........ Dotado de excepcional
espírito de luta, participou em todas as missões
cuja execução se revestisse de maior dificuldade e
risco, batendo-se sempre com extraordinário desprezo
pelo perigo, determinação e serena energia debaixo
de fogo. Agressivo e audaz ..........
(MDN in Diário do Governo de 7 Julho
de 1972)
Luís Fernando Almada de Oliveira
nasceu em Lisboa, na freguesia de S. Sebastião da
Pedreira a 24 de Março de 1935.
Em Outubro de 1952, ingressou como
cadete na Escola do Exército onde frequentou o curso
de Aeronáutica que concluiu em Abril de 1955.
Colocado
na Base Aérea n° 1 em Sintra, terminou o seu
Tirocínio de pilotagem na Força Aérea Brasileira em
Março de 1956. Em Abril é promovido a Alferes e
colocado da Base Aérea n°2 para fazer curso
complementar em aviões de caça no Republic P-47
Thunderbolt. Colocado sucessivamente na Base Aérea
n° 4 (Terceira), AB1 (Lisboa), Base Aérea n°6
(Montijo) e em 1964 novamente no AB1. Frequentou em
1965 o Curso de Promoção a Oficial Superior e foi
promovido em Dezembro desse ano ao posto de Major.
Em Maio de 1967 é colocado na Base
Aérea n° 9 (Luanda) para desempenhar as funções de
Oficial de Segurança Militar e Oficial de Operações
do Grupo Operacional 901. Em Janeiro de 1969 passou
a comandar, em acumulação, a Esquadra 94 (ALIII).
Nesta data o Major Almada
totalizava-10.000 horas de voo em 13 anos como
piloto.
Promovido a Tenente-coronel em 30 de
Abril de 1970 é colocado administrativamente no AB 1
mas a 28 de Maio é de novo colocado na BA n° 9 para
em Agosto assumir o comando do Grupo Operacional
901.
A 21 de Fevereiro de 1971 regressa ao
continente e em Maio é colocado na Base Aérea n° 1
onde foi piloto instrutor em T-37, comandante do GO
101 e 2° Comandante da Base.
Em Agosto de 1973 pede a passagem à
disponibilidade e à reserva em Abril de 1977.
Pediu licença para se ausentar para o
Brasil onde veio a falecer a 13 de Agosto de 1980
vítima de acidente em helicóptero. Num transporte de
carga suspensa, embateu com o cabo da carga em fios
eléctricos de alta tensão.
Morreu como viveu.
Sempre em acção!
Morreu voando!
