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Condecorações

Ângelo dos Santos Rodrigues, 1.º Cabo de Infantaria: Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito

  

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

Fontes:

5.º Volume, Tomo I, pág.s 100 e 101, da RHMCA / CECA / EME

Arquivos RTP

Jornal do Exército, ed. 100, pág.s 8 e 9, de Abril de 1968

Diário de Lisboa, ed. 15618, de 11 de Junho de 1966

 

 

HERÓI NACIONAL

 

 

 

Ângelo dos Santos Rodrigues

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 317/64

 

Promovido por distinção a Furriel

 

Pelotão de Caçadores 964

 

Angola: Jul1964 a Out1966

 

Grau Cavaleiro, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito

 

 

Ângelo dos Santos Rodrigues, 1.º Cabo de Infantaria, n.º 317/64.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 2 (RI2 - Abrantes) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado no Pelotão de Caçadores 964, no período de Julho de 1964 a Outubro de 1966.

 

No dia 10 de Junho de 1966, entretanto promovido a Furriel (antiguidade do novo posto desde 22 de Outubro de 1965), agraciado com a Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, grau Cavaleiro, com palma, foi condecorado perante as Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço.

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Para visualização do conteúdo clique no sublinhado que se segue:

 

 

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Grau de Cavaleiro, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito

 

 

1.º Cabo de Infantaria, n.º 317/64
ÂNGELO DOS SANTOS RODRIGUES


PelCac 964/RI 2
ANGOLA


Grau: Cavaleiro, com palma


Transcrição do Alvará publicado na Ordem do Exército n.º 20 - 3.ª série, de 1966
 

Presidência da República
Chancelaria das Ordens Portuguesas
 

Alvará de 27 de Maio de 1966


Considerando que o Primeiro-Cabo, Ângelo dos Santos Rodrigues, teve, debaixo de fogo, quando integrado numa coluna de reabastecimento de pequeno efectivo e a mesma sofreu uma emboscada que, de modo fulminante, reduziu o pessoal a poucos homens, actuação valorosa que muito o dignifica e honra;


Considerando que, embora atingido num dos olhos pela primeira rajada de metralhadora, a esvair-se em sangue, saltou da viatura que o transportava e, empunhando a sua arma, soube superar as dores que o atormentavam e heroicamente enfrentar o inimigo;


Considerando que, com a sua denodada acção e a ajuda dos restantes quatro sobreviventes, dois dos quais, também feridos, obrigou o inimigo a abandonar, além de outro material de guerra, a sua arma principal — a bazooka — e a pôr-se em fuga, evitou que fossem liquidados os seus camaradas feridos, esfacelados os mortos e capturadas as suas armas;


Considerando que, em dada altura do combate, ao ser-lhe perguntado pelo seu comandante como se sentia, respondeu, sem desviar a vista que lhe restava da mira da sua automática e sem interromper o tiro: "Devo ficar cego, meu alferes, mas isso não importa", demonstrando excepcional coragem;


Considerando que, uma vez interrompido o fogo pelo inimigo, conseguiu, ainda, forças para transportar alguns camaradas mortos e feridos para local abrigado, acabando, tal o estado em que se encontrava, por ser impedido pelo seu comandante de continuar essa tarefa, no que demonstrou grande abnegação;


Considerando esta atitude heroica e destemida e a alta noção dos seus deveres de militar como actos excepcionais de abnegação e sacrifício pela Pátria e pela Humanidade;


Américo Deus Rodrigues Thomaz, Presidente da República e Grão-Mestre das Ordens Honoríficas Portuguesas, faz saber que, nos termos do Decreto-Lei n.º 44 721, de 24 de Novembro de 1962, confere ao primeiro-cabo Ângelo dos Santos Rodrigues, do Pelotão de Caçadores n.º 964, do Regimento de Infantaria n.º 2, sob proposta do Presidente do Conselho, o grau de Cavaleiro, com palma, da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito.


Por firmeza do que se lavrou o presente Alvará, que vai ser devidamente assinado.


Publicado no Diário do Governo n.º 146, II série, de 25 de Junho de 1966.
 

Promovido por distinção a Furriel, conforme Ordem do Exército n.º 16 - 3.ª série, de 1966:


Promovido por distinção a Furriel, por despacho de Sua Excelência o Ministro do Exército de 4/5/966, o 1.º cabo n.º 317/64, Ângelo dos Santos Rodrigues, do Pelotão de Caçadores n.º 964 - Regimento de Infantaria n.º 2. Conta a antiguidade do novo posto desde 22 de Outubro de 1965.

 

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Terreiro de Paço (Lisboa), dia 10 de Junho de 1966

 

A condecoração:

 

 

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Jornal do Exército, ed. 100, pág.s 8 e 9, de Abril de 1968

 

1.º CABO ÂNGELO DOS SANTOS RODRIGUES

 

Condecorado com o grau de Cavaleiro da Ordem Militar da Torre e Espada, do Valor, Lealdade e Mérito, com palma, e promovido por distinção a furriel, o 1.º cabo n.º 317/64, Ângelo dos Santos Rodrigues, do Pelotão de Caçadores n.º 964, do Regimento de Infantaria n.º 2, porque, quando integrado numa coluna de reabastecimento de pequeno efectivo e a mesma sofreu uma emboscada que de modo fulminante reduziu o pessoal a poucos homens, teve comportamento debaixo de fogo, digno de ser enaltecido e que honra quem o praticou.


O 1.º cabo RODRIGUES, tendo ficado com um olho vazado pela primeira rajada de metralhadora disparada pelo inimigo, saltou imediatamente da viatura em que seguia, empunhou a sua arma e, a esvair-se em sangue, superou as dores que sofria e fez frente ao inimigo, conseguindo com a ajuda dos restantes quatro sobreviventes, dois dos quais também feridos, pôr o inimigo em fuga e levá-lo a abandonar a sua arma principal — a bazooka — e outro material, evitando ainda que o inimigo saltasse à estrada para liquidar os feridos, esfacelar os mortos e capturar as suas armas.


Quando em dada altura do combate o seu Comandante lhe perguntou como se sentia, o 1.º cabo RODRIGUES, sem interromper o seu tiro e sem desviar a vista que lhe restava da mira da sua automática, respondeu-lhe: «devo ficar cego, meu Alferes, mas isso não importa». Interrompido o tiro pelo inimigo, o 1.º cabo RODRIGUES teve ainda forças para transportar alguns mortos e feridos para local abrigado, no que teve de ser impedido pelo seu Comandante de Pelotão, tal o estado em que se encontrava.


Mostrou o 1.º cabo RODRIGUES, com o seu heroico procedimento em combate, ser um soldado valente, destemido e corajoso, ter alta noção dos seus deveres de militar e de camarada, alto espírito de sacrifício, abnegação e desprezo pela vida, tornando-se assim credor do respeito e consideração de todos.

 

 

 

 

 
 

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