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Moçambique

Moçambique - Militares que se distinguiram na Guerra do Ultramar

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

e

 

nota de óbito

Fotos do Tenente SGE Adriano Biguane cedidas pelo Alferes Rodrigues e enviadas pelo Furriel José Louro, ambos da CCac3468

Elementos castrenses cedidos por um colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 9 de Abril de 2002 o veterano

(Ordem do Exército n.º 5 - 2.ª série, pág.294, de 31 de Maio de 2002)

 

Adriano Biguane

 

Tenente do Serviço Geral do Exército

 

 

 

1.ª Companhia de Caçadores

«VIET-BEIRA»

 

Batalhão de Caçadores 16

«AD IMO PECTORE»

     
Comandante do Grupo Especial 101
     
     

Grupo Especial de Pára-Quedistas

     

Região Militar de Moçambique

«CONSTANS ET PERPETUA VOLUNTAS»

 

Medalha de Cobre de Valor Militar com Palma

 

 

Segundo-Sargento do Quadro do Serviço Geral do Exército
ADRIANO BIGUANE
 

MOÇAMBIQUE


Grau: Cobre, com palma


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 9 – 3.ª série, de 1970:


Por Portaria de 24 de Fevereiro de 1970


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cobre de Valor Militar, com palma, nos termos do artigo 7.º, com referência ao parágrafo 1.º do artigo 51.º, do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, o 2.º Sargento, do Quadro de Sargentos do Serviço Geral do Exército, Adriano Biguane, porque, durante prolongada e intensa actividade em zona de subversão violenta no Norte de Moçambique, revelou extraordinárias qualidades de guerreiro nato no comando da sua Secção.


Durante 6 meses, na ausência do comandante do Grupo de Combate por ferimentos recebidos, assumiu o comando desta subunidade, impondo-se como chefe sereno, profundamente conhecedor das tácticas e métodos do inimiga.


Correndo aos sítios de maior perigo, dinamizava os subordinados galvanizados pelo exemplo do seu chefe que, não obstante ter 52 anos de idade, conservava invulgar resistência física e não hesitava em perseguir e dominar, sem fazer uso da sua arma, elementos inimigos bem mais jovens e em posição inicial mais vantajosa.


Valente e destemido, frequentemente contribuiu com a sua argúcia para o bom êxito das operações, em particular nas operações "Voluntários do Jeci", "Os Caídos", "Cavalo Branco", "Machamba", "Golpe Baixo" e "Cavalo Lazão". Abnegadamente transportou mais de uma vez camaradas feridos e auxiliou-os em situações difíceis e sob fogo inimigo, demonstrando serena coragem e sangue-frio.


A extraordinária valentia e feitos de armas em que tomou parte voluntariamente, apesar da sua qualidade de Sargento do Quadro de Sargentos do Serviço Geral do Exército, impuseram-no á consideração geral e tornaram-no bem conhecido entre distantes populações de todas as etnias.


Ministério do Exército, 24 de Fevereiro de 1970.


O Secretário de Estado do Exército, J. O. Vitoriano.
 

 

 

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