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Condecorações

Saliu Baldé, Soldado de Artilharia, n.º 82035063

 

  "Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

 

 

 

CG-3-Classe-cz-350

 

Saliu-Bald-350

 

Saliu Baldé

 

Soldado de Artilharia, n.º 82035063

 

Companhia de Artilharia 1610

 

Batalhão de Artilharia 1914

 

«SEM TEMOR»

 

Guiné: Abril de 1967 a Março de 1969

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

 

CTIG

 

Saliu Baldé, Soldado de Artilharia, n.º 82035063;


CArt1690-280Mobilizado pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG) «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO» para servir Portugal naquela Província Ultramarina, integrado na Companhia de Artilharia 1690 (CArt1690) do Batalhão de Artilharia 1914 (BArt1914) BArt1914-280«SEM TEMOR» - «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS», no Companhia de Artilharia 1690 (CArt1690) do Batalhão de Artilharia 1914 (BArt1914) «SEM TEMOR» - «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS»;


Louvado e agraciado com a Medalha da Cruz de Guerra de 3.ª classe, publicado nas Ordens de Serviço n.° 22, de 25 de Junho de 1969, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné e n.º 28, de 3 de Julho do mesmo ano, do Quartel General do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné, na Ordem do Exército n.º 9 – 3.ª série, de 1970, e na Revista da Cavalaria, edição do ano de 1970, página 112.
 

 

Cruz de Guerra de 3.ª classe

 

 

CG-3-Classe-czSoldado de Artilharia, n.º 82035063
SALIU BALDÉ
 

CArt1690/BArt1914 - RAL1
GUINÉ


3.ª CLASSE


Transcrição da Portaria publicada na Ordem do Exército n.º 9 – 3.ª série, de 1970.


Por Portaria de 24 de Fevereiro de 1970:


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro do Exército, condecorar com a Medalha de Cruz de Guerra de 3.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de combate na Província da Guiné Portuguesa, o Soldado n.º 82035063, Saliu Baldé, da Companhia de Artilharia n.º 1690 do Batalhão de Anilharia n.º 1914 - Regimento de Artilharia Ligeira n.º 1.


Transcrição do louvor que originou a condecoração.


(Publicado nas Ordens de Serviço n.° 22, de 25 de Junho de 1969, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné e n.º 28, de 3 de Julho do mesmo ano, do Quartel General do Quartel General do Comando Territorial Independente da Guiné):


Que, por despacho de 22 de Junho de 1969, do Brigadeiro Comandante-Chefe Interino, das Forças Armadas da Guiné, foi considerado como sendo dado por si, o louvor do Soldado n.º 82035063, Saliu Baldé, da Companhia de Artilharia n.º 1690 do Batalhão de Artilharia n.º 1914, porque, quando do violento ataque inimigo ao Destacamento de Sare Banda, em 8 de Setembro de 1968, apesar de ferido logo desde o início com um tiro numa perna, continuou com agressividade e decisão a fazer fogo sobre o inimigo, correndo de um para outro local, sob intensa metralha, de forma a poder dirigir o seu fogo para onde eram referenciadas as principais posições adversárias. Simultaneamente, estimulou e incentivou os seus camaradas a manterem-se firmes nas suas posições e nunca as abandonar, conseguindo, com a sua dinâmica e corajosa actuação, galvanizar todo o pessoal, que reagiu, obrigando o inimigo a retirar com bastantes baixas confirmadas.


Pelo sangue-frio, espírito agressivo e desprezo pelo perigo demonstrados, não só nesta mas em outras actuações que lhe mereceram já publico louvor, firmou-se o Soldado Saliu Baldé como um combatente de rija têmpera e um óptimo elemento das Nossas Tropas, sendo amplamente merecedor do apreço e consideração que todos lhe dispensam.

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Batalhão de Artilharia n.º 1914
 

RAL1Identificação:
BArt1914


Unidade Mobilizadora:
Regimento de Artilharia Ligeira 1 (RAL1 – Sacavém)


Comandante:
Tenente-Coronel de Artilharia Artur Relva de Lima
Tenente-Coronel Interino Hélio Augusto Esteves Felgas
Tenente-Coronel de Cavalaria António Maria Rebelo


2.º Comandante:
Major de Artilharia Fernando de Melo Vieira Ponces de Carvalho
Major de Artilharia Gonçalo Álvares Guedes Vaz


Oficial de Informações e Operações / Adjunto:
Capitão de Artilharia Emidio José da Rocha Pereira Rodrigues

BArt1914-280
Comandantes de Companhia:


Companhia de Comando e Serviços (CCS):
Capitão Mil.º de Infantaria José Manuel da Conceição Paraíso Pinto


Companhia de Artilharia 1690 (CArt1690):
Capitão de Artilharia Manuel Carlos da Conceição Guimarães
Capitão Mil.º de Artilharia Carlos Manuel Morais Sarmento Ferreira


Companhia de Artilharia 1691 (CArt1691):
Capitão de Artilharia António de Albuquerque
Capitão Mil.º de Artilharia José Reis Fernandes Leitão
Capitão Mil.º de Artilharia José Maria Torre Vale Santos
Alferes Milº de Artilharia José Júlio Barbosa de Morais Sarmento

BArt1914-Cmd-280
Companhia de Artilharia 1692 (CArt1692):
Capitão de Artilharia José João de Sousa Veiga da Fonseca


Divisa:
"SEM TEMOR"


Partida:
Embarque no dia 8 de Abril de 1967 no NTT «Uíge»; desembarque no dia 13 de Abril de 1967 (a Companhia de Artilharia 1690 desembarcou no dia 15 de Abril de 1967)


Regresso:
Embarque no dia 3 de Março de 1969 no NTT «Uíge»; desembarque no dia 9 de Março de 1969.


Síntese da Actividade Operacional
Em 15 de Abril de 1967, rendendo o Batalhão de Caçadores 1860 (BCac1860), assumiu a responsabilidade do Sector S1, com sede em Tite e abrangendo os subsectores de Tite, Jabadá, Fulacunda e Empada.


Em 6 de Maio de 1968, por subdivisão do subsector de Tite, foi criado o subsector de Nova Sintra;


Em 19 de Janeiro de 1969, o subsector de Empada passou à responsabilidade do Comando Operacional 4 (COP4), então criado. Desenvolveu intensa actividade operacional, actuando prioritariamente sobre as bases inimigas existentes nas regiões do Quinara e Cubisseco e promovendo a ocupação e instalação de forças em Bissássema e Gubia, a fim de permitir a recuperação e segurança das populações e construção dos respectivos aldeamentos.


Pelos resultados obtidos e pela importância da manobra, destacam-se as operações "Nicotina", "Quebra Vento" e "Corsário Negro", entre outras.


Dentre o material capturado mais significativo, destaca-se: 1 metralhadora pesada, 4 metralhadoras ligeiras, 8 espingardas, 11 pistolas-metralhadoras e 132 granadas de armas pesadas.


Em 3 de Março de 1969, foi rendido no sector de Tite pelo Batalhão de Cavalaria 2867 (BCav2867) «SOMOS COMO SOMOS», recolhendo a Bissau a fim de efectuar o embarque de regresso.
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Companhia de Artilharia 1690


CArt1690-280A Companhia de Artilharia 1690 (CArt1690) seguiu em 17 de Abril de 1967 para Geba, tendo assumido em 20 de Abril de 1967 a responsabilidade do subsector de Geba, com destacamentos em Cantacunda, Camamudo, até finais de Maio de 1968, Banjara, até principias de Outubro de 1968, Sare Banda, a partir de princípios de Janeiro de 1968, Sare Gana, a partir de finais de Abril de 1968 e Sinchã Sutú, de princípios de Janeiro a finais de Abril de 1968, ficando sucessivamente integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Caçadores 1877 (BCac1877) «FIRMES E CONSTANTES» e depois do Batalhão de Cavalaria 1905 (BCav1905) «OS DRAGÕES» e ainda do Batalhão de Caçadores 2856 (BCac2856) «NUNCA DIGA O INIMIGO NÃO O VI».


Em 4 de Novembro de 1968, foi rendida pela Companhia de Caçadores 2437 (CCac2437), por troca, e seguiu para Bissau a fim de integrar o dispositivo do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911) «CORAGEM E HUMANIDADE», com vista a efectuar a segurança e protecção das instalações e das populações da área, permanecendo nesta situação até ao seu embarque de regresso.
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Companhia de Artilharia 1691


Cart1691-280A Companhia de Artilharia 1691 (CArt1691) foi atribuída ao Batalhão de Caçadores 1887 (BCac1887) «AUDÁCIA FIRMEZA LEALDADE», assumindo, em 5 de Maio de 1967, a responsabilidade do subsector de Saliquinhedim, onde colmatou a saída anterior da Companhia de Caçadores 1422 (CCac1422) «BRAVOS SERENOS».


Em 20 de Novembro de 1967, foi rendida por troca pela Companhia de Caçadores 1792 (CCac1792) e foi transferida para Farim, no mesmo sector, a fim de assumir as funções de subunidade de intervenção e reserva e cumulativamente a responsabilidade do respectivo subsector de Farim, tendo actuado em diversas acções realizadas nas regiões de Cumbamori, Mampatás, Biribão e CArt1691-1Morés, entre outras, e tendo ainda destacado pelotões por períodos variáveis para reforço das guarnições de Canjambari, Jumbembém e Saliquinhedim.


De 18 de Novembro a 2 de Dezembro de 1968, foi temporariamente instalada em Jumbembém, com vista a actuar naquela zona de acção: destacou ainda dois pelotões para Canjambari, de 27 de Dezembro de 1967 a 23 de Janeiro de 1968, a fim de substituírem a Companhia de Caçadores 1525 (CCac1525) até à chegada da Companhia de Artilharia 2340 (CArt2340) e também outros dois pelotões para Saliquinhedim, de 1 a 25 de Junho de 1968, a fim de substituírem a Companhia de Caçadores 1792 (CCac1792) até à chegada da Companhia de Artilharia 2384 (CArt2384) «LEÕES DO NORTE» - «O CÉU, A TERRA E AS ONDAS ATROANDO».


Em 28 de Fevereiro de 1969, foi substituída no subsector de Farim pela Companhia de Cavalaria 1748 (CCav1748) «TITÃS» - «SEMPRE AVANTE», recolhendo seguidamente a Bissau, a fim de efectuar o embarque de regresso.
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Companhia de Artilharia 1692


CArt1692-280A Companhia de Artilharia 1692 (CArt1692) assumiu, em 16 de Abril de 1967, a responsabilidade do subsector de Sangonhá, com um pelotão destacado em Cacoca, ficando integrada no dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 1896 (BArt1896) «BRAVOS E SEMPRE LEAIS» e depois do Batalhão de Caçadores 2834 (BCac2834) «JUNTOS VENCEREMOS» - «PARA VENCER, CONVENCER».


Em 1 de Agosto de 1967, foi rendida por troca pela Companhia de Caçadores 1620 (CCac1620) «EM PERIGOS E GUERRAS ESFORÇADOS», assumindo a responsabilidade do subsector de Cameconde, com dois pelotões destacados em Cacine, no mesmo sector.


Em 28 de Dezembro de 1968, foi rendida em Cacine e Cameconde pela Companhia de Caçadores 2445 (CCac2445) «ARMAS NÃO DEIXARÃO ENQUANTO A VIDA NÃO OS DEIXAR» e foi transferida para Bissau, a fim de reforçar o dispositivo do Batalhão de Caçadores 1911 (BCac1911) «CORAGEM E HUMANIDADE», com vista a cooperar na segurança e protecção das instalações e das populações da área, permanecendo nesta situação até ao seu embarque de regresso.

 

 

Saliu-Bald-920
 

 

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