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HONRA E GLÓRIA |
Elementos
cedidos pelo
PQ Pedro Castanheira
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No dia 23 de Novembro de 1962,
em São Tomé, pouco após levantar
do Aeródromo de Trânsito n.º 2
(AT2 – São Tomé) em viagem de
regresso à Metrópole, um
quadrimotor Douglas C-54 D
Skymaster, da Força Aérea
Portuguesa, sofreu uma explosão
e despenhou-se num coqueiral,
causando a morte de

Elvino
Gaspar Aleixo
Tenente de Infantaria
Pára-Quedista
São Tomé e Príncipe: 26Jan a
22Fev1961:
Comandante de um Pelotão de
Pára-Quedistas
Moçambique: 23Fev a 27Mai1961:
Destacamento Avançado de Comando
de Pára-Quedistas
Região Aérea n.º 3 «LEALDADE E
CONFIANÇA»
Angola: 27Mai1961 a 23Nov1962
Comandante do 3.º Pelotão da
3ª Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA
MAIS QUE QUANTAS»
Região Aérea n.º 2 «FIDELIDADE E
GRANDEZA»
Elvino Gaspar Aleixo, Tenente
de Infantaria Pára-Quedista,
nascido no dia 01 de Novembro de
1935, na freguesia e concelho de
Mação,
distrito
de Santarém;
Em
16 de Outubro de 1955, ingressa
na Escola do Exército (EE)
«DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA
MORI»;
Em 01 de Outubro de 1958,
promovido a Aspirante-a-Oficial
de Infantaria e colocado na
Escola Prática de Infantaria
(EPI - Mafra)
«AD
UNUM»;
Em 12 de Outubro de 1959,
frequenta, como voluntário, o
8.º Curso de Paraquedismo no
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas (RCP - Tancos)
«QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Em 01 de Novembro de 1959,
promovido a Alferes de
Infantaria;
Em 06 de Novembro de 1959,
conclui o 8.º
Curso
de Paraquedismo, pelo que lhe
foi atribuído o brevet n.º 486;
Em 26 de Janeiro de 1961, parte
de Lisboa, a bordo de um avião
DC-4 para São Tomé, depois de
fazer escala em Cabo Verde (Sal)
e Bissau, ao
comando
de um dos dois Pelotões de
Pára-Quedistas, enviados para
intervir em consequência do
assalto ao paquete “Santa
Maria”;
Em 22 de Fevereiro de 1961, os
dois Pelotões de Pára-Quedistas
foram rendidos por uma Companhia
de Caçadores Especiais do
Exército e seguiram para a Base
Aérea n.º 9 (BA9 – Luanda), em
Angola, a bordo de um “Super
Constelation” da TAP;
Em
23 de Fevereiro de 1961, os dois
Pelotões de Pára-Quedistas
embarcaram num avião ‘Nord
Atlas’, rumo ao Aeródromo Base
n.º 8 (AB8 – Mavalane, Lourenço
Marques),
da Região Aérea n.º 3 «LEALDADE
E CONFIANÇA»,
e ficaram instalados numa
arrecadação adaptada a camarata
cedida pelo Depósito de Material
de Guerra de Moçambique;
Os dois Pelotões, em Moçambique,
constituíram o Destacamento
Avançado de Comando de
Para-Quedistas (DAC);
Em
27 de Maio de 1961, os dois
Pelotões
embarcaram
em avião rumo à Base Aérea n.º 9
(BA9 – Luanda), em Angola, onde
com um efectivo dois Oficiais,
seis Sargentos e cinquenta e
duas Praças, constituem a 3.ª
Companhia de Caçadores
Pára-Quedistas (3ªCCP) do
Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE
OUSADA MAIS QUE QUANTAS» da
Região Aérea n.º
2
(RA2) «FIDELIDADE E GRANDEZA»,
comandada pelo Tenente
Pára-Quedista Veríssimo e o 3.º
Pelotão comandado pelo Alferes
Pára-Quedista Elvino Gaspar
Aleixo;
Louvor publicado na Ordem de
Serviço n.º 139, do Aeródromo
Base n.º 3, de 11 de Setembro de
1961:
Louvo o Alferes Pára-Quedista
ELVINO GASPAR ALEIXO "porque
sendo um óptimo profissional e
excelente camarada, pôs todo o
seu entusiasmo ao serviço desta
Unidade tendo dado uma valiosa
colaboração à peça teatral
levada a efeito no dia 10,
arrastando com a sua atitude os
homens do pelotão que comanda e
que assim formaram um dos
conjuntos que mais trabalhou.
Por se tratar de um oficial
adido e que em breve deixa esta
Unidade a sua cooperação toma
mais significado o que me apraz
louvar"
Em 01 de Dezembro de 1961,
promovido a Tenente
Pára-Quedista;
Agraciado com a Medalha de Prata
de Serviços Distintos com Palma,
pela Portaria de 16 de Maio de
1962:
Tenente
Pára-Quedista
ELVINO GASPAR ALEIXO
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 16 de Maio de
1962
Louvado o Tenente Pára-Quedista
Elvino Gaspar Aleixo, porque,
tendo tomado parte, com o seu
pelotão, em missões de
particular dificuldade e de
grande sacrifício, soube
conduzir-se por forma notável,
demonstrando possuir elevadas
qualidades militares e muita
abnegação e granjeando os mais
rasgados elogios dos seus
superiores e a consideração dos
seus subordinados.
Este oficial, além do comando do
seu pelotão, que tem exercido
com excepcional acerto,
demonstrou o mesmo entusiasmo e
desejo de bem servir no comando
simultâneo de outros pelotões
que se encontravam privados de
oficial comandante.
Os seus serviços prestados em
campanha devem ser considerados
como relevantes e
extraordinários.
Faleceu em campanha no dia 23 de
Novembro de 1962, quando de
regresso à Metrópole, num
quadrimotor Douglas C-54 D
Skymaster, da Força Aérea
Portuguesa, que sofreu uma
explosão e despenhou-se num
coqueiral em São Tomé.
Tinha 27 anos de idade.
Paz à sua Alma
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A notícia da sua morte
23 e 24Nov1962
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O seu nome encontra-se
gravado no Monumento de Homenagem aos Combatentes no
Ultramar do Concelho de Mação:
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