Batalhão de Cavalaria 1883


Batalhão de Cavalaria
1883
«PRONTOS PARA TUDO»
Angola
26Abr1966 a 01Mai1968
Síntese de Actividade Operacional
O Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883)
foi destinado ao subsector de Quicabo, no Sector D, onde
rendeu o Batalhão de Artilharia 753 (BArt753), assumindo
a responsabilidade da zona de acção, em 16 de Maio de
1966.
O
dispositivo foi:
Comando, Companhia de Comando e Serviços (CCS),
Companhia de Cavalaria 1535 (CCav1535) e Companhia de
Cavalaria 1537 (CCav1537) em Quicabo e a
Companhia de Cavalaria 1536 (CCav1536) em Balacende;
Como reforços, tinha a
Companhia de Caçadores 1436 (CCac1436) na Fazenda Maria
Fernanda, com um pelotão na Fazenda Margarido, até
Novembro de 1966, sendo substituída pela Companhia de
Cavalaria 1535 (CCav1535), o
Pelotão de Morteiros 1022 (PelMort1022) e depois o
Pelotão de Morteiros 1122 (PelMort1122) em Quícabo, com
uma secção na Fazenda Maria Fernanda;
A
partir de Fevereiro de 1967, o 3.º Pelotão da Bateria 14
do Grupo de Artilharia de Campanha de Luanda (3°Pel/Btr14/GACL),
da guarnição normal, apoio o Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1833), na Fazenda Maria Fernanda.
Na zona de acção, extremamente difícil, o inimigo estava
fortemente implantado e reagia com violência às
penetrações, como na operação "Alta Escola" e emboscava
com grande poder de fogo, como em 6 de Junho de 1966 e
14 de Janeiro de 1967, entre outras ocasiões.
O Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) cedeu
frequentemente Companhias para operações do Comando do
Sector D (ComSecD), e empenhou muitos efectivos em
escoltas e protecções a fazendas.
Interveio
em várias fases da operação "Quissonde" e causou
desarticulação ao inimigo nas operações "Alta Escola" e
"Osiris";
Refira-se o êxito obtido no ataque ao "quartel" de Banza
Bungo.
Achou ainda tempo para execução de importantes
melhoramentos em todos os estacionamentos.
Em 10 de Junho de 1967, foi rendido pelo Batalhão de
Caçadores 1910 (BCac1910) e rodou para a Zona de
Intervenção Leste (ZIL).
O Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) foi transferido
para o subsector do Luso, da Zona de Intervenção Leste (ZIL),
tendo assumido a responsabilidade da zona de acção em 19
de Junho de 1967, rendendo o Batalhão de Cavalaria 782
(BCav782).
O
dispositivo foi o seguinte:
Comando e Companhia de Comando e Serviços (CCS) no Luso,
a
Companhia de Cavalaria 1535 (CCav1535) no
Lumege, a
Companhia de Cavalaria 1536 (CCav1536) em Teixeira de
Sousa e a
Companhia de Cavalaria 1537 (CCav1537) em Mucussuege.
O Pelotão de Morteiros 1122 (PelMort1122) dava apoio de
fogos ao Batalhão de Cavalaria 1883 (BCav1883) e como
reforços tinha a
Companhia de Caçadores 206 do Regimento de Infantaria de
Nova Lisboa (CCac206/RINL), da guarnição normal, em Nova
Chaves;
As companhias tinham destacamentos de pelotão em Luatxe,
Marco/25, Luau, Luacano, Cassai, Casage, Chafinda e Luma
Cassai.
Em Teixeira de Sousa, estava ainda, um Pelotão de
Bateria 522 (Pel/Btr522) e uma Secção de Auto
Metralhadoras do Esquadrão de Cavalaria 403 (SecAMetr/EsqCav403).
Em Fevereiro de 1968, a Companhia de Artilharia 1741
(CArt1741) reforçou o Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883) com finalidade específica de escoltar os
comboios do Caminho de Ferro de Benguela (CFB).
A luta pela conquista das populações foi a tónica da
actividade inimiga, o qual exercia as maiores
violências, com execuções, daqueles que lhe não eram
favoráveis, de preferência com funções de chefia.
Também como reacção às acções das Nossas Tropas, montou
várias emboscadas, em 5 e 30 d Setembro de 1967, 11 de
Dezembro de 1967, 9 de Fevereiro de 1968 e sobretudo 27
e 28 e Março de 1968, que causaram graves baixas às
Nossas Tropas.
Da actividade das Nossas Tropas, com resultados
notáveis, seja nas muitas centenas de pessoas
recuperadas, seja em baixas causadas e armamento
capturado, ao inimigo destacam-se as operações:
"Exodus",
"Preliminar",
"Búfalo",
"Elefante",
"Palanca",
"Caça Grossa 2",
"Butir",
"Bacante" e
"Bisarma".
Em 25 de Abril de 1968, o Batalhão de Cavalaria 1883
(BCav1883) foi rendido pelo Batalhão de Caçadores 2843
(BCac2843).