Cruz de Guerra, de 4.ª classe
(Título póstumo)
Mário
Ramos da Silva, Soldado de Armas
Pesadas, n.º 02978367, natural do
lugar da Lage, da freguesia de
Modivas, concelho de Vila do Conde,
filho de José Ferreira Silva e de
Ana da Costa Ramos.
Incorporado no Regimento de
Infantaria 10 (RI10 - Aveiro), em 10
de Janeiro de 1967.
Tirou a especialidade no Regimento
de Infantaria 15 (RI15 - Tomar).
Mobilizado pelo Regimento de
Infantaria 1 (RI1 - Amadora) para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Angola integrado na
Companhia de Caçadores 1717
(nota)
do Batalhão de Caçadores 1919
«SERVIR».
Faleceu, no dia 14 de Março de 1968,
no helicóptero que o transportava
para o Hospital Militar de Luanda
(Angola), vítima de ferimentos em
combate, que ocorreu durante o
assalto ao quartel inimigo de
Quibunda, entre Zala e Bela Vista.
Está sepultado no cemitério da
freguesia da sua naturalidade.
Cruz de Guerra, de 4.ª classe
(Título póstumo)
Soldado
de Infantaria, n.º 02978367 - M
MÁRIO RAMOS DA SILVA
CCac 1717/BCac 1919 - RI 1
ANGOLA
4.ª CLASSE (Título póstumo)
Transcrição do Despacho publicado
na OE n.º 27 - 3.ª série, de 1968.
Agraciado com a Cruz de Guerra de
4.ª classe, nos termos do artigo
12.º do Regulamento da Medalha
Militar, promulgado pelo Decreto n.º
35 667, de 28 de Maio de 1946, por
despacho do Comandante Chefe das
Forças Armadas de Angola, de 13 de
Agosto de 1968:
O Soldado n.º 02978367-M, Mário
Ramos da Silva, da Companhia de
Caçadores n.º 1717/Batalhão de
Caçadores n.º 1919 - Regimento de
Infantaria n.º 1, a título póstumo.
Transcrição do louvor que
originou a condecoração.
(Publicado na OS n.º 50, de 21 de
Junho de 1968, do QG/RMA):
Louvado, a título póstumo, o Soldado
n.º 02978367-M, Mário Ramos da
Silva, da CCac 1717/BCac 1919,
apontador de metralhadora MG-42,
por, durante a operação "Lua Cheia"
ter demonstrado coragem, decisão e
sangue frio debaixo do fogo inimigo,
marchando na testa da sua Secção.
Valente e animoso, pedia sempre que
o deixassem ir na frente, muito
embora soubesse que o inimigo
espreitava ao longo da picada.
Surpreendido em várias emboscadas a
que a Unidade foi sujeita sobre um
estreito trilho na mata cerrada,
permaneceu fazendo fogo de pé, até
ser abatido sobre a arma que
manobrava.
O Soldado Silva, que já
anteriormente dera provas de arrojo
e excepcional desembaraço, deu
exemplo, com a própria vida, da mais
alta abnegação e valentia, virtudes
que o honraram como Soldado de
Portugal.