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Tributo da equipa editorial do portal UTW, às tripulações de navios mercantes portugueses

 

«... destacar a Marinha Mercante, neste esforço logístico, sem a qual não poderíamos ter reagido rapidamente nem sustentado tão longo período de operações.
Hoje, dos 70.000 navios mercantes existentes no mundo, apenas uma dezena são de armadores portugueses e ostentam o pavilhão nacional. Nem meio batalhão conseguem transportar…
»
Lisboa (Forte do Bom Sucesso), 10 de Junho de 2016
Ten-Cor Pilav Brandão Ferreira

 

A Marinha Mercante Portuguesa ao serviço das Forças Armadas de Portugal

1957 > 1975

 

 

«Medalha Comemorativa do Esforço dos Tripulantes dos Navios Mercantes Nacionais, na Defesa dos Territórios Ultramarinos»

 

Ministério da Marinha - Direcção-Geral da Marinha

Decreto n.º 44646, de 25 de Outubro de 1962

Diário do Governo n.º 246/1962, Série I

 

Vídeos RTP:

 

Idas e Regressos de NTT´s, entre a Metrópole e o Ultramar

 

Para visualização do conteúdo clique no sublinhado ou na imagem que se seguem:

 

05Fev1964: «Regresso de contingente militar de Angola»

 

 

04' 34"


Desembarque do contingente militar que regressa de Angola, no Cais da Rocha do Conde de Óbidos, em Lisboa.


Recepção calorosa dos familiares e dos amigos; militares em formatura; discurso do General Lopes Franco; o contingente desfila em continência.

 

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Fonte:

Diário de Lisboa, n.º 14778,

de 05Fev1964, pág. 6

 

Mil e trezentos soldados que combateram nos Dembos tiveram hoje em Lisboa uma calorosa recepção

 

 

Apesar do Intenso nevoeiro que envolvia a zona do Tejo, o paquete «Vera Cruz» pôde, com o seu radar, entrar a barra, atracando, ás 9 e 30, ao cais da Rocha do Conde de Óbidos.


Trazia a bordo um contingente de 1300 homens, que terminaram a sua missão de soberania no Ultramar.


Pouco depois, começou o desembarque. Os militares, carregando as respectivas bagagens, foram encaminhados para as carruagens que os conduziam às suas respectivas unidades, em Abrantes, Leiria e Lisboa. Estas forças eram comandadas pelo sr. tenente-coronel Ernesto Dionísio.


Cartazes de saudação


Num recanto do cais, viam-se alguns milhares de pessoas, pais, mulheres, filhos, namoradas e amigos, alguns vindos das localidades distantes. Havia quem ostentasse dísticos e cartazes, alguns ingénuos e tocantes. Um lenço branco empunhado numa cana, uma gabardina castanha suspensa de um pau; uma legenda num pedaço de latão. Também vimos um guarda-chuva com um lenço, um boné de cor vermelha, na ponta de um pau, balões, bandeiras nacionais de vários tamanhos, e, até, um garoto de pé aos ombros dos familiares.


A Polícia formava um cordão tentando evitar que o público saísse do lugar que lhe estava destinado.


Cenas de carinhosa emoção


À medida que avistavam um parente corriam para ele e chamavam pelo seu nome.


Houve cenas de emoção e regozijo, entre familiares e amigos. Uma mãe magra e alta, ao avistar o filho, rompeu o cordão policial e de braços bem abertos correu para ele. Desembaraçou-se do guarda, que procurava impedir-lhe o gesto. Dando a impressão que não assentava os pés no solo, aquela mãe «voou», autenticamente, para os braços do seu ente querido.

 

A cerimónia oficial


Às 12 horas, o contingente formou no cais, para receber os cumprimentos oficiais. O sr. general Lopes Franco, ajudante general do Exército, subiu ao estrado, tendo antes passado revista à formatura, acompanhado do comandante sr. tenente-coronel Dionísio.


O sr. general Lopes Franco, como representante do ministro do Exército, disse ter a maior honra e alegria em apresentar as boas-vindas aos que cumpriram o seu dever durante dois anos, em defesa da nossa soberania, sofrendo a insegurança de todas as horas correndo todos os perigos, suportando o clima africano, em que lutaram com um inimigo que se não apresenta às claras. Felicitou-as por fim por terem regressado para junto das suas famílias.


O sr. tenente-coronel Ernesto Dionísio, começou por declarar que o batalhão do seu comando, que esteve ausente da Pátria mais de 28 meses, regressava com jubilo ao leio das famílias.


- Não é com menos alegria - acrescentou - que podemos afiançar termos cumprido o nosso dever, grande parte nos Dembos, onde deixámos alguns dos nossos camaradas.


Depois, referiu-se aos que caíram no campo de batalha, aos que ficaram feridos, mutilados e estropiados, aos sacrifícios dos dias de sede e de calor que suportaram.


Por fim agradeceu as palavras do general Lopes Franco e pediu-lhe que apresentasse também ao ministro do Exército os seus agradecimentos.


Desembarque de quatro urnas


No «Vera Cruz» vieram também as urnas com os restos mortais do capitão miliciano António de Guadalupe Taveira Pinto Maia Mendes, filho do sr. António Joaquim Maia Mendes e da sr.ª D. Maria de Guadalupe Maia Mendes, que era casado com a Sr.ª D. Maria Helena de Maia Mendes; do alferes sr. Carlos Alberto Santos Pereira, natural de Alhandra, para onde seguiu o préstito fúnebre; do alferes Jorge M. Santos Lopes da Silva, que ficou depositado na capela do Hospital da Estrela; e do 2.º sargento Francisco Céu Pires, filho de João de Almeida Pires e D. Palmira da Conceição Pires, que era casado com a sr.ª D. Maria José Costa Pires, e que seguiu hoje em auto-fúnebre para o cemitério de Vendas Novas.


A chegada de um destacamento a Leiria


LEIRIA 5 - Tiveram carinhosa recepção as forças do Regimento de Infantaria 7, chegadas esta tarde a esta cidade num total de 590 homens entre oficiais, sargentos e praças, após dois anos no Ultramar em missão de soberania. Aqueles valorosos militares que desfilaram pelas ruas da cidade, foram aguardados, junto ao monumento aos Mortos da Grande Guerra, pelo comandante do respectivo regimento, coronel Luís Estorninho Neves, estando também presentes o governador civil do distrito, o presidente da Câmara Municipal, outras individualidades e muito povo. Seguidamente foi celebrada missa de acção de graças no Convento da Portela, pelo rev.º Vieira da Rosa, capelão da guarnição militar.

 

 

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Os mortos - NTT «Vera Cruz»

 

Fonte:

8.º Volume, Tomo I, Livro1, da RHMCA / CECA / EME

 

 

António de Guadalupe Taveira Pinto Maia Mendes

 

António de Guadalupe Taveira Pinto Maia Mendes, Capitão Mil.º de Artilharia, natural da freguesia e concelho de Mafra, filho de António Joaquim de Castro Maria Mendes e de Maria Guadalupe Taveira Pinto Maia Mendes, casado com Maria Helena de Almeida Dias Maia Mendes.

 

Mobilizado pelo Grupo de Artilharia Contra Aeronaves 3 (GACA3 - Évora) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola como comandante da Companhia de Caçadores 501 do Batalhão de Caçadores 503.

 

Faleceu no dia 25 de Dezembro de 1963 no Hospital Militar 124, em Luanda, vítima de doença.

 

Está sepultado no cemitério dos Prazeres, em Lisboa.

 

 

Carlos Alberto Santos Pereira

 

Carlos Alberto Santos Pereira, Alferes Mil.º Atirador, natural da freguesia de São Sebastião da Pedreira, concelho de Lisboa, solteiro, filho de Carlos Pereira Neto e de Ilda dos Santos Moita e Neto.

 

Mobilizado pelo Regimento de Artilharia Pesada 2 (RAP2 - Vila Nova de Gaia) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Artilharia 491.

 

Faleceu no dia 29 de Novembro de 1963, em Massabi (Cacongo) vítima de acidente de viação.

 

Está sepultado no cemitério de Alhandra, concelho de Vila Franca de Xira.

 

 

Jorge Manuel dos Santos Lopes da Silva

 

Jorge Manuel dos Santos Lopes da Silva, Alferes Mil.º de Infantaria Atirador, natural da freguesia de São Domingos de Benfica, concelho de Lisboa, solteiro, filho de Arlindo Lopes da Silva e de Lucinda Maria Santos Silva.

 

Mobilizado pelo Regimento de Infantaria 15 (RI15 - Tomar) para servir Portugal na província Ultramarina de Angola integrado na Companhia de Caçadores 468 do Batalhão de Caçadores 471 «FIRMES E CONSTANTES».

 

Faleceu no dia 13 de Novembro de 1963, na picada Cacamba - Pange (Úcua), a 8 km da Fazenda Ângela, vítima de ferimentos em combate.

 

Está sepultado no cemitério de Benfica, concelho de Lisboa.

 

 

Francisco Céu Pires

 

Francisco Céu Pires, 2.º Sargento Mecânico de Armas Pesadas, natural da freguesia de São Salvador, concelho de Elvas, filho de João Almeida Pires e de Palmira da Conceição Pires, casado com Maria José Rosa da Costa Pires.

 

Mobilizado pela Companhia Divisionária de Manutenção Material (CDMM - Entroncamento) para servir Portugal na Província Ultramarina de Angola integrado no Agrupamento do Serviço de Material de Angola.

 

Faleceu no dia 29 de Julho de 1963 no Agrupamento do Serviço de Material de Angola, vítima de acidente.

 

Está sepultado no cemitério de Vendas Novas.

 

 

 

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