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Moçambique - Militares
que se distinguiram na Guerra do Ultramar
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E GLÓRIA
e
nota
de óbito |
Fotos do
Tenente SGE Adriano
Biguane cedidas pelo
Alferes Rodrigues
e enviadas pelo
Furriel José Louro,
ambos da CCac3468
Elementos
castrenses cedidos por
um
colaborador do portal
UTW |
Faleceu no dia 9 de Abril de 2002 o
veterano
(Ordem do Exército
n.º 5 - 2.ª série, pág.294, de 31 de Maio de 2002)
Paz à sua Alma
Adriano Biguane
Tenente do Serviço Geral do Exército

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1.ª Companhia de
Caçadores
«VIET-BEIRA»
Batalhão de Caçadores 16
«AD IMO PECTORE» |
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Comandante do Grupo Especial 101 |
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Grupo Especial de Pára-Quedistas |
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Região Militar de Moçambique
«CONSTANS ET PERPETUA VOLUNTAS»
Louvor e Medalha de
Prata de Valor Militar com Palma
Alferes
do Serviço Geral do Exército
ADRIANO BIGUANE
MOÇAMBIQUE
Grau: Prata, com palma
Transcrição do louvor publicado na Ordem do Exército n.º
23 – 2.ª série, de 1973:
Por Portaria de 8 de Outubro de 1973:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, louvar, por proposta do
Comandante-Chefe das Forças Armadas de Moçambique, o
Alferes do Quadro do Serviço Geral do Exército, Adriano
Biguane, porque, voluntariamente, tem comandado o grupo
especial de uma forma altamente eficiente, como atestam
os êxitos obtidos num curto espaço de tempo.
Dotado de excelentes qualidades morais, cívicas e
militares, que, em geral, o tornam admirado e estimado,
é sobretudo no campo operacional que o Alferes do Quadro
do Serviço Geral do Exército, Biguane, tem evidenciado
uma invulgar personalidade de combatente, com uma
capacidade física excepcional, que, aliada à sua
coragem, valentia, espírito de combatividade e
sacrifício, tem levado de vencida todas as situações
difíceis impostas pelo inimigo, auxiliado por um grupo
de homens ainda recentemente recrutados e pouco
experientes.
Imbuído dos melhores ideais de patriotismo e forte
espírito de decisão, muito experiente e conhecedor dos
hábitos e forma de combater do inimigo, é sempre ele o
primeiro a lançar-se contra as arremetidas adversárias,
seja qual for o seu potencial e as condições em que se
encontre, mesmo desfavoráveis, na perseguição e no
assalto às bases inimigas onde algumas vezes actuou
sozinho, sob protecção dos seus homens, com a intenção
não só de capturar os elementos combatentes para
exploração, como também salvaguardar e recuperar os
elementos da população.
Por ocasião de um ataque feito por numeroso grupo
inimigo aos aquartelamentos de uma Companhia de
Caçadores e ao seu pessoal, enquanto as granadas de
morteiro e as balas de numerosas armas automáticas caiam
no recinto do mesmo e o pessoal, colhido de surpresa,
ocupava as suas posições defensivas, o Alferes Biguane
logo se lançou em direcção às posições inimigas, apenas
seguido por um seu subordinado, provocando a fuga do
adversário.
Ainda recentemente, na operação "Armadilha 2", quando
seguia à frente da coluna, foi accionada uma armadilha
inimiga que, além de provocar baixas nas nossas tropas,
o feriu profundamente com estilhaços, circunstância em
que se recusou a ser evacuado, justificando não querer
abandonar o comando do seu grupo especial por desejar
cumprir a missão que lhe fora confiada. Só no dia
seguinte, depois de longa caminhada, com grande
sacrifício, que nunca deixou transparecer, e devido ao
agravamento do seu estado, consentiu na sua evacuação.
De salientar, também, as suas relações pessoais com a
população, superiores e subordinados, que muito o
admiram e estimam, tornando-se uma figura deveras
notável.
É o Alferes Biguane um invulgar combatente, tendo
praticado actos extraordinários, de rara abnegação,
valentia e coragem, com audácia, desprezo pelo perigo e
arrojo em frente do inimigo, demonstrando alta noção de
grandeza do dever militar e da disciplina.
(Diário do Governo, II série, n,º° 249, de 24 de Outubro
finda)
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Transcrição da Portaria que concede a condecoração,
publicada na mesma Ordem do Exército:
Por Portada de 8 de Outubro de 1973:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
da Defesa Nacional, condecorar com a Medalha de Prata de
Valor Militar, com palma, o Alferes do Quadro do Serviço
Geral do Exército, Adriano Biguane, pelo seu
comportamento, em Maio de 1972, por ocasião de um ataque
feito por um numeroso grupo inimigo ao aquartelamento de
uma Companhia de Caçadores e ao pessoal do seu grupo
especial, pois que, apesar das granadas de morteiro e as
balas do adversário baterem o recinto do mesmo, logo se
lançou em direcção às posições inimigas, apenas seguido
por um seu subordinado, provocando a fuga dos atacantes,
e, em Agosto do mesmo ano, na operação "Armadilha 2",
quando seguia à frente da coluna e foi accionada uma
armadilha inimiga, que, além de provocar baixas nas
nossas tropas, o feriu gravemente, declarou não querer
abandonar os seus homens e cumprir até final a missão
que lhe fora confiada, o Alferes Biguane, em qualquer
das situações, demonstrou rara abnegação, valentia,
coragem, audácia, desprezo pelo perigo e arrojo em
frente do inimigo.
(Diário do Governo, II série, n,º° 249, de 24 de Outubro
finda)

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