Manuel Francisco Pires
Júnior, 1.º Cabo de Infantaria 'Comando'
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para preservação
do nosso orgulho
como Portugueses, elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
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Elementos cedidos por um
colaborador do portal UTW
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Manuel
Francisco Pires Júnior
1.º Cabo de Infantaria, n.º 369/59
1.º Cabo de Infantaria 'Comando',
n.º 141/61
Região Militar de Angola (RMA):
Companhia de Caçadores 318
Batalhão de Caçadores 317
«FORTES E DESTEMIDOS»
Pelotão "Os Fantasmas do Quitexe" /
RMA
GrCmds 'Fantasmas' / RMA
GrCmds 'Os Sem Pavor' / RMA
Comando Territorial Independente
(CTIG):
GrCmds 'Os Gatos' / RMA > CTIG
Cruz de Guerra de 1.ª classe
Cruz de Guerra de 4.ª classe
3
Louvores Individuais
1
Louvor Colectivo

Manuel Francisco Pires Júnior, 1.º
Cabo de Infantaria, n.º 369/59-RD,
natural da freguesia
do
Pego, concelho de Abrantes;
Em
21 de Outubro de 1961, após se
voluntariar para servir Portugal na
Província Ultramarina de Angola,
tendo sido incorporado na Companhia
de Caçadores 318 (CCac318) do
Batalhão de Caçadores 317 (BCac317)
«FORTES E DESTEMIDOS»
constituído
no Regimento de Infantaria 2 (RI2 -
Abrantes) «EXCELENTE E VALOROSO»,
embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz'
rumo a Luanda, onde desembarca no
dia
01 de Novembro de 1961;
Em 30 de Novembro de 1961,
desloca-se com a sua subunidade para
o distrito do Cuanza-Norte,
instalando-se no posto
administrativo da
Cerca
(Golungo Alto);
Em 21 de Abril de 1962, segue com a
subunidade para o Quitexe, a fim de
render a Companhia de Caçadores 324
(CCac324) do Batalhão de Caçadores
321 (BCac321) «HONRA E GLÓRIA» na
Fazenda Santa Isabel;
Em 09 de Junho de 1962,
voluntaria-se para participar no
desenvolvimento de um pelotão de
contra-guerrilha,
comandado
pelo
Alferes
Miliciano Jaime Rodolfo de Abreu
Cardoso, para actuação no
subsector do Quitexe;
Em 09 de Agosto de 1962,
apresenta-se no Centro de Instrução
21 (CI21 – Zemba) «AUDACES FORTUNA
JUVAT», integrado no pelotão "Os
Fantasmas do Quitexe";
Funções sucessivamente
desempenhadas:

Comandante de Secção do Grupo de
Comandos 'Fantasmas', de 09 de
Agosto de 1962 a 04 de Abril de
1963, no noroeste de Angola;
Instrutor
no Centro de Instrução 16 (CI16 –
Quibala) «AUDACES FORTUNA JUVAT», no
período de 01 de Julho a 29 de
Outubro de 1963: no decurso das
quatro Operações
«Boina
Vermelha» (de 08 a 24 de Setembro de
1963), conjuntamente executadas no
período de formação por seis Grupos
de Comandos, actuou operacionalmente
integrado no Grupo de Comandos “Os
Sem Pavor”;
Instrutor
no Centro de Instrução 21 (CI21 –
Zemba) «AUDACES FORTUNA JUVAT», de
01 de Março a 10 de Maio de 1964,
entretanto reclassificado 1.º Cabo
‘Comando’
n.º 141/61 (após 26 de Janeiro de
1964 em comissão voluntária na
Região Militar de Angola (RMA)
«CONSTANTE E FIEL» - «AO DURO
SACRIFÍCIO SE OFERECE»);
Instrutor
no Centro de Instrução de Comandos
(CICmds – Brá) «A SORTE PROTEGE OS
AUDAZES», do Comando Territorial
Independente da
Guiné
(CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA
DILATANDO» - «CORAGEM E LEALDADE»,
no período de 16 de Setembro a 12 de
Outubro de 1964, durante o 1.º Curso
de
'Comandos' ministrado na Guiné,
tendo, no período de 12 a 23 de
Outubro de 1964, actuado
operacionalmente na Mata do Óio como
comandante de Secção do Grupo de
Comandos 'Os Gatos', do
Alferes
Miliciano de Artilharia ‘Comando’
Horácio Francisco Martins Valente,
temporariamente deslocado da Região
Militar de Angola (RMA) «CONSTANTE E
FIEL» - «AO DURO SACRIFÍCIO SE
OFERECE» para o Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «A LEI
DA VIDA ETERNA DILATANDO» - «CORAGEM
E LEALDADE»).
Em consequência de graves ferimentos
adquiridos em combate, no decurso de
golpe-de-mão executado em 23 de
Outubro de 1964 sobre casa-de-mato
inimiga nas proximidades da morança
Queré (Óio), em 04 de Novembro de
1964 evacuado do Hospital Militar
241 (HM241 – Bissau) para o Hospital
Militar Principal (HMP-Estrela,
Lisboa).
Pelos
relevantes serviços prestados, nas
Províncias Ultramarinas de Angola e
da Guiné, ao Exército Português e à
Pátria, recebeu o 1.º Cabo ‘Comando’
Manuel Francisco Pires Júnior as
seguintes distinções:
Louvor atribuído, pelo comandante do
Centro de Instrução 21 (CI21 –
Zemba) «AUDACES FORTUNA JUVAT», no
final do 1.º Curso de 'Comandos'
ministrado na Região Militar de
Angola (RMA) «CONSTANTE E FIEL» -
«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE»,
publicado na Ordem de Serviço n.º
98, daquele Centro de Instrução de
30 de Novembro de 1962);
Louvor colectivo, atribuído pelo
comandante da Região Militar de
Angola (RMA) «CONSTANTE E FIEL» -
«AO DURO SACRIFÍCIO SE OFERECE» ao
Grupo de Comandos 'Fantasmas', em 09
de Setembro de 1963:
Louvo
o "Pelotão de Comandos" do Batalhão
de Caçadores 317/RI2, que adoptou o
indicativo guerreiro "FANTASMAS",
por ter demonstrado desde a sua
criação em Maio de 1962, excepcional
valor em Campanha, firme
determinação e invulgar entusiasmo
no cumprimento das mais difíceis e
arriscadas missões de combate,
actuando, quer em proveito do
Batalhão a que pertence, quer em
proveito de outras Unidades no
Sector dos Dembos.
Escolhidos dentre os voluntários de
todas as Sub-Unidades do Batalhão
prontos a enfrentar dureza e
dificuldades das mais arriscadas
missões que iriam ser-lhe confiadas,
constituiriam os FANTASMAS um Grupo
de Combate digno de ser louvado.
Desenvolvendo intensa actividade
operacional nas áreas do Quitexe,
Coloa, Quibinda, Rio Luica, Zemba,
Quiunene, Quicabo, Úcua e Soba
Cazundo, este Grupo de Comandos
conseguiu destacados êxitos,
apreendendo armamento, causando
baixas e fazendo numerosos e
valiosos prisioneiros ao inimigo,
sempre com a maior determinação,
valentia, espírito de sacrifício,
audácia e desprezo pelo perigo, por
parte de todos os seus elementos,
alguns dos quais pagaram com a
própria vida a sua intrepidez,
bravura e arreigado sentimento do
DEVER sem que tais baixas afectassem
o elevado moral dos seus
componentes, antes, constituíram um
incentivo para um redobrado
entusiasmo no cumprimento de todas
as missões que lhe confiaram.
Louvor atribuído, pelo comandante da
RMA – Ordem de Serviço n.º 105 de 30
de Dezembro de 1964 - o qual
originou ser agraciado com a Cruz de
Guerra de 4ª classe, descrito nas
páginas 138 e 139, do 14.º Volume
“Comandos”, tomo I “Grupos Iniciais”
da Resenha Histórico-Militar das
Campanhas de África (1961 – 1974),
ca Comissão para o Estudo das
Campanhas de África do Estado-Maior
do Exército:
1.º
Cabo de Infantaria ‘Comando’, n.º
369/59
MANUEL FRANCISCO PIRES JÚNIOR
CCac318/BCac317 – RI2
Angola
4.ª classe
Transcrição do Despacho
publicado na Ordem do Exército n.º 3
– 3.ª série, de 1964.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, aprovado pelo Decreto n.º
35667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante-Chefe das
Forças Armadas de Angola, cuja data
vai indicada:
Por Despacho de 26 de
Novembro de 1963:
O
Primeiro-Cabo, Manuel Francisco
Pires Júnior, n.º 369/59, da
Companhia de Caçadores n.º 318 do
Batalhão de Caçadores n.º 317 -
Regimento de Infantaria n.º 2.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
105, de 30 de Dezembro de 1964, do
Quartel-General da Região Militar de
Angola):
Sua
Ex.ª o General Comandante da Região,
por seu despacho de 23 de Dezembro
de 1964, louvou o 1.º Cabo n.º
369/59, Manuel Francisco Pires
Júnior, da Cmpanhia de Caçadores 318
do Batalhão de Caçadores 317 –
Refimento de Infantaria n.º 2,
pertencente ao Grupo de Comandos,
pelas excepcionais qualidades de
coragem e decisão evidenciadas
durante a permanência do Batalhão no
Sector D.
Combatente voluntário em Angola,
ofereceu-se para os Comandos
"Fantasmas" quando da sua
organização.
Dotado de um espírito sagaz, a sua
acção como elemento do Grupo ou como
Comandante de Secção é caracterizada
pela paciência e astúcia na
emboscada, decisão rápida e actuação
corajosa.
Presente em quase todas as acções
dos Comandos distinguiu-se em Zemba
como elemento e comandante de Secção
do Grupo, tendo sido louvado.
Posteriormente na região do Úcua, na
acção Rio Teba, teve assinalada
actuação como elemento de Secção,
que, manobrando debaixo de fogo,
conseguiu pôr em debandada o grupo
terrorista que tinha fixado e
mantinha sob fogo, em situação muito
difícil o Grupo de Comandos.
Praça com notáveis qualidades de
comando e sangue-frio, pisteiro e
caçador por excelência, é
considerado, por superiores e
camaradas o melhor Cabo do Batalhão.
Louvor atribuído, pelo
Comandante-Chefe das Forças Armadas
da Guiné (CCFAG), em consequência do
seu desempenho no Centro de
Instrução de Comandos do Comando
Territorial Independente da Guiné
(CTIG);
Louvor atribuído, pelo ministro do
Exército, sustentado em serviços
especiais prestados no
teatro-de-operações da Guiné, o qual
originou ser agraciado com a Cruz de
Guerra de 1ª classe:
1.º
Cabo de Infantaria, n.º 369/59
MANUEL FRANCISCO PIRES JUNIOR
CCac318/BCac317 - RI2
GUINÉ
1.ª CLASSE
Transcrição da Portaria
publicada na Ordem do Exército n.º
12 – 3.ª série, de 1965.
Por Portaria de 16 de Março de 1965:
Manda
o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército,
condecorar com a Cruz de Guerra de
1.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné, o 1.º
Cabo n.º 369/59, Manuel Francisco
Pires Júnior, da Companhia de
Caçadores n.º 318 do Batalhão de
Caçadores n.º 317.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Por Portaria da mesma data
publicada naquela Ordem do
Exército):
Manda
o Governo da República Portuguesa,
pelo Ministro do Exército, adoptar,
para todos os efeitos legais, o
seguinte louvor conferido em Ordem
de Serviço n.º 105, de 30 de
Dezembro de 1964, da Região Militar
de Angola, ao 1.º Cabo n.º 369/59,
Manuel Francisco Pires Júnior, da
Companhia de Caçadores n.º 318 do
Batalhão de Caçadores n.º 317,
porque, no decorrer do ano de 1964 e
em todas as funções que desempenhou,
confirmou possuir extraordinárias
qualidades de militar, quer em
instrução, quer em operações.
Como monitor do Centro de Instrução
de Comandos, de tal forma se houve,
que foi escolhido para fazer parte
de uma equipa de instrução de
Comandos que da Região Militar de
Angola marchou para o Comando
Territorial Independente da Guiné,
onde mais uma vez se comportou de
modo a merecer os mais honrosos
elogios.
Aos Comandos da Guiné transmitiu as
suas especiais características de
observação, argúcia, atenção e
desembaraço, bem como a apropriada
mentalização ao tipo de guerra em
que nos encontramos empenhados.
Em operações actuou sempre o 1.º
Cabo Pires Júnior de acordo com as
proverbiais qualidades do Soldado
português, mostrando grande aptidão
para o desempenho das funções de
comandante de Secção em combate.
De destacar a sua acção aquando de
um golpe de mão levado a efeito
sobre um quartel inimigo, na Guiné,
em que, durante um assalto e
enquanto procedia ao lançamento de
granadas de mão, para cobrir o
avanço dos seus companheiros de
equipa, lhe rebentou uma granada na
mão direita, decepando-lha.
Apesar deste acidente, procurou não
chamar as atenções sobre si, a fim
de não retardar o desenrolar do
assalto e, mais tarde, ao serem-lhe
ministrados os primeiros socorros,
demonstrou a maior serenidade e
auto-domínio.
Nesta actuação revelou bem as suas
já evidenciadas qualidades de
coragem, decisão, serena energia
debaixo de fogo, sangue-frio e
elevado moral que honram o militar
em frente do inimigo.
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Jornal do Exército n.º 76, páginas
26 e 27, de Abril de 1966:

