.

 

Início O Autor História A Viagem Moçambique Livros Notícias Procura Encontros Imagens Mailing List Ligações Mapa do Site

Share |

Brasões, Guiões e Crachás

Siga-nos

 

Fórum UTW

Pesquisar no portal UTM

Falecimento

Sigfredo Ventura da Costa Campos, Coronel de Artilharia Pára-Quedista na situação de reforma

 

"Pouco se fala hoje em dia nestas coisas mas é bom que para preservação do nosso orgulho como Portugueses, elas não se esqueçam"

 

Barata da Silva, Vice-Comodoro

 

HONRA E GLÓRIA

e

nota de óbito

Elementos cedidos por um

colaborador do portal UTW

e pelo

PQ Pedro Castanheira

 

Faleceu, no dia 11 de Maio de 2008, no Hospital Militar Principal, o veterano

 

Sigfredo Ventura da Costa Campos

 

Coronel de Artilharia Pára-Quedista na situação de reforma

 

 

Angola: 1961 a 1963
 

Comandante do
 

Destacamento Avançado de Comando

 

Oficial de Operações do
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS»
 

2.ª Região Aérea «FIDELIDADE E GRANDEZA»
 

Guiné: 1966 a 1968
 

Comandante do
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 «UNIDADE E LUTA»
 

Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné ESFORÇO E VALOR»
 

Moçambique: 1970 a 1973
 

Comandante do
 

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»
 

Comando da Região Aérea 3 «LEALDADE E CONFIANÇA»
 

Comandante do


Centro de Instrução de Grupos Especiais «VENCEREMOS»
 

Comandante do


Batalhão de Grupos Especiais de Pára-Quedistas «VENCEREMOS»

 

Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma
 

Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva

Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12

 

Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe


Medalha do Pacificador do Governo dos Estados Unidos do Brasil

 

 

 

Sigfredo Ventura da Costa Campos, Coronel de Artilharia Pára-Quedista na situação de reforma, nascido no dia 5 de Janeiro de 1930, em Lisboa.

Em 24 de Outubro de 1949, ingressa na Escola do Exército (EE) «DULCE ET DECORUM EST PRO PATRIA MORI»;

Em 01 de Novembro de 1952, concluiu o curso de Artilharia;

Em 1954, efectua o tirocínio de artilharia no Grupo de Artilharia Contra Aeronaves (GACA – Cascais) «O CÉU E TERRA ESPANTA»;

Em 01 de Novembro de 1954, promovido a Alferes e colocado no Regimento de Artilharia Ligeira 4 (RAL4 – Leiria) «FORTES E LEAIS»;

No Fevereiro de 1955, viaja para o Brasil, juntamente com o Tenente Seixas, para frequentar o Curso de Instrutor de Educação Física, que decorreu no período de 01 de Março a 28 de Novembro de 1955, na Escola de Educação Física do Exército Brasileiro (EsEFEx – Rio de Janeiro);


No final daquele curso, contacta o Estado-Maior do Exército, através da Embaixada de Portugal no Brasil, e solicita autorização para frequentar o Curso de Paraquedismo;

De 20 de Janeiro a 04 de Fevereiro de 1956, frequenta o Estágio Básico Aeroterrestre no Exército Brasileiro (EBA), destinado a militares que pretendem se tornar pára-quedistas;

Durante o ano de 1956, no Brasil, frequenta os cursos de Paraquedismo Militar, de Manutenção e Dobragem de Pára-Quedas, de Chefe de Salto e de Precursor Aeroterrestre;

Em 29 de Outubro de 1956, regressa a Portugal;

Em 27 de Novembro de 1956, ingressa nas Tropas Pára-Quedistas e é integrado no quadro orgânico de oficiais pára-quedistas do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM» e é-lhe atribuído o brevet n.º 202;

Em 01 de Dezembro de 1956, promovido a Tenente;

Em 06 de Dezembro de 1959, promovido a Capitão;

 

Na noite de 16 de Março de 1961, tendo sido mobilizado pelo Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas (BCP-Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM», para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola, segue aerotransportado para Luanda, para comandar o Destacamento Avançado de Comando e, depois, assume o cargo de Oficial de Operações do futuro Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21 (BCP21) «GENTE OUSADA MAIS QUE QUANTAS», da 2.ª Região Aérea (2ªRA) «FIDELIDADE E GRANDEZA»;

 

 

 

Agraciado com a Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma, pela Portaria de 10 de Setembro de 1963:


Capitão Para-Quedista
SIGFREDO VENTURA DA COSTA CAMPOS

 

BCP21 - 2ªRA

Angola


Medalha de Prata de Serviços Distintos com Palma


Por Portaria de 10 de Setembro de 1963


Manda o Governo da República Portuguesa, pelo Secretário de Estado da Aeronáutica, louvar o Capitão Pára-Quedista SIGFREDO VENTURA DA COSTA CAMPOS, porque, servindo em Angola há mais de dois anos, no desempenho das funções de comandante interino, 2.º comandante, oficial de operações, oficial de informações e chefe de equipa de precursores em operações de combate, funções que muitas vezes foram exercidas por acumulação, patenteou sempre elevada inteligência, coragem e interesse de bem servir.


De um espírito de iniciativa fora do vulgar, orientou sempre todo o seu esforço no sentido de com a sua colaboração, facilitar ao comando o cabal cumprimento das missões de combate impostas à sua unidade, sendo ainda de destacar o espírito de sacrifício posto no cumprimento de algumas missões operacionais.


Este oficial, pela sua conduta em Angola, prestigiou altamente as tropas Pára-Quedista e a Força Aérea.


Estes factos, aliados a outros méritos de valia militar, levam a considerar os serviços prestados por este Oficial, como relevantes e extraordinários.

Em 1 de Dezembro de 1963 promovido a Major, regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Agraciado com a Medalha do Pacificador do Governo dos Estados Unidos do Brasil, publicado na Ordem à Aeronáutica n.º 18, de 25 de Abril de 1964;

No ano lectivo de 1964/65 frequenta no Instituto de Altos Estudos Militares (IAEM – Pedrouços) «NÃO HOUVE FORTE CAPITÃO, QUE NÃO FOSSE TAMBÉM DOUTO E CIENTE» o curso de promoção a Oficial Superior;

Em 1 de Dezembro de 1965 promovido a Tenente-Coronel;

Em Abril de 1966 segue para Bissau a fim de organizar, na Província Ultramarina da Guiné, o novo Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR»;

Em 14 de Dezembro de 1966, assume o comando do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12 - Guiné) «UNIDADE E LUTA»;

Em 1967, agraciado com a Medalha de Mérito Militar de 2.ª classe;

Louvado pelo Comandante-Chefe das Forças Armadas da Guiné, publicado na Ordem de Serviço n.º 10, de 04 de Abril de 1968;

 

O Tenente-Coronel Costa Campos, Comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 21, com o Chefe Religioso "Fula", em Bissau

 

Agraciado com a Cruz de Guerra de 1.ª classe Colectiva - Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP12) «UNIDADE E LUTA» da Zona Aérea de Cabo Verde e Guiné (ZACVG) «ESFORÇO E VALOR», pelo Decreto n.º 48328, publicado no Diário do Governo n.º 86/1968 - Série I, de 10 de Abril de 1968;

 

Agraciado com a Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma, pela Portaria de 22 de Maio de 1968:


Tenente-Coronel Pára-Quedista
SIGFREDO VENTURA DA COSTA CAMPOS

 

BCP12 - ZACVG

Guiné


Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma


Por Portaria de 22 de Maio de 1968


Considerado como dado pelo Secretário de Estado da Aeronáutica, o louvor publicado na Ordem de Serviço n.º 10 de 4 de Abril de 1968, do Comando Chefe da Forças Armadas da Guiné, concedido ao Tenente-Coronel Pára-Quedista Sigfredo Ventura da Costa Campos, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas n.º 12, com a seguinte redacção:


“Louvado pela forma extraordinária, eficiente e brilhante como tem vindo a exercer o comando da sua unidade, tendo demonstrado excelentes qualidades de organizador e impulsionador, bem patentes no surto verificado na preparação e emprego das Tropas Pára-quedistas sob o seu comando.


Tendo sido o criador desta unidade, desde os próprios alojamentos, soube moldar o seu pessoal de acordo com a sua forte personalidade: corajoso, audaz, mas ponderado e muito equilibrado. A sua unidade distingue-se com igual brilho em todos os tipos de intervenção, desde a nomadização prolongada, em busca dum inimigo que procura para todas as formas furtar-se ao contacto, mesmo nas alturas em que a dureza do clima torna mais penosas ações deste tipo, até às ações de surpresa rápidas, sem preparação e com fraco apoio, e ao golpe de mão contra os pontos considerados mais fortes, com duros contactos.


O Tenente-Coronel Costa Campos, participando nas operações mais importantes da sua unidade e correndo os mesmos perigos, tem sabido conquistar a estima e admiração dos seus subordinados, ao mesmo tempo que lhes tem sabido incutir o respeito pelos elementos nativos, sendo igualmente notáveis o seu tato para a atuação junto das populações, no campo psicológico, e os seus vastos conhecimentos do tipo de luta que aqui se trava, o que o tem tornado um auxiliar valioso do comando.


Oficial experimentado, dinâmico, decidido e persistente, dotado de excecionais qualidades de chefia, constituindo um exemplo para os seus subordinados e tendo sempre revelado sempre firmeza e grande sangue frio, mesmo nas situações difíceis, soube levar a sua unidade a alcançar êxitos assinalados, aniquilando numerosos inimigos e as suas instalações, tendo feito numeroso prisioneiros e capturado grandes quantidades de armamento e munições, grande parte de excelente qualidade.


Inteligente, disciplinado e disciplinador, destemido e ponderado, valoroso sem ostentação, soube sempre integrar-se perfeitamente dentro das diretivas e do pensamento do Comandante-Chefe em cuja reserva a sua unidade se encontra integrada, sendo igualmente um precioso auxiliar dos comandos das forças de superfície, cuja estima e consideração soube conquistar.


Pelo que ficou exposto, verifica-se que o Tenente-Coronel Pára-Quedista Costa Campos soube ilustrar e prestigiar a Força Aérea e especialmente a Tropa Pára-quedista a que pertence e dignificou as Forças Armadas na província, pelo que os seus serviços devem ser considerados altos, extraordinários, relevantes e distintíssimos.


Em 3 de Junho de 1968 regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

Em 10 de Junho de 1968, perante Forças Armadas Portuguesas reunidas em parada no Terreiro do Paço, em Lisboa, é-lhe imposta a Medalha de Ouro de Valor Militar com palma;

 

 

O Presiente da República condecorando o Tenente-Coronel Costa Campos com a Medalha de Ouro de Valor Militar com Palma


Em 02 de Setembro de 1970, nomeado para servir Portugal na Província Ultramarina de Moçambique, como comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da Região Aérea 3 (COMRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

Em 27 de Outubro de 1970, promovido a Coronel e regressa ao Quadro de origem;

Louvado pelo Comandante da Região Aérea 3, publicado na Ordem de Serviço n.º 36, de 25 de Março de 1971, e transcrito na Ordem de Serviço n.º 78, de 02 de Abril de 1971, do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE»:

Louvo o Oficial abaixo mencionado porque, no exercício do Comando do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31, embora apenas alguns meses, se houve de forma a reafirmar plenamente a sua grande capacidade de Comando, especialmente concretizada na resolução de questões inerentes ao rearmamento e treino operacional da sua Unidade, bem como as suas qualidades excepcionais de chefe combatente que, sobretudo, se manifestam num conhecimento invulgarmente aprofundado do emprego de tropas pára-quedistas em operações, na visão, senso prático e precisão com que prepara estas, na abnegação, espírito de sacrifício e coragem exemplares com que as conduz, de tudo resultando uma acção de Comando operacional que muito tem prestigiado a sua Unidade, sa tropas para-quedistas e a 3.ª Região Aérea: TCOR /PARAQ SIGREDO VENTURA DA COSTA CAMPOS.

Em 10 de Junho de 1971, cessa as funções de comandante do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 31 (BCP31) «HONRA-SE A PÁTRIA DE TAL GENTE» do Comando da Região Aérea 3 (COMRA3) «LEALDADE E CONFIANÇA»;

No ano de 1971, nomeado pelo Comando-Chefe das Forças Armadas de Moçambique (CCFAM) para comandar o novo Centro de Instrução de Grupos Especiais (CIGE – Dondo) e o previsto Batalhão de Grupos Especiais de Pára-Quedistas (B-GEP) «VENCEREMOS»;

 

 

Com a devida vénia, as três fotos que se seguem foram extraídas do blogue:

https://niassa1558.blogspot.com/

 

 

Texto e vídeo de de Nuno Costa Campos:

 

Coronel Costa Campos - CIGE - Dondo, Moçambique:

 

Centro de Instrução de Grupos Especiais (CIGE) no Dondo, Moçambique, onde se formaram os Grupos Especiais de Pára-quedistas / Grupos Especiais, aqui liderados pelo fundador e seu primeiro Comandate - Coronel Sigfredo Ventura da Costa Campos.

Este vídeo de produção brasileira, apresenta os GEPs e revela o facto de o seu Comandante inevitavelmente ter adoptado o treino dos Paraquedistas Brasileiros. Esta é a primeira de duas bobines de fita que tínhamos em casa. A segunda perdeu-se de vez.

Nos anos '50, o então Alferes Costa Campos frequenta o Curso de Pára-quedistas do Exército Brasileiro no Rio de Janeiro. Regressado a Portugal, integrou o grupo de fundadores das Tropas Pára-quedistas Portuguesas.

Aproveito para deixar a merecida homenagem aos GE /GEP e agradecer a todos quantos ingressaram as suas fileiras e defenderam a nossa Pátria.

 


 

 

 

 

 

 

Em Junho de 1973 cessa funções no Centro de Instrução de Grupos Especiais (CIGE – Dondo) «VENCEREMOS» e no Batalhão de Grupos Especiais de Pára-Quedistas (BGEP) «VENCEREMOS»;

 

Em 7 de Julho de 1973 regressa à Metrópole e ao Regimento de Caçadores Pára-Quedistas (RCP – Tancos) «QUE NUNCA POR VENCIDOS SE CONHEÇAM»;

 

Em Outubro de 1973 passou à situação de reserva.

Em 06 de Novembro de 1973, passou à situação de reforma

Faleceu no dia 11 de Maio de 2008, em Lisboa, como Coronel de Artilharia Pára-Quedista na situação de reforma.

 

Paz à sua Alma

 

----------------------------------------------------------------

 

Cartaxo, 30 de Junho de 2002

 

O Coronel de Artilharia Pára-Quedista Sigfredo Ventura da Costa Campos, junto ao Monumento aos Combatentes no Cartaxo, numa homenagem do Batalhão de Caçadores Pára-Quedistas 12 (BCP 12 - Guiné):

 

 

 

----------------------------------------------------------------

 

Texto da autoria do Coronel Pára-Quedista Luís António Martinho Grão, publicado na revista 'BOINA VERDE' n.º 223, de Abril / Maio / Junho de 2008:

 

Clique no sublinhado que se segue para viaualização do conteúdo

 

IN MEMORIAM

 

----------------------------------------------------------------

 

Comentário do PQ José Vale Pinto, no facebook:

 

 

 

----------------------------------------------------------------

 

 

 

© UTW online desde 30Mar2006

Traffic Rank

Portal do UTW: Criado e mantido por um grupo de Antigos Combatentes da Guerra do Ultramar

Voltar ao Topo