Rui dos Santos Ferreira Fernandes, Coronel de
Cavalaria na situação de reforma;
De 13 de Outubro de 1958 a 11 de Julho de 1959, Alferes
de Cavalaria, com o número mecanográfico 50508911,
frequenta no Centro Militar de Educação Física,
Equitação e Desportos (CMEFED - Mafra) «CORPUS MENTIS
SERVUS» o curso de aperfeiçoamento para formação de
mestres de esgrima;
Em 5 de Maio de 1961, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de
Cavalaria 6 (RC6 - Braga) «AVANTE PARA A
GLÓRIA» - «DRAGÕES DE ENTRE DOURO E MINHO»
para servir
Portugal na Província Ultramarina de Angola, embarca em
Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao porto de Luanda, como
2.º comandante do
Esquadrão de Cavalaria 149 (ECav149)
"Esquadrão dos Morcegos";
Em 1 de Dezembro de 1961, promovido a capitão;
Louvor Colectivo - Esquadrão de Cavalaria 149 – por
despacho General Comandante da Região Militar de Angola,
publicado na Ordem de Serviço n.º 2, do Quartel General
da Região Militar de Angola, de 5 de Janeiro de 1962;
Em Março de 1962, assume o comando do Esquadrão de
Cavalaria 149 (ECav149) "Esquadrão dos Morcegos";
Em 30 de Setembro de 1963, embarca em Luanda no NTT
'Vera Cruz' de regresso à Metrópole;
Em 10 de Outubro de 1963, colocado no Regimento de
Cavalaria 7 (RC7 – Ajuda, Lisboa) «QUO TOTA VOCANT» -
«REGIMENTO DO CAIS»;
De 9 de Novembro a 5 de Dezembro de 1964, frequenta com
aproveitamento no Centro de Instrução de Operações
Especiais (CIOE –
Lamego) «QUE OS MUITOS, POR SEREM
POUCOS, NÃO TEMAMOS», o Estágio E4 de
contra-insurreição;
Em 28 de Maio de 1965, tendo sido mobilizado pelo
Regimento de Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE
OLIVENÇA» - «…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE» para
servir Portugal pela 2.ª vez na Província
Ultramarina de
Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao
porto de Luanda, como comandante da Companhia de
Cavalaria 781 (CCav781) do Batalhão de Cavalaria 782
(BCav782) «PARA DIANTE»;
Em 24 de Junho de 1967, embarca em Luanda no NTT 'Vera
Cruz' de regresso à Metrópole;
Em 26 de Setembro de 1967, agraciado com a Cruz de
Guerra de 2ª classe, por distintos feitos em combate:
Capitão de Cavalaria
RUI DOS SANTOS FERREIRA FERNANDES
CCav781/BCav782 - RC3
ANGOLA
2.ª CLASSE
Transcrição da
Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 21 2.ª
série, de 1 de Novembro de 1967.
Por Portaria de 26 de Setembro de 1967:
Condecorado com a Cruz de Guerra de 2.ª classe, ao
abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha
Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados
em acções de combate na Província de Angola, o Capitão
de Cavalaria, Rui dos Santos Ferreira Fernandes.
Transcrição do
louvor que originou a condecoração.
(Publicado nas Ordens de Serviço n.º 13, de 28 de Julho
de 1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas de Angola e
n.º 67, de 23 de Agosto de 1967, do Quartel-General da
Região Militar de Angola):
Louvado o Capitão de Cavalaria, Rui dos Santos Ferreira
Fernandes, da Companhia de Cavalaria 781 do Batalhão de
Cavalaria 782 – Regimento de Cavalaria 3, porque tendo
as forças sob o seu comando sido alvo de uma emboscada,
durante uma acção desencadeada na região do lago Moio,
se comportou com excepcional valor, incitando o seu
pessoal na luta e combatendo denodadamente, mostrando
rara coragem e total desprezo pelo perigo e dando a
todos, com as suas palavras e o seu exemplo, um
entusiasmo tal que permitiu pôr o inimigo em fuga,
apesar da sua força e violência.
A sua acção, desenvolvida com grande sangue-frio e
serena energia debaixo de fogo, pode ser avaliada pelo
depoimento dos seus soldados que foram unânimes em
declarar que se não fora elas teriam sérias dificuldades
em sair da difícil situação em que se encontravam.
Posteriormente, reduzidos os seus efectivos válidos a um
Grupo de Combate e dispondo de escassas munições e
alimentos, com energia, decisão, sensatez e humanidade,
ajudou a tratar dos feridos por o seu cabo enfermeiro se
encontrar também ferido, animou todo o pessoal, tomou
providências para a sua evacuação e organizou a defesa
das suas tropas, durante quase 24 horas e até à chegada
de socorros por não poder regressar, visto ter uma das
viaturas bastante avariada.
Por estes factos se considera a acção desenvolvida pelo
Capitão Rui Fernandes como extraordinária, digna de
merecido destaque e honrosa para aquele militar em
frente do inimigo.
Em 12 de Outubro de 1968, tendo sido nomeado para
servir Portugal pela 3.ª vez na Província Ultramarina de
Angola, embarca em Lisboa no NTT 'Vera Cruz' rumo ao
porto de Luanda;
Em 15 de Outubro de 1970, regressa à Metrópole, nomeado
para frequentar no ano lectivo 1970/71 no Instituto de
Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE
FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE», o
curso geral de estado-maior;

Em 1 de Março de 1971, promovido a Major Graduado;
Em 14 de Agosto de 1971, promovido a Major do
Regimento
de Cavalaria 8 (RC8 - Castelo Branco) «DRAGÕES DA BEIRA
BAIXA» - «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Em 12 de Agosto de 1974, regressa definitivamente à
Metrópole, vindo da
Província Ultramarina de Moçambique
em cujo Região Militar se encontrava como adido;
Em 16 de Setembro de 1974, colocado no Regimento de
Cavalaria 3 (RC3 – Estremoz) «DRAGÕES DE OLIVENÇA» -
«…NA GUERRA CONDUTA MAIS BRILHANTE»;
Em 3 de Fevereiro de 1975, transferido para a Brigada de
Trânsito (BT) da Guarda Nacional Republicana (GNR) «PELA
LEI E PELA GREI» como 2.º comandante;
Em 12 de Março de 1975, apresentado no Ministério da
Administração Interna, por ter sido acusado pelo
Conselho da Revolução de conluio com o suposto
"movimento sedicioso do 11 de Março";
Em 24 de Abril de 1975, louvado em Portaria do
Ministério do Exército;
Em 1984, Tenente-Coronel treinador de pentatlo moderno,
na XXIII Olimpíada de Los Angeles;
Em 26 de Maio de 2000, encontrando-se colocado no
Quartel-General (QG) do Governo Militar de Lisboa (GML),
passa à situação de reforma;
Faleceu no dia 6 de Outubro de 2000.