Batalhão de Cavalaria 745
Batalhão de Cavalaria
745


«NÓS QUEREMOS»
«NA GUERRA CONDUTA
MAIS BRILHANTE»
Os «ZÉ BRAVO»
Angola
18Jan1965 a
28Fev1967

Agraciados por feitos em combate
HONRA E GLÓRIA
Fonte: 5.º Volume, Tomo III, da
CECA/EME
Capitão
de Cavalaria
JOÃO DE ALMEIDA BRUNO
BCav 745 - RC 3
ANGOLA
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
OE n.º 17 - 2.ª série, de 1966.
Por Portaria de 02 de Agosto de 1966:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª
classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento
da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços
prestados em acções de combate na Província de Angola, o
Capitão de Cavalaria, João de Almeida Bruno, do
Batalhão
de Cavalaria n.º 745 - Regimento de Cavalaria n.º 3.
Transcrição do louvor que originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 03, de 08 de Março de 1966, do
CCFAA e OS n.º 21, de 11 do mesmo mês e ano, do QG/RMA):
Que, por despacho de 04 de Março de 1966, Sua Ex.ª o
General Comandante-Chefe das Forças Armadas de Angola,
louvou o Capitão de Cavalaria, João de Almeida Bruno, do
BCav 745 - RC 3, porque, durante a permanência do BCav
745 como reserva da RMA, tem evidenciado em todas as
operações em que voluntariamente tomou parte,
excepcionais qualidades de chefe e de combatente,
nomeadamente nas operações "Detecção F", "Atoleiros D" e
"Salado D".
Em qualquer das referidas operações comandou
sub-agrupamentos em reserva de reduzidos efectivos, com
os quais foi empenhado em objectivos de extraordinário
valor e em situações particularmente difíceis,
demonstrando sempre alto espírito combativo, coragem,
decisão, excepcional sangue frio, grande e
extraordinária energia e serenidade debaixo de fogo,
total desprezo pela vida e pelo perigo e verdadeiro
espírito de missão.
Na última das operações citadas, mais uma vez
ressaltaram todas estas virtudes, quando, lançado com a
missão de assaltar importante quartel In, de tal modo se
conduziu no comando do Sub-Agrupamento e na manobra das
suas tropas que em menos de duas horas havia cumprido a
difícil e arriscada missão que lhe fora confiada.
Prevendo, dirigindo e dando elevado exemplo de coragem e
decisão comandou o seu Agrupamento com excepcional
competência. Fortemente atacado pelo In com tiros de ML,
armas automáticas e espingardas, manteve obstinadamente
a ocupação do quartel In durante cerca de 30 horas, a
despeito de ter sofrido 5 baixas.
Recebida ordem para retirar para local de heli-recuperação,
executou magistral acção retardadora, mantendo sempre
excepcional domínio sobre si mesmo e sobre as suas
tropas revelando e dando exemplo de serenidade absoluta
debaixo de fogo, decisão, desprezo pela vida e pelo
perigo, pelo que é de justiça apontá-lo publicamente
como exemplo de Chefe e de Militar que dedica a sua vida
e entusiasmo ao serviço do ideal da Pátria.