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Moçambique

Região Militar de Moçambique: Companhia de Artilharia 1600

 

 

Companhia de Artilharia 1600

 

(Regimento de Artilharia de Costa - RAC - Oeiras)

 

«EM PERIGOS E GUERRAS, BRAVOS E LEAIS»

 

Moçambique

 

07Out1966 a 05Set1968

 

 

Agraciado por feitos em campanha

 

 

Luís Fernando Andrade de Moura

 

 

Cruz de Guerra, de 3.ª classe

 

Fonte:

5.º Volume, Tomo V, da CECA / EME

 

Capitão Miliciano de Artilharia
LUÍS FERNANDO ANDRADE DE MOURA


CArt 1600 - RAC
MOÇAMBIQUE


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 11 - 2.ª série de 1968.
Por Portaria de 06 de Maio de 1968:


Condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província de Moçambique, o Capitão Miliciano de Artilharia, Luís Fernando Andrade de Moura, da Companhia de Artilharia n.º 1600 - Regimento de Artilharia de Costa.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.

(Publicado na OS n.° 23, de 20 de Março de 1968, do QG/RMM):


Que, por seu despacho de 27Jan68, louvou o Capitão Mil de Artilharia, Luís Fernando Andrade de Moura, da CArt 1600, porque nos cinco meses de actividade no Sector E, além da maior coragem física e moral, tem demonstrado extraordinárias qualidades de comando, sobejamente evidenciadas pelo elevado nível de disciplina, eficiência e poder ofensivo da Companhia que comanda.


Chefe valente e calmo, entusiasta e consciente, sabe galvanizar a sua Unidade no momento da decisão.


É de referir, entre outras acções, a forma corajosa como se conduziu na madrugada de 13 de Julho do corrente ano, quando o seu estacionamento, na região de "América", foi flagelado com bazookas e armas automáticas. Encontrando-se do lado oposto àquele donde vinha o ataque, atravessou o estacionamento debaixo de fogo e assumiu o comando de um Grupo de Combate com que finalmente repeliu e perseguiu o inimigo.


Na operação "Tornado", em que a sua Companhia executou a missão principal, transpôs eficientemente o rio Lugenda durante a noite e, depois de ter controlado um acampamento de população fugida, durante a marcha para a "Base Cassera", ao ser a sua Unidade flagelada pelo inimigo, comandou a manobra com muita inteligência e, colocando-se à frente dos Grupos de Combate que realizaram o envolvimento e o ataque, causou ao inimigo elevadas baixas, perda de valioso material e documentos importantes.


Oficial corajoso, decidido e sereno debaixo de fogo, honrou-se e honrou o Exército em frente do inimigo.

 

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