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Falecimento

Rui Fernando Alexandrino Ferreira, Tenente-Coronel de Infantaria na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

 

Faleceu no dia 23 de Novembro de 2022 o veterano

 

Rui Fernando Alexandrino Ferreira

 

Tenente-Coronel de Infantaria na situação de reforma

 

Rui-Fernando-Alexandribo-Ferreira-350

 CG-1classe-350

 CG-2-Classe-cz-350

 

Guiné

 

Comandante de pelotão da

 

Companhia de Caçadores 1420 do Batalhão de Caçadores 1857

«TRAÇAMOS A VITÓRIA»

 

Comandante da

Companhia de Caçadores 18

«DIABOLIKUS»

Comando Territorial Independente da Guiné

 

 

Cruzes de Guerra de 1.ª e 2.ª classes

 

-------------------------------

 

Cruz de Guerra de 2.ª classe

 

 

CG-2-Classe-cz-700Capitão Miliciano de Infantaria
RUI FERNANDO ALEXANDRINO FERREIRA
 

CCac18 - CTIG
GUINÉ


2.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 22 – 2.ª série, de 1973.


Por Portaria de 10 de Outubro de 1973:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, condecorar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Capitão Miliciano de Infantaria, Rui Fernando Alexandrino Ferreira, com a medalha de Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 14.º, 15.º, 16.º e 63.º do Regulamento da Medalha Militar, de 20 de Dezembro de 1971.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.

 
(Por Portaria da mesma data publicada naquela Ordem do Exército)


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro da Defesa Nacional, louvar, por proposta do Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, o Capitão Miliciano de Infantaria, Rui Fernando Alexandrino Ferreira, pelas altas qualidades de comando e de combatente demonstradas durante a sua comissão de serviço na Província da Guiné.


Tendo assumido o comando da Companhia de Caçadores n.º 18, que organizou e instruiu desde a sua formação, logo revelou a sua extraordinária aptidão para comandar tropas africanas, impondo-se ao respeito dos seus subordinados pelo exemplo constante de aprumo moral e de indesmentida coragem, que já patenteara em anterior comissão nesta Província e lhe valeram a honrosa Cruz de Guerra que ostenta no seu peito.


As suas notáveis qualidades de chefe militar aguerrido e determinado foram largamente evidenciadas na operação «Muralha Quimérica» e nas acções «Olhado», «Ómega 2», conduzindo os seus homens com serena destreza, galvanizando-os com o seu arrojo e desprezo pelo perigo e obtendo resultados muito significativos em material capturado e baixas causadas ao inimigo.

 

De salientar o seu comportamento na última destas acções, em que, tendo sido atingido pelo rebentamento de uma granada que lhe provocou diversos ferimentos nas pernas, se manteve estoicamente no comando, forçando o inimigo a retirar e orientando, depois, a evacuação dos feridos que as nossas tropas haviam sofrido.


O Capitão Ferreira, pela coragem, decisão, sangue-frio e serena energia que demonstrou debaixo de fogo, honrou o Exército português em frente do inimigo e tornou-se digno do reconhecimento da Pátria pelos altos serviços prestados no Teatro de Operações da Guiné.


Nota: Este Oficial foi também condecorado, anteriormente, no posto de Alferes Miliciano, com a medalha de Cruz de Guerra de 1.ª classe, em 1967.

 

 

 Rui-Fernando-Alexandribo-Ferreira-920

 

 

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