercado e atacado por centenas de guerrilheiros da UPA emboscados nas matas. No decurso deste violento combate, as tropas portuguesas sofreram um total de 23 baixas:

 

8 mortos

 

 

- Francisco João Fernandes Abreu, Alferes Mil.º de Cavalaria. Natural do Funchal.

 

- Meyer Kopejka, Furriel Mil.º Atirador. Natural de Lisboa (S. Sebastião da Pedreira).

 

- Manuel António Remédios Godinho, Furriel Mil.º de Transmissões, n.º 1957/C/305. Natural de Moura (São João Batista).

 

- Joaquim António Cartaxo Caeiro, 1.º Cabo Atirador, n.º 410/61. Natural de Reguengos de Monsaraz

 

- José Manuel da Silva Vinagre, 1.º Cabo Radiotelegrafista Condutor Auto, n.º 770/61. Natural do Bombarral.

 

- Eduardo Augusto Parreira, Soldado Radiotelegrafista n.º 779/61. Natural de Santarém (Marvila).

 

- Marçal Carlos dos Reis Monteiro, Soldado Radiotelegrafista, n.º 780/61. Natural de Lisboa (Mercês).

 

- José Maria de Sousa Filipe, Soldado Clarim, n.º 762/61. Natural de Leiria (Carvide)

 

... e 15 feridos graves e ligeiros:


- Adelino dos Santos Farinha, Soldado n.º 352/61;


- Albino Cardoso Tavares, 1.º Cabo n.º 1870/61, em 07 de Julho de 1962 aeroevacuado do Hospital Militar 124 (HM 24 – Luanda) para o Hospital Militar Principal (HMP – Estrela);


- Armindo Dias Mendes, Soldado n.º 379/61;


- Ernesto Luís Soares da Silva, Soldado n.º 982/61;


- Fernando Alberto Cardoso Pinto Xavier de Brito, Capitão de Cavalaria, em 29 de Abril de 1962 aeroevacuado do Hospital Militar 124 (HM 24 – Luanda) para o Hospital Militar Principal (HMP – Estrela) - Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

- Francisco Rodrigues Cardoso, 2.º Sargento Miliciano de Cavalaria;


- Irénio Pedro Neto da Paz, Soldado n.º 423/61, em 29 de Abril de 1962 aeroevacuado do Hospital Militar 124 (HM 24 – Luanda) para o Hospital Militar Principal (HMP – Estrela);


- Joaquim António Guerreiro Inácio, Soldado n.º 386/61;


- Joaquim Cândido Maria, Soldado n.º 454/61;


- Joaquim Estevão Marques Dionísio, Soldado n.º 371/61;


- Jorge Manuel de Campos Justo, Furriel Miliciano de Cavalaria, em 23 de Julho de 1962 aeroevacuado do Hospital Militar 124 (HM 24 – Luanda) para o Hospital Militar Principal (HMP – Estrela);


- Luciano Augusto de Almeida Lopes, Soldado n.º 377/61, em 09 de Maio de 1962 aeroevacuado do Hospital Militar 124 (HM 24 – Luanda) para o Hospital Militar Principal (HMP – Estrela);


- José da Silva Machado, Soldado n.º 431/61;


- José Maria Pinela, Soldado n.º 831/62-A (vindo em 16 de Abril de 1962 do Esquadrão de Cavalaria 121 (ECav121);


- Manuel Francisco de Jesus, Soldado n.º 378/61, em 12 de Maio de 1962, aeroevacuado do Hospital Militar 124 (HM 24 – Luanda) para o Hospital Militar Principal (HMP – Estrela).

 

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25 de Abril de 2026:

 

IN MEMORIAM

 

Passadas décadas sobre aquela manhã de Abril nos Dembos, a memória destes homens permanece como um pilar da história militar de Portugal.

 

Relembrar cada nome, cada número de identificação e cada terra natal é um acto de justiça que retira estes soldados do anonimato das estatísticas e os devolve ao lugar que merecem: o de heróis do seu tempo.


Que este registo sirva não só para honrar os que tombaram na travessia do riacho junto ao Quidilo, mas também para reconhecer a resiliência dos que, feridos em corpo e alma, carregaram consigo as marcas de um combate desigual.

 

Ao Esquadrão de Cavalaria 253, cuja heráldica ostenta a força do Leão de Cavalaria, a nossa eterna vénia.

 

A sua história é o testemunho vivo da sua divisa: "Na Guerra Conduta Mais Brilhante".

 

O seu sacrifício jamais será esquecido.


Honra aos Mortos. Pátria e Memória aos Vivos.
 

 

 

As fotografias acima expostas foram extraídas da Revista da Cavalaria de 1962 (páginas 40 e 41) e que foram posteriormente processadas por Inteligência Artificial.

 

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