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Tributo da equipa editorial do portal UTW, às tripulações de navios mercantes portugueses

 

«... destacar a Marinha Mercante, neste esforço logístico, sem a qual não poderíamos ter reagido rapidamente nem sustentado tão longo período de operações.
Hoje, dos 70.000 navios mercantes existentes no mundo, apenas uma dezena são de armadores portugueses e ostentam o pavilhão nacional. Nem meio batalhão conseguem transportar…
»
Lisboa (Forte do Bom Sucesso), 10 de Junho de 2016
Ten-Cor Pilav Brandão Ferreira

 

A Marinha Mercante Portuguesa ao serviço das Forças Armadas de Portugal

1957 > 1975

 

 

«Medalha Comemorativa do Esforço dos Tripulantes dos Navios Mercantes Nacionais, na Defesa dos Territórios Ultramarinos»

 

Ministério da Marinha - Direcção-Geral da Marinha

Decreto n.º 44646, de 25 de Outubro de 1962

Diário do Governo n.º 246/1962, Série I

 

Vídeos RTP:

 

Idas e Regressos de NTT´s, entre a Metrópole e o Ultramar

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado ou na imagem que se seguem:

 

08Abr1957: «Regresso de Militares da Índia»

 

 

02' 42"


Lisboa, desembarque na estação marítima de Alcântara, de militares e elementos da Polícia de Segurança Pública que cumpriram missão na Índia.

 

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Fonte:

Diário de Lisboa, n.º 12334,

de 08Abr1957, pág. 1 e 3

 

Alegre e emocionante recepção às forças do Exército e da Polícia que hoje regressaram da Índia

 

Cerca das 7 horas de hoje, acorreram ao cais da estação marítima de Alcântara muitas pessoas de família dos oficiais, sargentos e praças e de guardas voluntários da Polícia de Segurança, que acabam de prestar serviço na India Portuguesa, O «Quanza», da Companhia Nacional de Navegação, que partiu no dia 1 de Março de Mormugão, atracou pouco depois das sete horas á estação marítima de Alcântara, com o Batalhão Vasco da Cama e uma companhia de Caçadores 5, pertencente ao Batalhão da Índia, e setenta e oito guardas da Polícia de Segurança Publica, que para ali foram voluntariamente, com o sub-chefe João Silva. Antes do navio atracar, as tropas, que vieram sob o comando do sr. coronel Moura Santos, cantaram o hino nacional, num impressionante conjunto. A seguir, e ao mesmo tempo que viam acenar-se lenços das pessoas de família dos soldados, a banda de Caçadores 5 executava a «Portuguesa». Foi, na verdade, um momento de emoção. Choravam de alegria quantos aguardavam os oficiais, sargentos e praças, ausentes da família e dos amigos há mais de dois anos.


Quando o navio atracou, esperavam a chegada do contingente e dos guardas da Polícia de Segurança Publica, os srs. brigadeiro Costa Lopes, director dos Serviços do Ultramar do Ministério do Exército; coronéis Mário Silva, comandante da Escala Prática de Infantaria, de Mafra; Mário Cunha e Carlos Maria do Carmo, respectivamente comandante e segundo comandante da Polícia de Segurança Publica; Pereira de Castro e França Borges, que comandaram as unidades chegadas; tenente-coronel Moura Santos, irmão do comandante do contingente, que hoje regressou da sua patriótica missão de soberania, e major Pinto Soares, segundo comandante do Batalhão de Caçadores 5.


Começou pouco depois o desembarque das tropas, que formaram na. parte exterior da estação marítima, onde o subsecretário do Exército, acompanhado dos coronéis Moura Santos e Mário Cunha lhes passou revista, vendo-se também os guardas da P. S. P. Seguidamente, e ao som de uma marcha militar, o contingente desfilou perante aquele membro do Governo e das demais individualidades.


Terminada a cerimónia, as tropas começaram a embarcar em comboios que as levaram ás terras a que pertencem, quase todas do Norte do País.

 

Mafra recebeu festivamente o contingente que voltou da Índia
 

Festiva recepção em Mafra


Como tudo fazia prever, a chegada do «Batalhão Vasco da Gama» constituiu uma grande manifestação de simpatia e contentamento pelo seu regresso, apôs dois anos de serviço no Estado da India.


O entusiasmo era bem patente. Desde manhã muito cedo se notava um movimento desusado na vila com a presença das famílias e pessoas amigas dos expedicionários.


Os edifícios públicos apareceram com a bandeira nacional hasteada e em muitas janelas viam-se colchas e colgaduras.


As populações deste concelho, tendo á frente as autoridades civis, militares e eclesiásticas, acorreram por sua vez, a aclamar as forças expedicionárias, que, convictas de terem cumprido os seus deveres de Portugueses, não escondiam a sua alegria por regressarem aos seus lares.
No estádio da Escola Prática de Infantaria, onde o batalhão deu entrada pelas 12 e 30, efectuou-se uma simples mas significativa festa militar durante a qual o comandante dos expedicionários, sr. coronel Adelino Mendes Moura dos Santos, fez a entrega do guião ao comandante daquele estabelecimento militar, sr. tenente-coronel Mário Silva, que, por sua vez, o entregou á Escola.


O acto foi assinalado por uma largada de pombos, ao mesmo tempo que a charanga militar tocava o Hino Nacional.


O sr. tenente-coronel Mário Silva proferiu, em seguida, uma breve alocução, em que se referiu ao significado da entrega do guião.


Terminada a cerimónia, que foi realizada com a presença de todas as forças disponíveis da Escola Prática de Infantaria, autoridades e muito publico, que enchia o estádio quase por completo, as forças expedicionárias desfilaram em direcção à basílica, vendo-se ao longo das ruas em formatura as forças da E. P. I.


Durante o desfile do «Batalhão Vasco da Gama», foram atirados «confettis» de cores verde e vermelho sobre os expedicionários.


Na basílica de cujas janelas sobre a porta principal do templo pendiam valiosos panejamentos, foi rezada missa de acção de graças pelo regresso do Batalhão. Foi celebrante o rev.° Agostinho Duarte, pároco de Mafra, que, no momento próprio, proferiu uma patriótica alocução e disse da sua grande satisfação por ver regressar ás suas terras os expedicionários, depois de bem cumprirem o seu dever.

 

 

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