José Manuel Ferreira
Gaspar, Tenente-Coronel na situação de reforma
"Pouco se fala hoje
em dia nestas coisas mas é bom que para
preservação do nosso orgulho como Portugueses,
elas não se esqueçam"
Barata da Silva, Vice-Comodoro
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HONRA E
GLÓRIA
e
Nota de
óbito |
Elementos cedidos
pelo veterano
JC Abreu dos Santos
Ordem do Exército
n.º 09/2017, 2.ª serie,
pág. 402, de
Setembro de 2017
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HERÓI NACIONAL
Faleceu, no dia 15
de Setembro de 2017, o veterano

José Manuel Ferreira
Gaspar
Tenente-Coronel do
Serviço Geral do Exército na
situação de reforma
(50469611)
com a especialidade
de 'Comando'
Angola:
Companhia de
Caçadores 187/RI2
Batalhão de Caçadores
186/BC6
«AÇO»
«DISTINTOS E
ADMIRÁVEIS BRIGAREMOS SEM PÃO»
28Jul1961 a 02Nov1963
Centro de Instrução
21 - Zemba
«AUDACES FORTUNA
JUVAT»
12Ago a 24Nov1962
Guiné:
Companhia e Caçadores
1487/RI15
«EXCELENTES E
VALOROSOS»
20Out1965 a 01Ago1967
Angola:
Companhia de
Caçadores 2568/BII19
07Set1969 a 16Set1971
Medalha da Cruz de
Guerra de 2.ª classe
2.º
Sargento de Infantaria
JOSÉ MANUEL FERREIRA GASPAR
CCac1487 - RI15
GUINÉ
2.ª CLASSE
Transcrição da Portaria publicada na OE n.º 11 –
3.ª série, de 1967.
Por Portaria de 14 de Março de 1967:
Manda o Governo da República Portuguesa, pelo
Ministro do Exército, condecorar com a Cruz de
Guerra de 2.ª classe, ao abrigo dos artigos 9.º e
10.º do Regulamento da Medalha Militar, de 28 de
Maio de 1946, por serviços prestados em acções de
combate na Província da Guiné Portuguesa:
O 2.º Sargento de Infantaria, José Manuel Ferreira
Gaspar, da Companhia de Caçadores n.º 1487 adstrita
ao Batalhão de Caçadores n.º 1904 - Regimento de
Infantaria n.º 15.
Transcrição do louvor que originou a
condecoração.
(Publicados nas OS n.º 03/67, de 09 de Fevereiro de
1967, do Comando-Chefe das Forças Armadas da Guiné (CCFAG)
e n.º 08, de 16 de Fevereiro de 1967, do Quartel
General do Comando Territorial Independente da Guiné
(QG/CTIG):
Louvado o 2.º Sargento de Infantaria, José Manuel
Ferreira Gaspar, da Companhia de Caçadores n.º 1487,
pela forma, em muitos aspectos excepcional, como tem
desempenhado as suas funções de Comandante de Secção
e de combatente.
Invulgarmente dotado para este tipo de guerra,
possuindo coragem e determinação, qualidades de
comando, pujança física, serenidade e sangue frio
debaixo de fogo, tudo tem posto abnegadamente ao
serviço da sua Companhia, não hesitando nunca, no
cumprimento das ordens que recebe e imprimindo
sempre um cunho nitidamente agressivo às actuações
dos seus homens que arrasta com o seu exemplo de
combatente, ao mesmo tempo valoroso e sensato.
Em 18 de Maio de 1966, na região de Braia (Fulacunda),
durante a Operação "Negaça", foi decisiva para o
êxito alcançado pelas Nossas Tropas a serenidade por
ele demonstrada, deixando aproximar a cerca de cinco
metros o chefe de um grupo armado inimigo,
permitindo assim que os restantes elementos desse
grupo, que distanciados também se deslocavam, se
aproximassem, para só então actuar, e a despeito do
fogo adverso, logo que para isso recebeu ordem, se
lançar prontamente na perseguição.
Em 7 de Agosto de 1966, na região de Gã Formoso,
durante a Operação "Nervo", novamente se distinguiu.
Valoroso e decidido, indiferente ao fogo frontal do
inimigo lançado de cinquenta metros, da orla de uma
mata sobre a bolanha por onde as Nossas Tropas se
aproximavam, arrancou, sem se deter, a peito
descoberto, arrastando os seus homens com o seu
exemplo, assim desorganizando a resistência inimiga.
Em 6 de Dezembro de 1966, na região de Jufá, durante
a Operação "Nortada", mais uma vez ficou bem
patenteado o seu valor. Ferido na garganta por um
estilhaço de armadilha inimiga, recusou a evacuação
e, quando o inimigo momentos depois tentou envolver
a posição das Nossas Tropas, não hesitou no
cumprimento da ordem que recebera, de formar em
linha e arrancar à frente dos seus homens, como
sempre indiferente ao fogo envolvente do inimigo,
contribuindo decisivamente para pôr o inimigo em
debandada e evitar uma situação que se adivinhava
difícil, tanto mais que se tornava imperioso criar
condições de segurança para evacuação de outros
feridos.
Extremamente correcto, trabalhador e disciplinado,
pondo sempre todo o seu interesse e aplicação no
desempenho dos serviços que lhe são distribuídos, é
um militar completo, em que o seu Comandante da
Companhia deposita toda a confiança e que deve ser
apontado como exemplo.
Em todas as suas actuações, demonstrou o 2.ºSargento
Gaspar decisão, sangue frio, coragem, determinação,
desprezo pelo perigo e comportamento honroso frente
ao inimigo.
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Companhia de Caçadores
n.º 1487
Identificação:
CCac1487
Unidade
Mobilizadora:
Regimento de
Infantaria 15 (RI15 – Tomar)
Comandante:
Capitão de
Infantaria Alberto Fernão de Magalhães Osório
Divisa:
«EXCELENTES E VALOROSOS»
Partida:
Embarque no dia 20
de Outubro de 1968 no NTT «Niassa»; desembarque em
Bissau, no dia 26 de Outubro de 1965;
Regresso:
Embarque no
dia 1 de Agosto de 1967.
Síntese
da Actividade Operacional
Inicialmente,
ficou instalada em Bissau, na dependência do Batalhão de
Caçadores 1857 (BCac1857), tendo substituído a Companhia
de Caçadores 557 (CCac557) no dispositivo de segurança e
protecção das instalações e das populações da área.
De 10 a 18 de Novembro de 1965, efectuou instrução de
adaptação operacional na região de Mansoa, sob
orientação do Batalhão e Artilharia 645 (BArt645), tendo
tormado parte numa operação realizada na zona de Sabá.
Em 8 de Janeiro de 1966, rendendo a Companhia de
Caçadores 1420 (CCac1420), assumiu a responsabilidade do
subsector de Fulacunda, ficando integrada no dispositivo
e manobra do Batalhão de Caçadores 1860 (BCac1860) e
efectuando várias operações nas regiões de Naja (Braia),
Jufá e Gã Formoso, entre outras, de que se destaca,
pelos resultados obtidos, a operação "Negaça", em 18 de
Maio de 1966.
Em 15 de Janeiro de 1967, foi substituída pela Companhia
de Caçadores 1624 (CCac1624) e foi colocada no subsector
de Nhacra, com destacamentos em Sa fim, ponte de Ensalmá,
João Landim e Dugal, a fim de render a Companhia de
Caçadores 797 (CCac797), ficando integrada no
dispositivo e manobra do Batalhão de Artilharia 1904
(BArt1904), com vista à segurança e protecção das
instalações e das populações.
Em 31 de Julho de 1967, foi rendida no subsector de
Nhacra pela Companhia de Artilharia 1648 (CArt1648), a
fim de efectuar o embarque de regresso.
