"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom
que para preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
Samba
Jau
Soldado
Atirador
de
Infantaria, n.º 15/62:
4.ª Companhia de
Caçadores Indígena
(6.ª Companhia de Caçadores)
«ONÇAS NEGRAS» - «AUT VINCERE AUT MORI»
Comando Territorial
Independente da Guiné
1.º Cabo de Infantaria, n.º 82019465:
Companhia de Comando e
Serviços
Batalhão de Caçadores 2834
«JUNTOS VENCEREMOS» -
«PARA VENCER, CONVENCER»
Regimento de Infantaria 15
Cruz de Guerra,
colectiva, de 1.ª classe
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Prémio Governador da
Guiné
(CCS / BCac2834)
Samba
Jau, Soldado Atirador de Infantaria, n.º 15/62.
Mobilizado
pelo Comando Territorial Independente da Guiné (CTIG)
«CORAGEM E LEALDADE» - «A LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»
para servir Portugal naquela Província Ultramarina,
integrado na 4.ª Companhia de Caçadores Indígena
(4ªCCacI)
«AUT VINCERE AUT MORI», daquele Comando
Territorial»;
Em 1 de Abril de 1967, aquela subunidade de infantaria
passou a designar-se por Companhia de Caçadores 6
(CCac6)
«ONÇAS
NEGRAS» - «AUT VINCERE AUT MORI», do Comando Territorial
Independente da Guiné (CTIG) «CORAGEM E LEALDADE» - «A
LEI DA VIDA ETERNA DILATANDO»;
Louvado, por feitos em combate, publicado na Ordem de
Serviço n.º 15, de 19 de Fevereiro de 1963, do Comando
Territorial Independente da Guiné;
Agraciado, por feitos em combate, com a Medalha da Cruz
de Guerra de 3.ª classe, pela Portaria de 30 de Abril de
1963, publicado na Ordem do Exército n.º 16 – 3.ª série,
de 1963;
Em 10 de Junho de 1963, na Praça do Império, em
Bissau, na Província Ultramarina da Guiné, perante as
Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada, foi-lhe
imposta a insígnia da Cruz de Guerra de 3.ª classe, por
relevantes feitos em combate no teatro-de-operações da
Guiné;
Agraciado com a
Medalha da Cruz de Guerra, colectiva, de 1.ª
classe, pelo
Decreto n.º 48412, publicado no Diário do Governo n.º
129/1968, Série I, de 30 de Maio de 1968;
Agraciado com o Prémio Governador da
Guiné, aquando colocado na Companhia de Comando e
Serviços (CCS) do Batalhão de Caçadores 2834 «JUNTOS VENCEREMOS» -
«PARA VENCER, CONVENCER».
Cruz de Guerra de 3.ª
classe
Soldado
de Infantaria, n.º 15/62
SAMBA JAU
4ªCCac / CTIG
GUINÉ
3.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na Ordem do
Exército n.º 16 – 3.ª série de 1963.
Por Portaria de 30 de Abril de 1963:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Ministro
do Exército, condecorar com a Cruz de Guerra de 3.ª
classe, o militar a seguir designado, ao abrigo dos
artigos 9.º e 10.º do Regulamento da Medalha Militar, de
28 de Maio de 1946, por serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné Portuguesa:
O Soldado da 4.ª Companhia de Caçadores, n.º 15/62,
Samba Jau.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicado na Ordem de Serviço n.º 15, de 19 de
Fevereiro de 1963, do Comando Territorial Independente
da Guiné):
Louvo o Soldado n.º 15/62, Samba Jau, da 4.ª Companhia
de Caçadores, porque, fazendo parte de uma força que, ao
regressar de uma missão de reconhecimento, depois de
obter valiosos elementos de informação, foi atacada por
numeroso grupo de terroristas, alguns deles armados de
pistolas-metralhadoras, espingardas e longas, soube
manter extraordinária calma e sangue-frio na disciplina
de fogo, o que aliado à sua valentia e arrojo, permitiu
a retirada ordenada da mesma força e sem baixas, durante
cerca de cinco quilómetros em campo aberto, apesar de
perseguida pelo grupo terrorista que, em número
crescente, procurava o cerco, contribuindo, pela sua
actuação pessoal, para que a dita força se subtraísse à
acção dos atacantes, depois de lhes infligir severas
baixas, entre as quais 43 mortos abandonados, como mais
tarde se verificou.
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Prémio Governador da
Guiné
1.º Cabo Samba Jau, do B. Caç 2834
Porque «sempre se tem oferecido para o cumprimento
das missões mais difíceis, revelando em todas elas total
desprezo pelo perigo, uma coragem excepcional e
extraordinária calma e sangue-frio sob o fogo inimigo,
qualidades invulgares vincadamente manifestadas no
decorrer dum ataque lançado por numeroso e bem armado
grupo de terroristas, em que a sua acção contribuiu em
grande parte para que as Nossas Tropas conseguissem
evitar um perigoso cerco, que lhes poderia ter sido
fatal, como para o avultado número de baixas confirmadas
infligidas ao inimigo»
É condecorado com a Cruz de Guerra de 3.ª Classe.
