Medalha do Pacificador do Governo
dos Estados Unidos do Brasil
Sigfredo Ventura da Costa Campos,
Coronel de Artilharia Pára-Quedista
na situação de
reforma,
nascido no dia 5 de Janeiro de 1930,
em Lisboa.
Em
24 de Outubro de 1949, ingressa na
Escola do Exército (EE) «DULCE ET
DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;
Em 01 de Novembro de 1952, concluiu
o curso de Artilharia;
Em 1954, efectua o tirocínio de
artilharia no Grupo de
Artilharia
Contra Aeronaves (GACA – Cascais) «O
CÉU E TERRA ESPANTA»;
Em 01 de Novembro de 1954, promovido
a Alferes e colocado no Regimento de
Artilharia Ligeira 4 (RAL4 –
Leiria)
«FORTES E LEAIS»;
No Fevereiro de 1955, viaja para o
Brasil, juntamente com o Tenente
Seixas, para frequentar o Curso de
Instrutor de Educação Física, que
decorreu no período de 01 de Março a
28 de
Novembro
de 1955, na Escola de Educação
Física do Exército Brasileiro
(EsEFEx – Rio de Janeiro);
No final daquele curso, contacta o
Estado-Maior do Exército, através da
Embaixada de Portugal no Brasil, e
solicita autorização para frequentar
o Curso de Paraquedismo;
De
20 de Janeiro a 04 de Fevereiro de
1956, frequenta o Estágio Básico
Aeroterrestre no Exército Brasileiro
(EBA),
destinado a militares que pretendem
se tornar pára-quedistas;
Durante o ano de 1956, no Brasil,
frequenta os cursos de Paraquedismo
Militar, de Manutenção e Dobragem de
Pára-Quedas, de Chefe de Salto e de
Precursor Aeroterrestre;
Em
29 de Outubro de 1956, regressa a
Portugal;
Em
27 de Novembro de 1956, ingressa nas
Tropas Pára-Quedistas e é integrado
no quadro orgânico de oficiais
pára-quedistas do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas (BCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM» e é-lhe atribuído o brevet
n.º 202;
Em 01 de Dezembro de 1956, promovido
a Tenente;
Em 06 de Dezembro de 1959, promovido
a Capitão;
Na noite de 16 de Março de 1961,
tendo sido
mobilizado pelo Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas
(BCP-Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS
SE CONHEÇAM», para servir Portugal
na Província Ultramarina de Angola,
segue aerotransportado para Luanda,
para comandar o Destacamento
Avançado de Comando e, depois,
assume o cargo de Oficial de
Operações do futuro Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21)
«GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da
2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE
E GRANDEZA»;
Agraciado com a Medalha de Prata de
Serviços Distintos com Palma, pela
Portaria de 10 de Setembro de 1963:
Capitão
Para-Quedista
SIGFREDO VENTURA DA COSTA CAMPOS
BCP21 - 2ªRA
Angola
Medalha de Prata de Serviços
Distintos com Palma
Por Portaria de 10 de Setembro de
1963
Manda o Governo da República
Portuguesa, pelo Secretário de
Estado da Aeronáutica, louvar o
Capitão Pára-Quedista SIGFREDO
VENTURA DA COSTA CAMPOS, porque,
servindo em Angola há mais de dois
anos, no desempenho das funções de
comandante interino, 2.º comandante,
oficial de operações, oficial de
informações e chefe de equipa de
precursores em operações de combate,
funções que muitas vezes foram
exercidas por acumulação, patenteou
sempre elevada inteligência, coragem
e interesse de bem servir.
De um espírito de iniciativa fora do
vulgar, orientou sempre todo o seu
esforço no sentido de com a sua
colaboração, facilitar ao comando o
cabal cumprimento das missões de
combate impostas à sua unidade,
sendo ainda de destacar o espírito
de sacrifício posto no cumprimento
de algumas missões operacionais.
Este
oficial, pela sua conduta em Angola,
prestigiou altamente as tropas
Pára-Quedista e a Força Aérea.
Estes factos, aliados a outros
méritos de valia militar, levam a
considerar os serviços prestados por
este Oficial, como relevantes e
extraordinários.
Em 1 de Dezembro de 1963 promovido a
Major, regressa à Metrópole e ao
Regimento de Caçadores
Pára-Quedistas
(RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR
VENCIDOS SE CONHEÇAM»;
Agraciado com a Medalha do
Pacificador do Governo dos Estados
Unidos do Brasil, publicado na Ordem
à Aeronáutica n.º 18, de 25 de Abril
de 1964;
No ano lectivo de 1964/65 frequenta
no Instituto de Altos Estudos
Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO
HOUVE FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE
TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o curso de
promoção a Oficial Superior;
Em
1 de Dezembro de 1965 promovido a
Tenente-Coronel;
Em Abril de 1966 segue para Bissau a
fim de organizar, na Província
Ultramarina da Guiné, o novo
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona
Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG)
«ESFORÇO
E
VALOR»;
Em 14 de Dezembro de 1966, assume o
comando do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 12 (BCP12 - Guiné)
«UNIDADE E LUTA»;
Em 1967, agraciado com a Medalha de
Mérito Militar de 2.ª classe;
Louvado pelo Comandante-Chefe das
Forças Armadas da Guiné, publicado
na Ordem de Serviço n.º 10, de 04 de
Abril de 1968;
O
Tenente-Coronel Costa Campos,
Comandante do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 21, com o Chefe
Religioso "Fula", em Bissau
Agraciado com a Medalha de Ouro de
Valor Militar com Palma, pela
Portaria de 22 de Maio de 1968:
Tenente-Coronel
Pára-Quedista
SIGFREDO VENTURA DA COSTA CAMPOS
BCP12 - ZACVG
Guiné
Medalha de Ouro de Valor Militar com
Palma
Por Portaria de 22 de Maio de 1968
Considerado como dado pelo
Secretário de Estado da Aeronáutica,
o louvor publicado na Ordem de
Serviço n.º 10 de 4 de Abril de
1968, do Comando Chefe da Forças
Armadas da Guiné, concedido ao
Tenente-Coronel Pára-Quedista
Sigfredo Ventura da Costa Campos, do
Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas
n.º 12, com a seguinte redacção:
“Louvado pela forma extraordinária,
eficiente e brilhante como tem vindo
a exercer o comando da sua unidade,
tendo demonstrado excelentes
qualidades de organizador e
impulsionador, bem patentes no surto
verificado na preparação e emprego
das Tropas Pára-quedistas sob o seu
comando.
Tendo sido o criador desta unidade,
desde os próprios alojamentos, soube
moldar o seu pessoal de acordo com a
sua forte personalidade: corajoso,
audaz, mas ponderado e muito
equilibrado. A sua unidade
distingue-se com igual brilho em
todos os tipos de intervenção, desde
a nomadização prolongada, em busca
dum inimigo que procura para todas
as formas furtar-se ao contacto,
mesmo nas alturas em que a dureza do
clima torna mais penosas ações deste
tipo, até às ações de surpresa
rápidas, sem preparação e com fraco
apoio, e ao golpe de mão contra os
pontos considerados mais fortes, com
duros contactos.
O Tenente-Coronel Costa Campos,
participando nas operações mais
importantes da sua unidade e
correndo os mesmos perigos, tem
sabido conquistar a estima e
admiração dos seus subordinados, ao
mesmo tempo que lhes tem sabido
incutir o respeito pelos elementos
nativos, sendo igualmente notáveis o
seu tato para a atuação junto das
populações, no campo psicológico, e
os seus vastos conhecimentos do tipo
de luta que aqui se trava, o que o
tem tornado um auxiliar valioso do
comando.
Oficial experimentado, dinâmico,
decidido e persistente, dotado de
excecionais qualidades de chefia,
constituindo um exemplo para os seus
subordinados e tendo sempre revelado
sempre firmeza e grande sangue frio,
mesmo nas situações difíceis, soube
levar a sua unidade a alcançar
êxitos assinalados, aniquilando
numerosos inimigos e as suas
instalações, tendo feito numeroso
prisioneiros e capturado grandes
quantidades de armamento e munições,
grande parte de excelente qualidade.
Inteligente, disciplinado e
disciplinador, destemido e
ponderado, valoroso sem ostentação,
soube sempre integrar-se
perfeitamente dentro das diretivas e
do pensamento do Comandante-Chefe em
cuja reserva a sua unidade se
encontra integrada, sendo igualmente
um precioso auxiliar dos comandos
das forças de superfície, cuja
estima e consideração soube
conquistar.
Pelo que ficou exposto, verifica-se
que o Tenente-Coronel Pára-Quedista
Costa Campos soube ilustrar e
prestigiar a Força Aérea e
especialmente a Tropa Pára-quedista
a que pertence e dignificou as
Forças Armadas na província, pelo
que os seus serviços devem ser
considerados altos, extraordinários,
relevantes e distintíssimos.
Em 3 de Junho de 1968 regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Em 10 de Junho de 1968, perante
Forças Armadas Portuguesas reunidas
em parada no Terreiro do Paço, em
Lisboa, é-lhe imposta a Medalha de
Ouro de Valor Militar com palma;
O
Presiente da República condecorando
o Tenente-Coronel Costa Campos com a
Medalha de Ouro de Valor Militar com
Palma
Em
02 de Setembro de 1970, nomeado para
servir Portugal na Província
Ultramarina de Moçambique, como
comandante do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE
A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da
Região Aérea 3 (COMRA3) «LEALDADE E
CONFIANÇA»;
Em 27 de Outubro de 1970, promovido
a Coronel e regressa ao Quadro de
origem;
Louvado pelo Comandante da Região
Aérea 3, publicado na Ordem de
Serviço n.º 36, de 25 de Março de
1971, e transcrito na Ordem de
Serviço n.º 78, de 02 de Abril de
1971, do Batalhão de Caçadores
Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE
A PÁTRIA DE TAL GENTE»:
“Louvo
o Oficial abaixo mencionado porque,
no exercício do Comando do Batalhão
de Caçadores Pára-Quedistas 31,
embora apenas alguns meses, se houve
de forma a reafirmar plenamente a
sua grande capacidade de Comando,
especialmente concretizada na
resolução de questões inerentes ao
rearmamento e treino operacional da
sua Unidade, bem como as suas
qualidades excepcionais de chefe
combatente que, sobretudo, se
manifestam num conhecimento
invulgarmente aprofundado do emprego
de tropas pára-quedistas em
operações, na visão, senso prático e
precisão com que prepara estas, na
abnegação, espírito de sacrifício e
coragem exemplares com que as
conduz, de tudo resultando uma acção
de Comando operacional que muito tem
prestigiado a sua Unidade, sa tropas
para-quedistas e a 3.ª Região Aérea:
TCOR /PARAQ SIGREDO VENTURA DA COSTA
CAMPOS.”
Em
10 de Junho de 1971, cessa as
funções de comandante do Batalhão de
Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31)
«HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do
Comando da Região Aérea 3 (COMRA3)
«LEALDADE
E CONFIANÇA»;
No ano de 1971, nomeado pelo
Comando-Chefe das Forças Armadas de
Moçambique (CCFAM) para comandar o
novo Centro de Instrução de Grupos
Especiais (CIGE – Dondo) e o
previsto Batalhão de Grupos
Especiais de Pára-Quedistas (B-GEP)
«VENCEREMOS»;
Com a devida vénia, as três fotos
que se seguem foram extraídas do
blogue:
Centro de Instrução de Grupos
Especiais (CIGE) no Dondo,
Moçambique, onde se formaram os
Grupos Especiais de Pára-quedistas /
Grupos Especiais, aqui liderados
pelo fundador e seu primeiro
Comandate - Coronel Sigfredo Ventura
da Costa Campos.
Este vídeo de produção brasileira,
apresenta os GEPs e revela o facto
de o seu Comandante inevitavelmente
ter adoptado o treino dos
Paraquedistas Brasileiros. Esta é a
primeira de duas bobines de fita que
tínhamos em casa. A segunda
perdeu-se de vez.
Nos anos '50, o então Alferes Costa
Campos frequenta o Curso de
Pára-quedistas do Exército
Brasileiro no Rio de Janeiro.
Regressado a Portugal, integrou o
grupo de fundadores das Tropas
Pára-quedistas Portuguesas.
Aproveito para deixar a merecida
homenagem aos GE /GEP e agradecer a
todos quantos ingressaram as suas
fileiras e defenderam a nossa
Pátria.
Em
Junho de 1973 cessa funções no
Centro de Instrução de Grupos
Especiais (CIGE – Dondo)
«VENCEREMOS» e no Batalhão de Grupos
Especiais de
Pára-Quedistas (BGEP) «VENCEREMOS»;
Em
7 de Julho de 1973 regressa à
Metrópole e ao Regimento de
Caçadores Pára-Quedistas (RCP –
Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE
CONHEÇAM»;
Em
Outubro de 1973 passou à situação de
reserva.
Em 06 de Novembro de 1973, passou à
situação de reforma
Faleceu no dia 11 de Maio de 2008,
em Lisboa, como Coronel de
Artilharia Pára-Quedista na situação
de reforma.
O
Coronel de Artilharia Pára-Quedista Sigfredo Ventura da Costa Campos,
junto ao Monumento aos Combatentes no Cartaxo, numa
homenagem do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP 12 - Guiné):