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Condecorações

Ricardo António de Figueiredo Alçada, Capitão Mil.º de Infantaria

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 31 de Julho de 1997, em Lisboa, o veterano

 

 

Ricardo-Ant-nio-de-Figueiredo-Al-ada-350Ricardo António de Figueiredo Alçada

 

Capitão Mil.º de Infantaria

 

Angola: 1961 a 1963

Companhia de Comando e Serviços

Batalhão de Caçadores 186

«AÇO» - DISTINTOS E ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÂO»

 

Angola: 1967 a 1970

Comandante da

Companhia de Cavalaria 1772

Batalhão de Cavalaria 1927

«...NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»

 Prata-Valor-Militar-CG-3classe

Comandante da

Companhia de Caçadores 2335

«COBRA»

 

Comandante da

Companhia de Cavalaria 2441

«ESPORAS SANGRENTAS»

 

 

Medalha de Prata de Valor Militar com palma

 

 Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

Homenagem dos Amigos:

 

"...não será esquecido para aqueles que, verdadeiramente, o conheceram e com ele lidaram..."
Texto de R. Pragana

in "Lanceiro Mor"

 

Caros Camaradas,


Foi com profunda consternação e tristeza que, por intermédio do vosso jornal, tomei conhecimento do passamento (bem como da trágica situação em que tal ocorreu), do Ricardo Alçada, Companheiro do qual me separei, e de quem perdi o rasto, desde 1973, ano em que me retirei de Portugal. Em boa hora o fiz, mais uma vez assim o penso, considerando os infelizes factos e a injusta situação a que o valoroso e sincero Amigo, Ricardo Alçada, foi submetido nos últimos anos da sua atribulada vida (mas muito rica e exemplar, em termos de Lusitanidade), aos quais, certamente, eu não estaria totalmente imune, bem como os restantes companheiros que, com ele, lidaram, em projectos que, na altura, e ainda hoje, consideramos terem sido abonatórias das nossas boas e juvenis ilusões de, por nós próprios, ajudarmos a salvar o Mundo.


Tive a feliz e honrosa oportunidade de fazer parte da equipa, liderada pelo R. Alçada, que compunha a Comissão Administrativa da Agência de Lisboa, da Liga dos Combatentes, na 1.ª e única tentiva (tanto quanto julgo conhecer) de "desmilitarizar" os Orgãos directivos dessa instituição (Agência de Lisboa), talvez porque as vozes dos Milicianos, na época, já começassem a fazerem-se ouvir.


Essa Comissão, nomeada em 22 de Março de 1971, em Sessão da Comissão Central Administrativa da Liga dos Combatentes, era composta pelos seguintes ex-Combatentes Milicianos:


Presidente Dr. Ricardo Alçada
Vice-Presidente Dr. Paulo Ascensão
Secretário Luiz Macara
Tesoureiro Renato Pragana
1.º. Vogal António Figueiredo da Silva
2.º. Vogal Nuno Cardoso da Silva
apoiados pelos
Chefe da Secretaria Manuel da Silva Baptista (ex-combatente e prisioneiro da 1a. G.Guerra)
1.º Escriturário António Coutinho (ex-soldado combatente no Ultramar)


cuja "sobrevivência" foi de pouca duração, dado o espírito de rebeldia (positiva) e inconformismo, do seu Presidente (no que era totalmente secundado pelos restantes membros da Comissão), que nunca deixaram de tentar fazer ouvir, e valer, as suas vozes e reindivicações, quanto à forma, menos positiva e justa (na sua opinião), em que os tentavam obrigar a gerir os destinos da Agência de Lisboa, em particular, e os da Liga dos Combatentes, em geral, com efeitos negativos e desoladores, no seio dos seus associados (a maioria dos quais, em total abandono e muitíssimo carenciados).


Tal (tais) acto de rebeldia, não poderia perdurar por muito tempo. O confronto e choque, directo, dos ideais e políticas "inovadoras e modernistas" dos seus membros e a Presidência da Comissão Central (à época, encabeçada pelo General Arnaldo Schulz, secundado pelo Coronel Fernando Cavaleiro), veio a ter lugar no decorrer de uma Assembleia Geral (a nível nacional), efectuada em Julho de 1972, na sede da Liga dos Combatentes, o que resultou na inopinada interrupção, da mesma, e consequente destituíção dos membros da Agência deLisboa, acusados, publicamente, e em altos brados, de "terroristas", "comunistas" e "atentores à tomada de assalto da Liga".
Resumindo:


- Primeira reunião da Comissão, em 30.03.1971 (Acta No. 455) da Agência de Lisboa da L.C.
- Última reunião da Comissão, em 18.07.1972 (Acta No. 512) da Agência de Lisboa da L.C.


Ainda hoje, à distância de mais de três décadas, analizando / reconsiderando os factos passados, julgo que todos voltaríamos a tentar, de novo, levar "a bom porto" os nossos sonhos de apoio, aos ex combatentes e/ou seus familiares (viuvas e mães), bem como o de dignificar (ainda mais, se possivel) o nome e a imagem da nossa Liga. A isso nos sentíamos obrigados, em memória dos que já partiram e / ou por respeito àqueles que, no passado ou, mais recentemente, connosco, deram o seu melhor, em resposta ao apelo e missão que lhes foi confiada.


Esta é pois, mais uma pequena "achega" para o curriculum da vida do Ricardo Alçada, de quem me despeço com um Grande Adeus, e que não será esquecido para aqueles que, verdadeiramente, o conheceram e com ele lidaram.


Fraternal abraço para todos os Camaradas.
 

R. Pragana
 

 

 Ricardo-Ant-nio-de-Figueiredo-Al-ada-920

 

 

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