Companhia de Caçadores 2759 «OS KURIKAS»:
15Ago1970 a 20Nov1972
Companhia
de Caçadores 2759
«OS KURIKAS»
«Dado ao
mundo por Deus, que todo o mande para do mundo a Deus dar
parte grande»
Moçambique
15Ago1970 a
20Nov1972
Síntese da Actividade Operacional
À passagem por Lourenço Marques, foi
recompletada com 11 praças do recrutamento de
Moçambique.
Após desembarque na Beira, a 15 de Agosto de 1970,
deslocou-se para Morrumbala, a fim de receber material
da Companhia de Caçadores 2467, seguindo para Furancungo,
onde foi colocada na situação de reserva do Comando
Chefe da Região Militar de Moçambique. Durante a curta
estada em Furancungo, efectuou treino operacional.
Deslocada para o Sector A (Vila Cabral), montou base em
Massangulo e Lione, de principio de Outubro de 1970 a
finais de Dezembro de 1970, na situação de intervenção
daquele sector, efectuando naquelas regiões, entre
outras, as operações "Ambar", "Zenite", "Zarco" e "Furão
20, 21 e 22".
Regressada ao distrito de Tete, esteve de prevenção em
Tete, de 02 a 07 de Janeiro de 1971, instalando-se a 08
daquele mês em Mecumbura, sob o comando do COFI, sedeado
em Chipera. Devido à remodelação do dispositivo, a
partir de 27 de Maio de 1971, ficou sob o comando do
Batalhão de Cavalaria 3837, que assumira naquela data a
responsabilidade do novo subsector GCC, com sede em
Chicoa. Efectuou operações nas regiões de Mecumbura,
Calugué, Mandué, Caponda, Magoé, dos rios Doe, Moromoé,
Calugué, Zarazi e Mecumbura e abertura do itinerário
Mecumbura — Caponda — Magoé, nomeadamente: "Pesquisa 19
e 23", "Sabatina 2 e 5", "Salamandra", "Salsicha",
"Trovão", 8 da série "Sagitário", "Rufino", "Repasto 2",
"Metal 8", "Farra 1, 2, 3 e 5", "Feliz 1" e "Mica 2 e
3".
Substituída em Mecumbura, por um pelotão da Companhia de
Artilharia 2744, foi colocada no Taibo (Daque), a 07 de
Novembro de 1971. Manteve a subordinação operacional ao
Batalhão de Cavalaria 3837. Destacou um pelotão para
Chinhanda e outro para a sede do batalhão. Numa zona,
onde o In, se encontrava fortemente implantado, com
apoio da população, a Companhia foi submetida a intensa
actividade operacional, não evitando contudo que o
aquartelamento do Taibo fosse atacado em 29 de Fevereiro
de 1972, com Morteiros 82 mm e armas de tiro tenso,
causando mortos e feridos às NT e na população civil das
imediações e muitos danos materiais. Efectuou a abertura
dos itinerários Taibo — Magoé e Chinhanda — Chicoa,
detectando e destruindo muitos engenhos explosivos e
muitas operações nas zonas de Daque e Chinhanda e dos
rios Daque, Lissungui e Impata, designadamente: "Dardo",
"Trancada", "Salitre", "Tigre", "Meca", "Pilar", "Fidelio",
"Mocho 1", "Papoila 3, 4 e 5", "Rasura", "Pala 1",
"Rufia 3", "Púcaro 4 e 5", "Remo 2", "Fera 1" e
"Mariposa 1 e 2".
Rendida pela Companhia de Caçadores 3555 do Batalhão de
Caçadores 3886, que já se encontrava sedeada no Taibo
desde Junho de 1972, foi transferida para Namaacha em
Agosto de 1972. Rendeu a Companhia de Caçadores 2703 do
Batalhão de Caçadores 2913. A actividade consistia em
patrulhamentos e contacto com autoridades gentílicas e
com a população.
Foi rendida na Namaacha, pela Companhia de Cavalaria
2787, em Novembro de 1972.
