
Ramiro José Marcelino Mourato
Capitão de
Cavalaria
Oficial de Informações e Operações
do
Batalhão de Cavalaria 705
«CAVALEIROS MARINHOS»
«SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ»
Guiné:
24Jul1964 a
14Mai1966

Cruz de Guerra de 2.ª classe
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
2
Louvores Individuais
Louvor Colectivo
Ramiro José Marcelino Mourato, Capitão
de Cavalaria;
Mobilizado pelo Regimento de Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda,
Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» - «REGIMENTO DO CAIS» para
servir Portugal na Província Ultramarina da Guiné
No dia 18 de Julho de 1964, na Gare Marítima da Rocha do
Conde de Óbidos, em Lisboa, embarcou no NTT ‘Benguela’,
integrado no Batalhão de Cavalaria 705
«CAVALEIROS
MARINHOS» - «SUAVITOR IN MODO FORTIFER IN RÉ», como
Oficial de Informações e
Operações, rumo ao estuário do
Geba (Bissau), onde desembarcou no dia 23 de Julho de
1964;
A sua unidade de cavalaria, após o desembarque,
permaneceu em Bissau como força de intervenção à ordem
do Comando-Chefe, sendo as suas subunidades atribuídas
de reforço para realização de operações em vários
sectores; de 4 a 23 de Novembro de 1964, instalando o
posto de comando avançado em Mansabá, planeou e comandou
várias

acções na região do Morés-Cio, integrando as suas
subunidades e outras que lhe foram atribuídas em reforço
e de que se destaca a operação "Notável"; em 15 de
Fevereiro de 1965, foi deslocado para a zona Leste, com
as Companhias de Cavaria 702 e 704, instalando o posto
de comando em Bafatá onde comandou a actividade
operacional destas subunidades e preparou a próxima
rendição do Batalhão

de Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E
GLÓRIA»; em 1 de Junho de 1965, rendendo o Batalhão de
Caçadores 512 (BCac512) «HONRA E GLÓRIA», assumiu a
responsabilidade do Sector L3, com sede em Nova Lamego o
qual abrangia os subsectores de Pirada, Bajocunda,
Canquelifá, Buruntuma, Piche, Madina do Boé e Nova
Lamego; em 20 de Novembro de 1965, o subsector de Pirada
passou à dependência de outro batalhão; as suas
subunidades foram então integradas no dispositivo e
missão do
batalhão; nesta situação, desenvolveu intensa
actividade de patrulhamento, reconhecimentos, segurança
dos itinerários e das populações e de contra-infiltração
na respectiva zona de acção; dentre o material capturado
mais significativo, destaca-se uma metralhadora pesada,
2 metralhadoras ligeiras, 4 pistolas-metralhadoras, 6
espingardas, 55 minas e 23 granadas de armas pesadas; em
1 de Maio de 1966, foi rendido no Sector L3 pelo
Batalhão de Cavalaria 1856 (BCav1856) «UBI GLORIA OMNE
PERICULUM DULCE», recolhendo seguidamente a Bissau a fim
de efectuar o embarque de regresso.
Louvor Colectivo – Batalhão de Cavalaria 705 – publicado
na Ordem de Serviço n.º 57, de 11 de Maio de 1966, do
Comando de Agrupamento 24 e na Revista da Cavalaria do
ano de 1966, páginas 173 e 174;
No dia 14 de Maio de 1966, embarcou no NTT ‘Uíge’ de
regresso à Metrópole, onde desembarcou no dia 20 de Maio
de 1966;
Louvado por feitos em combate no teatro de operações da
Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 43, de 27 de
Outubro de 1966, do Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné, e na Revista da
Cavalaria do ano de 1967, página 73;
Agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 2.ª classe,
pela Portaria de 27 de Dezembro de 1966, publicada na
Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série, de 1 de Março de
1967;
Louvado por feitos em combate no teatro de operações da
Guiné, publicado na Revista da Cavalaria do ano de 1967,
página 187;
Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos
com palma, pela Portaria de 21 de Fevereiro de 1967,
publicada na Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª série, de 1
de Abril de 1967.
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Louvor Colectivo
BATALHÃO DE
CAVALARIA N.º 705
(Ordem
de Serviço n.º 57, de 11 de Maio de
1966, do Comando de Agrupamento 24)
Louvo o Comando do Batalhão de
Cavalaria n.º 705 pela forma
proficiente e a todos os títulos
exemplar como organizou e accionou
os diversos serviços que se
processaram ou correram através
dele.
Comando em que todos os seus órgãos
revelaram o melhor interesse no
exercício das suas funções
especificas, a que cabalmente
satisfizeram, constituiu um todo
homogéneo à altura da missão
recebida não obstante a complexidade
inerente ao grande número de
subunidades a orientar, accionar e a
controlar, o que lhe mereceu
encómios e o testemunho da sua
eficiência por parte das diferentes
Chefias e Comandos das Anuas do
Comando Territorial Independente da
Guiné, e foi motivo para receber, no
campo social, a solidariedade das
autoridades administrativas, e o
agradecimento e consagração por
parte das populações e autoridades
nativas, pela assistência moral,
religiosa, sanitária, educativa e
económica prestadas, em
reconhecimento da protecção que
sempre lhes foi garantida.
Comando que concebeu e impulsionou
uma actividade operacional a todos
os títulos notável, perseguindo o
inimigo e impedindo-lhe sua fixação
no sector, em tudo fez aflorar a
qualidade dos seus oficiais,
sargentos e praças havendo-se de dar
relevo muito justamente à pessoa do
seu Comandante, Tenente-Coronel de
Cavalaria, Manuel Maria Pereira
Coutinho Correia de Freitas, oficial
com dotes excepcionais de Comando,
que conseguiu galvanizar à sua volta
compenetradas vontades e o melhor
espírito de cooperação dos seus
subordinados no que constituíram um
todo digno de apreço e de muita
simpatia, marcando uma presença
exemplar na Guiné que me apraz
referir e apontar à consideração das
Unidades do Sector Leste.
(in
Revista da Cavalaria do ano de 1966,
páginas 173 e 174)
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Cruz de Guerra de 2.ª classe
Capitão de
Cavalaria
RAMIRO JOSÉ MARCELINO MOURATO
CCS/BCav705 - RC7
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 5 – 2.ª série,
de 1 de Março de 1967
Por Portaria de 27 de Dezembro de
1966:
Condecorado com a Cruz de Guerra de
2.ª classe, ao abrigo dos artigos
9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por
serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné, o
Capitão de Cavalaria, Ramiro José
Marcelino Mourato.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º
43, de 27 de Outubro de 1966, do
Quartel General do Comando
Territorial Independente da Guiné):
Por seu despacho de 22 de Outubro de
1966, considerou como sendo dado por
si, o louvor constante do artigo 7.º
da Ordem de Serviço n.º 63, de 25 de
Maio de 1966, do Comando do
Agrupamento 24, conferido ao Capitão
de Cavalaria n.º 51411911, Ramiro
José Marcelino Mourato, do Batalhão
de Cavalaria n.º 705 – Regimento de
Cavalaria n.º 7, porque tendo
recebido ordem para num avião se
dirigir ao Destacamento de Beli, em
missão operacional, quando o avião
descolava foi violentamente atingido
por tiros inimigos, do que resultou
o piloto ter ficado gravemente
ferido.
Dando provas de grande presença de
espírito e abnegação e ao mesmo
tempo de coragem moral, decisão e
sangue frio, que pode considerar-se
um feito de bravura pois nunca
desmoralizou, contribuiu o Capitão
Mourato decididamente para que o
piloto atingisse o aeródromo de
chegada.
Assim, prestou os primeiros socorros
ao piloto e animou-o constantemente,
prestando-se até se necessário a
pilotar o avião embora com
rudimentares conhecimentos de
pilotagem e sem nunca o ter feito;
orientou a rota num percurso de
cerca de 60 km porquanto o piloto
tendo quase desmaiado duas vezes em
resultado dos ferimentos recebidos
se encontrava incapaz de o fazer.
Com a sua acção conseguiu, segundo
declaração do próprio piloto, evitar
que o avião fosse abatido pelo
inimigo, o que certamente viria a
ter grande repercussão e efeitos
morais quer sobre as Nossas Tropas,
quer sobre o inimigo.
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Medalha de Prata de Serviços
Distintos
com palma
Capitão de
Cavalaria
RAMIRO JOSÉ MARCELINO MOURATO
CCS/BCav705 - RC7
GUINÉ
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com palma
Transcrição da Portaria publicada na
Ordem do Exército n.º 7 – 2.ª série,
de 1 de Abril de 1967
Por Portaria de 21 de Fevereiro de
1967:
Condecorado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos, com palma,
por ter sido considerado ao abrigo
da alínea a) do artigo 17.°, com
referência ao § 2.º do artigo 51.º,
do Regulamento da Medalha Militar,
de 28 de Maio de 1946, o Capitão de
Cavalaria Ramiro José Marcelino
Mourato.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Revista da Cavalaria
do ano de 1967, página 187):
Louvado, porque, tendo desempenhado
as importantes funções de oficial de
operações do Batalhão de Cavalaria
n.º 705, durante cerca de dois anos,
mostrou sempre muita competência, um
são critério, e uma vontade de
cooperar e bem servir digna de
realce.
Oficial de qualidades invulgares de
organização e noção das
responsabilidades, colaborou sempre
com o seu comandante e muito o
ajudou em talos os assuntos
operacionais.
Tanto nas operações em que
voluntariamente tomou parte como
naquelas para que foi nomeado
acompanhando as forças terrestres, a
sua actuação mereceu sempre os
maiores elogios dos seus chefes,
pelo seu desembaraço e pela maneira
como se comportou em presença do
inimigo. Oficial em que se pode
confiar abertamente, trabalhando com
o mesmo entusiasmo a qualquer hora
do dia ou da noite, mostrou possuir
um conjunto de qualidades dignas de
realce e que não é vulgar encontrar.
Rapidamente soube conquistar a
admiração e estima dos seus
superiores e subordinados.
Por todo este conjunto de qualidades
é tido como um distinto oficial de
cavalaria, pelo que é de toda a
justiça conferir-lhe o presente
louvor e considerar os seus serviços
extraordinários, relevantes e
distintos.
